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Benfica: eis a lista de convocadas para o jogo com o FC Porto na Supertaça Feminina

Já é conhecida a lista de convocadas do Benfica para a Supertaça Feminina. Jogo é já este domingo, diante do FC Porto.

O Benfica vai enfrentar o FC Porto na Supertaça Feminina e podes ver em baixo a lista de convocadas da equipa encarnada. Para este duelo, o treinador Ivan Baptista convocou 20 jogadoras, entre elas Carolina Tristão e Andreia Norton.

É já este domingo, dia 6 de setembro, que vai decorrer a Supertaça Feminina entre o Benfica e o FC Porto. Mais especificamente, a partir das 17h15 no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu. Podes ler a antevisão completa a partida e ver os onzes prováveis.

Eis a lista de convocadas:

Guarda-redes: Michaely Bihina; Lena Pauels;

Defesas: Catarina Amado; Diana Gomes; Tinkara Testen; Demehin Blessing; Marit Lund;

Médios: Ariana Schafer; Anna Csiki; Pauleta; Carolina Tristão; Madalena Loução; Matilde Matos; Andreia Norton:

Avançadas: Caroline Møller; Lúcia Alves; Chandra Davidson; Ziqin Shao; Frøya Dorsin; Nycole Raysla;

Rui Borges com vários elogios: «Tem uma irreverência muito própria e muito boa»

Rui Borges falou sobre vários temas em conferência de imprensa. Palavras após triunfo do Sporting em Alvalade.

Rui Borges esteve presente na conferência de imprensa após a vitória do Sporting frente ao CD Nacional por 2-0 em jogo da quinta jornada da Primeira Liga. Entre os temas abordados, o técnico dos leões deixou vários elogios a Flávio Gonçalves:

«O Pote tinha uma maturidade diferente do Flávio, que está no início da sua carreira, que acredito que seja uma grande e belíssima carreira. Tem a virtude de ter tomada de decisão às vezes fora da caixa, tem uma irreverência muito própria, muito boa, positiva. Tem ‘ranho no nariz’, é competitivo, trabalha bastante e tem merecido. As oportunidades não sou eu que dou, são eles que lutam por elas. Ele tem feito por isso. Não só este ano. Na época passada teve essa capacidade de perceber que estava a crescer, trabalhou quase sempre connosco ao longo de toda a época. E talvez por isso é que nesta fase inicial da época se nota o crescimento dele para com a equipa, e acima de tudo para um miúdo que jogava na segunda divisão na época passada».

«É um miúdo que vai errar e eu sei que ele vai errar, está na idade de o fazer. Só que se calhar gosto tanto dele que a minha exigência com ele é assim!», disse ainda Rui Borges.

Rui Borges sobre reforço: «Não tenho dúvidas que fará uma grande época e que será claramente um jogador com futuro no Sporting»

Rui Borges falou sobre vários temas em conferência de imprensa. Palavras após triunfo do Sporting em Alvalade.

Rui Borges esteve presente na conferência de imprensa após a vitória do Sporting frente ao CD Nacional por 2-0 em jogo da quinta jornada da Primeira Liga. Entre os temas abordados, o técnico dos leões falou sobre a contratação de Sergi Altimira:

«Contratámos jogadores em quem acreditámos desde sempre, por isso é que foi até uma das primeiras contratações que fizemos. Sabíamos aquilo que ele é enquanto jogador e enquanto pessoa também, e é importante isso para vir para o Sporting».

«E sim, acho que ele, acima de tudo não só hoje, tem feito grandes jogos: muito equilibrado com e sem bola, está sempre muito bem posicionado, dá muito equilíbrio à equipa, dá muita saída de bola. A escola que teve também é dentro disso, nós sabíamos disso. Não tenho dúvidas que fará uma grande época e que será claramente um jogador com futuro no Sporting», disse ainda Rui Borges. com mais elogios.

Rui Borges explica ausência de Ibrahima Ba: «Sofreu um toque com o Alverca e optámos por não correr esse risco»

Rui Borges falou sobre vários temas em conferência de imprensa. Palavras após triunfo do Sporting em Alvalade.

Rui Borges esteve presente na conferência de imprensa após a vitória do Sporting frente ao CD Nacional por 2-0 em jogo da quinta jornada da Primeira Liga. Entre os temas abordados, o técnico dos leões abordou a ausência de Ibrahima Ba:

«O Ba sofreu um toque com o Alverca e então optámos por não correr esse risco. Já tinha ido para o banco com o toque [frente ao Rio Ave] e optámos por não correr esse risco, só isso».

«A equipa tem crescido acima de tudo na maturidade, no controlo de jogo ao longo de todo o tempo, 90, 95 minutos, o que for. Tem crescido nessa maturidade e nesse crescimento: estar ligado, estar com a energia em alta. Claro, vamos ter uma semana com três jogos, é natural que a gente pense em gerir. Mas acima de tudo houve oportunidades para os que têm estado fora, trabalham bem. A equipa é muito equilibrada em todas as posições, em todos os setores, e merecem também essas oportunidades. Têm correspondido e é isso que eu peço. A equipa tem dado essa resposta, acima de tudo estão todos ligados e querem mostrar que são peças importantes e que querem mais tempo de jogo. E isso é bom para mim», prosseguiu Rui borges.

Benfica x FC Porto na Supertaça Feminina: eis os onzes prováveis

O Benfica e o FC Porto enfrentam-se este domingo na Supertaça Feminina. Fica com os onzes prováveis das duas equipas.

A Supertaça Feminina vai decorrer este domingo com um clássico entre o Benfica e o FC Porto a partir das 17h15 no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu. Filipa Cunha vai ser a árbitra da partida e já é conhecida a restante equipa de arbitragem.

Eis os onzes prováveis:

Benfica: Lena Pauels; Catarina Amado, Tinkara Testen, Diana Gomes e Marit Lund; Pauleta e Carolina Tristão; Lúcia Alves, Caroline Møller e Nycole Raysla; Froya Dorsin;

FC Porto: Cora Brendle; Inês Nogueira, Mariana Azevedo, Angeline da Costa e Alice Reto; Fátima Pinto, Maria Negrão e Eliza Turner; Maria Ferreira, Lara Perruca e Alex Kerr;

Podes ler a antevisão completa à partida entre o Benfica e o FC Porto.

Roberto De Zerbi explica decisão de ter deixado Mateus Fernandes no banco e elogia-o: «Vai ser dos meus melhores jogadores»

Mateus Fernandes começou no banco no Nottingham Forest x Tottenham. Roberto De Zerbi, treinador dos Spurs, explicou a decisão.

Roberto De Zerbi explicou a decisão de ter deixado Mateus Fernandes no banco, numa partida entre o Nottingham Forest e o Tottenham para a Premier League. O médio português, que custou cerca de 99 milhões de euros, entrou aos 83 minutos.

«Tenho experiência suficiente para saber o que é este estádio. Este estádio é futebol inglês e o [Conor] Gallagher conhece melhor este tipo de jogo. Mateus vai ser dos meus melhores jogadores no Tottenham de certeza. Tenho sorte porque muitos jogadores bons e preciso de encontrar o 11 certo para cada jogo», referiu Roberto De Zerbi.

A partida entre o Nottingham Forest e o Tottenham terminou empatada a zeros em jogo da terceira jornada da Premier League. Mateus Fernandes leva até ao momento quatro jogos pelos Spurs e uma assistência.

Roberto De Zerbi Tottenham
Fonte: Tottenham Hotspur FC

A novela de Luis Suárez dentro de campo | Sporting

Luis Suárez foi protagonista de verão. O mercado de transferências teve efeito para tal, como o avançado confirmou depois da vitória do Sporting sobre o CD Nacional. Agora, com o mercado fechado, será protagonista da principal novela, aquela que se arrastará até maio com derrotas, empates e vitórias. Essa não se jogará à mesa de negociações, mas dentro de campo, onde interessam os pontos, mais do que os milhões, e interessa o rendimento, mais do que qualquer acordo.

Nesse campo, Luis Suárez é uma peça fulcral para o Sporting. Se na temporada passada teve impacto goleador, mas também como elemento de ligação, com apoios curtos, toques para enquadrar as ruturas e impacto baixando em campo para também dar alguma organização, todo esse jogo será reforçado na nova época. Não é de estranhar que, depois de um início de temporada a recuperar a melhor forma, ainda como um corpo meio estranho, quando foi capaz de assumir o protagonismo, o Sporting fez os dois melhores jogos da época. Primeiro em Vila do Conde, contra o Rio Ave, agora no Estádio de Alvalade, diante do CD Nacional.

Há no jogo do colombiano duas dimensões ainda mais importantes que os golos. Esses aparecerão normalmente, como uma inevitabilidade certa, quase magnética, que permitirá ao 97 dos leões celebrar e sorrir. O sorriso, esse, deixará de ser tema. Ao final do dia, um carteiro também não celebra cada carta entregue, um padeiro não festeja cada fornada de pão cozida e um jardineiro não sorri a cada flor regada. Há trabalhos e trabalhos e, para o colombiano, os golos são uma consequência.

Luis Suárez Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Antes disso, ou depois, há duas funções mais importantes. A primeira é uma extensão do trabalho feito pelo avançado na última época, sempre que procurava as costas da defesa adversária para receber a bola. Continua a fazê-lo, quer em movimentos mais curtos, quer quando a bola vem de longe, como quando Zeno Debast decidiu abusar da criatividade para meter uma bola tão perfeita que só tocou em Luis Suárez e em Flávio Gonçalves até chegar à baliza.

A segunda também é repetida, mas surge com um ingrediente diferente. Já a época passada era frequente ver Luis Suárez jogar em apoio, saindo do seu espaço para, aqui e ali, ser mais um elemento de ligação. Sem Pedro Gonçalves, Francisco Trincão ou Hidemasa Morita, e com perfis distintos em cada uma das posições, essa tarefa será redobrada e o contributo de Suárez a permitir combinações e apoios curtos será ainda mais importante. Não só porque só assim será possível aos leões desenvolver o seu jogo de uma forma mais fluída e natural como, em último caso, é muito interessante a ideia de ter Issa Doumbia e Rodrigo Zalazar a fazer o contra-movimento para atacar a área e a de ter Flávio Gonçalves com liberdade total para o fazer. Nessa ligação e complementaridade joga-se muito da temporada do Sporting.

Por falar em complementos, e como nota final – até porque Luis Suárez também chegou a passar por lá – é muito interessante a dinâmica no corredor esquerdo dos leões, com Maxi Araújo a meter-se quase sempre por dentro, como mais um elemento de infiltração, e uma rotação para fazer o corredor. Passaram por lá, além de Luis Suárez, Flávio Gonçalves, Rodrigo Zalazar e Issa Doumbia. À direita, é tudo mais simples e menos matemático. Está Iván Fresneda a equilibrar, também já como elemento desequilibrador no passe, e Geny Catamo colado à linha. Está numa fase de lua de mel, que se vai arrastando pelos últimos meses. À qualidade técnica inegável, junta-lhe cada vez maior acerto na definição e variabilidade no jogo, quer para ir à linha de fundo, quer para puxar para dentro e acrescentar em terrenos interiores, a pé trocado. Luis Suárez não está sozinho na tarefa de criar perigo para o Sporting.

Flávio Gonçalves Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

BnR na Conferência de Imprensa

Bola na Rede: Se não me falham as contas, passaram à esquerda, para que o Maxi [Araújo] jogasse um bocadinho mais dentro, o [Rodrigo] Zalazar, o Flávio [Gonçalves], o [Issa] Doumbia e o [Luis] Suárez. Se o Maxi e as incursões por dentro já são bastantes conhecidas, como tem trabalhado esta mobilidade e rotação numa teia de desdobramentos e coberturas para que o Maxi possa jogar por dentro com tanta facilidade sabendo que está sempre alguém por fora?

Rui Borges: Acho que são dinâmicas que nós já tínhamos. Já estão inseridas na equipa há algum tempo. Agora, precisamos de melhorar mais, às vezes, esse conhecimento de uns com os outros, principalmente a malta nova que chegou e mesmo o Flávio perceber a ligação e a micro-relação que tem com o lateral, o fora-dentro e dentro-fora. O Zalazar igual quando está à esquerda e mesmo os próprios médios. Eles estão num conhecimento ainda e é natural. Entrou aqui alguma malta nova, mas as dinâmicas em si já existiam e o Maxi já faz coisas que fazia na época passada. A nossa equipa sempre foi muito móvel dentro de um jogo posicional muito forte a época passada, mas sempre demos muita mobilidade e troca posicional. Este ano acaba, se calhar, por ser uma equipa mais móvel, sem um jogo posicional tão acentuado como tínhamos a época passada. Mas dá-nos outras coisas. Dá-nos mais irreverência de forma geral e esse crescimento tem de acontecer, dos equilíbrios onde estamos melhores, e de micro-relações que existem, seja em corredor lateral, seja em corredor central. Isso vai acontecer com a naturalidade que esperamos.

Bola na Rede: Na primeira parte, o CD Nacional conseguiu por duas ou três vezes sair de forma muito rápida, procurando quase sempre o lado contrário, e praticamente procurando o Stravos Gavriel como uma espécie de estrela polar para orientar as saídas muito rápidas do Nacional. De um ponto de vista coletivo, o que pretendia para ferir o Sporting e, de um ponto de vista individual, que análise faz à exibição do jogador que fez a primeira titularidade pelo clube?

Bruno Abreu: Não querendo individualizar, a ideia que nós tínhamos era exatamente essa. Tínhamos que tentar e trabalhámos para sair pelos dois lados. Sabendo que o lado esquerdo do Sporting é extremamente ofensivo, procurámos com um jogador interior, que pudesse trabalhar ali no espaço livre e criar algum tipo de confusão entre o espaço da linha defensiva e do meio-campo do Sporting. Incluímos o Stravos um bocadinho mais dentro exatamente para poder receber essa bola e sair em transição. Procuraríamos também que o Marcus [Jensen] fizesse isso, mas o lado direito do Sporting estava muito mais forte e não conseguimos. A ideia era claramente sair por fora e em transição e aproveitar algum balanceamento ofensivo normal no Sporting. Conseguimos com o Stravos. Quanto à segunda questão relativamente à individualidade, estamos muito satisfeitos com ele e com o Marcus. São jogadores novos e que chegaram agora e naturalmente não têm rotinas e um envolvimento no jogo melhor, mas acreditamos que com o decorrer do campeonato e a própria adaptação, que irão melhorar e ajudar a equipa.

Rui Borges responde ao Bola na Rede: «Este ano acaba por ser uma equipa mais móvel, sem um jogo posicional tão acentuado como tínhamos a época passada. Mas dá-nos outras coisas»

Rui Borges analisou a vitória do Sporting diante do CD Nacional. Técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Rui Borges fez o rescaldo do triunfo do Sporting contra o CD Nacional por 2-0, num encontro da 5.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve no Estádio de Alvalade e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico dos leões.

Lê também a pergunta e respetiva resposta de Bruno Abreu, técnico dos madeirenses.

Bola na Rede: Se não me falham as contas, passaram à esquerda, para que o Maxi [Araújo] jogasse um bocadinho mais dentro, o [Rodrigo] Zalazar, o Flávio [Gonçalves], o [Issa] Doumbia e o [Luis] Suárez. Se o Maxi e as incursões por dentro já são bastantes conhecidas, como tem trabalhado esta mobilidade e rotação numa teia de desdobramentos e coberturas para que o Maxi possa jogar por dentro com tanta facilidade sabendo que está sempre alguém por fora?

Rui Borges: Acho que são dinâmicas que nós já tínhamos. Já estão inseridas na equipa há algum tempo. Agora, precisamos de melhorar mais, às vezes, esse conhecimento de uns com os outros, principalmente a malta nova que chegou e mesmo o Flávio perceber a ligação e a micro-relação que tem com o lateral, o fora-dentro e dentro-fora. O Zalazar igual quando está à esquerda e mesmo os próprios médios. Eles estão num conhecimento ainda e é natural. Entrou aqui alguma malta nova, mas as dinâmicas em si já existiam e o Maxi já faz coisas que fazia na época passada. A nossa equipa sempre foi muito móvel dentro de um jogo posicional muito forte a época passada, mas sempre demos muita mobilidade e troca posicional. Este ano acaba, se calhar, por ser uma equipa mais móvel, sem um jogo posicional tão acentuado como tínhamos a época passada. Mas dá-nos outras coisas. Dá-nos mais irreverência de forma geral e esse crescimento tem de acontecer, dos equilíbrios onde estamos melhores, e de micro-relações que existem, seja em corredor lateral, seja em corredor central. Isso vai acontecer com a naturalidade que esperamos.

Bruno Abreu responde ao Bola na Rede: «Sabendo que o lado esquerdo do Sporting é extremamente ofensivo, procurámos um jogador interior que pudesse trabalhar ali no espaço livre»

Bruno Abreu analisou a vitória do Sporting diante do CD Nacional. Técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Bruno Abreu fez o rescaldo do triunfo do Sporting contra o CD Nacional por 2-0, num encontro da 5.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve no Estádio de Alvalade e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico dos madeirenses.

Lê também a pergunta e respetiva resposta de Rui Borges, técnico dos leões.

Bola na Rede: Na primeira parte, o CD Nacional conseguiu por duas ou três vezes sair de forma muito rápida, procurando quase sempre o lado contrário, e praticamente procurando o Stravos Gavriel como uma espécie de estrela polar para orientar as saídas muito rápidas do Nacional. De um ponto de vista coletivo, o que pretendia para ferir o Sporting e, de um ponto de vista individual, que análise faz à exibição do jogador que fez a primeira titularidade pelo clube?

Bruno Abreu: Não querendo individualizar, a ideia que nós tínhamos era exatamente essa. Tínhamos que tentar e trabalhámos para sair pelos dois lados. Sabendo que o lado esquerdo do Sporting é extremamente ofensivo, procurámos com um jogador interior, que pudesse trabalhar ali no espaço livre e criar algum tipo de confusão entre o espaço da linha defensiva e do meio-campo do Sporting. Incluímos o Stravos um bocadinho mais dentro exatamente para poder receber essa bola e sair em transição. Procuraríamos também que o Marcus [Jensen] fizesse isso, mas o lado direito do Sporting estava muito mais forte e não conseguimos. A ideia era claramente sair por fora e em transição e aproveitar algum balanceamento ofensivo normal no Sporting. Conseguimos com o Stravos. Quanto à segunda questão relativamente à individualidade, estamos muito satisfeitos com ele e com o Marcus. São jogadores novos e que chegaram agora e naturalmente não têm rotinas e um envolvimento no jogo melhor, mas acreditamos que com o decorrer do campeonato e a própria adaptação, que irão melhorar e ajudar a equipa.

Um romance de verão entre Estrela da Amadora e Famalicão

O calor de setembro, a puxar lembranças de um verão que caminha a passos largos para o seu fim, foi o cenário ideal para um destes jogos. Numa altura em que vender a Liga parece quase tão importante como disputá-la, há cantinhos bonitos como este Estrela da Amadora x Famalicão para recordar que os 300 milhões de euros (talvez a manifestação funcione quando toda a racionalidade diz que são números impossíveis) abrangem tantos e tantos jogos.

Sorriso Eddy Doué Famalicão Estrela da Amadora
Fonte: Pedro Barrelas / Bola na Rede

O apito final do jogo foi um término de um romance de verão, daqueles que acabam tão rápido como começaram, praticamente efémeros na sua génese, mas eternos, quando bem vividos, como se uma semana, uns dias ou umas horas fossem capazes de durar para sempre. O Estrela da Amadora x Famalicão não foi o melhor jogo de sempre, é óbvio, mas um romance de verão também não precisa de ser um amor de filme. Basta um epílogo para a felicidade. Bastam 90 minutos.

O clima na Reboleira foi propício à história. O sol e o calor abrasador, quase desconfortáveis, são sempre o palco melhor para estas histórias. Depois, dos dois lados, houve vontade para fazer a coisa avançar, talento para mexer com o jogo e uma abertura à aleatoriedade e a sucessão de acontecimentos. No jogo de aproximações e afastamentos, Pepa fez a primeira mudança para quebrar com a monotonia, Carlos Carvalhal reagiu num momento crítico e conseguiu um avanço valioso mais tarde.

Carlos Carvalhal Famalicão
Fonte: Pedro Barrelas / Bola na Rede

A primeira parte foi do Famalicão, regra geral, partindo de princípios bem estabelecidos. Um lateral, desta vez Pedro Bondo à esquerda, projetava, o outro, Rodrigo Pinheiro pela direita, ficava mais baixo na saída. Em sentido contrário, Sorriso vinha por dentro, procurar forçar a linha defensiva adversária e Roméo Beney, à direita, encostava por fora para esticar ao máximo os adversários. Por mais que esta divisão de espaços, perfeitamente racional e intencional, tenha servido de base, o verdadeiro jogo do Famalicão jogou-se lá dentro, pelos três nomes mais dinâmicos da equipa.

Com Marcus Peña mais posicional, garantindo equilíbrios e coberturas à frente da defesa, os dois médios do Famalicão funcionaram de forma diferente. Paulo Moreira e Mathias de Amorim são, na sua génese, dois dínamos, garantindo um pensamento ao jogo que não se esgota na posição base, mas que se vai prolongando em campo pelos terrenos que os dois interiores pisarem. Paulo Moreira funcionou mais perto da ligação, Mathias de Amorim da definição (até à mudança, lá à frente. O internacional sub-21 português anda agora frequentemente pela meia direita, nos momentos em que o Famalicão se camufla num 3-4-2-1. Sempre que é capaz de ver o jogo de frente, faz estragos pelo passe. Descobre linhas de passe e, quando estas não têm o X no mapa, inventa-as, como se as pernas fossem movidas a uma regra e um esquadro. Brutal a facilidade e fluidez como joga. É interessante a ligação que vai criando com Georgios Koutsias. O futebol português está atrativo para os pontas de lança gregos e o do Famalicão, o mais alternativo dos três, é um dos mais promissores reforços desta época. Conjuga a facilidade em jogar como apoio com a procura de diagonais curtas e com o instinto goleador na área. Os ingredientes estão todos lá.

Mathias de Amorim Famalicão
Fonte: Pedro Barrelas / Bola na Rede

Com a pressão do Estrela da Amadora a abrir um buraco (sempre que Zvonarek subia para apertar os centrais, o Famalicão criava um 3×2 e encontrava o homem do livre), estava criado o cenário perfeito para os famalicenses jogaram a seu favor. Mas o Estrela da Amadora voltou do intervalo com outros planos.

A entrada de Beni Souza, Benito se preferirem, só por si já indiciava que o clube da casa traria do intervalo uma dose extra de risco e atrevimento. Estando longe de um produto acabado, Beni Souza tem o perfil de agitador certo para se tornar num dos mais entusiasmantes jogadores de assistir no futebol português. Dá sempre qualquer coisa ao jogo, puxando para terrenos bem distantes a passividade e a certeza e trazendo dúvida à cabeça do adversário. Num destes momentos, encontrou a cabeça de Leandro Antonetti na área. Se há crítica ou julgamento a fazer ao Famalicão é mesmo a fraca capacidade defensiva na área. Foi muito raro o cruzamento do Estrela que não causou calafrios ou uma segunda vaga do ataque. Quanto ao porto-riquenho, que atire a primeira pedra quem estava longe de imaginar que chegaria a este nível logo no arranque de uma época. Talvez dê para construir um castelo. Impressionante a forma como se conseguiu afirmar na equipa da Amadora. Marcou um golo e foi, pelo menos, o autor moral do outro.

No meio de tudo, atenção a Eddy Doué. O apelido deixa adivinhar tudo o que os pés confirmam. É um primeiro médio que beneficia do risco, da incerteza e da liberdade para carregar bola. O perfil de transportador não é completo pelas inúmeras artimanhas que o médio tem no passe criativo. Quebra linhas em posse e no passe e, quando cria relações e chega perto da área, gera-se perigo.

Pepa Estrela da Amadora
Fonte: Pedro Barrelas / Bola na Rede

A reviravolta podia fazer imaginar que o Estrela conseguiria mais uma vitória. Mas, antes do 2-1, Carvalhal quis algo diferente. Chamou Pedro Santos ao jogo e meteu Paulo Moreira e Mathias de Amorim lado a lado no meio-campo. O choque do golo da reviravolta atrasou as mudanças efetivas, mas o Famalicão recuperou a segurança e a capacidade de equilibrar a organização com o risco e acabou por, dos 11 metros, conseguir o empate. Continua sem vencer, é certo. Mas nem todos os romances de verão dão certo. Aliás, são muito poucos os que o fazem. Às vezes, a desilusão com o fim do romance é mútua. E é aí que se sabe que o romance de verão foi bom.

BnR na Conferência de Imprensa

Bola na Rede: O Mathias de Amorim começa em posições um bocadinho mais adiantadas do campo, depois, com a primeira substituição, acaba por baixar no terreno. Como é que futebolisticamente falando entende o jogador e pergunto se considera que a capacidade para pegar no jogo, ler o jogo e ter intervenção no jogo é superior ou, pelo menos, mais importante e preponderante que a posição inicial?

Carlos Carvalhal: O Mathias é um jogador muito inteligente e interpreta muito bem as duas funções. É um jogador inteligente e nós estamos a utilizá-lo mais perto do avançado e fá-lo muito bem. Hoje esteve muito bem, tem a assistência para o golo e uma presença importante, com dinamismo no lado direito com o Roméo [Beney] e com o Rodrigo [Pinheiro] por trás deles. Conseguiu fazer muito bem essa função. Quando assume a função de segundo médio, um dos médios da equipa, fá-lo também muito bem. A recuperação é sempre muito boa e quebra linhas. É um jogador que quebra linhas e ajudou-nos muito na parte final. A intencionalidade quando metemos o Pedro [Santos] e o Gil [Dias], era mesmo essa, passar o Mathias para ficar com o Paulo, e com o Mathias subirem uma linha e ganharmos uma linha dentro do campo. No momento da substituição, sofremos um golo e só se veio a manifestar mais à frente. O Mathias desempenha muito bem essas duas funções. Quer uma ou outra, ele fá-lo muito bem.

Bola na Rede: O Estrela da Amadora cresce na segunda parte com a inclusão de vários jogadores com um perfil muito desequilibrador, irreverente e imprevisível. Como é que um treinador consegue equilibrar o lado do controlo, que todos os treinadores querem ter, com este lado mais irreverente e aleatório do jogo.

Pepa: Dando-lhe disciplina tática. Não cortando… É importante não cortar a criatividade a quem a tem. Era um crime se cortássemos a criatividade do Eddy [Doué], do Beni [Souza], entre outros. É impensável. São jogadores que têm esse talento natural e muito jovem. Nós temos é de os ajudar a ter a responsabilidade tática e não só. Também emocional e física. Técnica eles têm de sobra. Agora é ajudá-los. Ajudá-los a crescer, ajudá-los a entender o jogo, ajudá-los a perceber que a equipa está acima de tudo o que é individual. Vejo com satisfação a evolução de alguns jovens da nossa equipa.