Chegou ao Santa Clara como um “desconhecido” para os açorianos, mas acabou por deixar muitas saudades a sua saída do clube. Paulo Figueiredo ou “Figas”, apelidado carinhosamente pelos adeptos do Santa clara, foi um dos melhores jogadores da história do clube açoriano, e é figura de proa desta Cápsula Lusitana.

Quem é?

Paulo José Lopes Figueiredo nasceu a 28 de novembro de 1972 em Angola, quando esta ainda era colónia portuguesa. Iniciou a sua carreira no mundo do futebol em 1991, em Portugal, n’Os Belenenses, acabando por ser emprestado sucessivamente a equipas como: União de Tomar, CD Aves e Elvas. Quando se pensava que o médio iria finalmente ter destaque nos azuis do Restelo, Figueiredo foi para os Açores e por lá ficou durante oito temporadas, ao serviço do Santa Clara, onde até hoje é lembrado como uma das maiores figuras da história do clube.

Acabou por sair do clube quando nada o fazia prever, passando ainda por clubes como os Dragões Sandinenses e antes de passar para uma carreira além-fronteiras jogou no Varzim. Longe de terras portuguesas jogou na Suécia em Osters IF e na Roménia no Ceahiäul. Durante o ano de 2008 passa por CD Olivais e Moscavide e nesse mesmo ano, na época de 2008-2009, volta a Angola e joga no Recreativo de Libolo, onde finda a sua carreira.

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No passado dia 23 de Abril, Figueiredo foi homenageado pelo CD Santa Clara. Mostrando, assim, o quão marcado ficou na vida dos açorianos Fonte: CD Santa Clara

Figueiredo era o típico “10”, baixo centro de gravidade, qualidade técnica, capacidade de acelerar com dois ou três toques, com uma meia distância assinalável e com uma capacidade inquestionável de colocar a bola onde mais ninguém conseguia colocar. Ficou marcado, essencialmente, pelas temporadas ao serviço do Santa Clara. Subiu com o clube dos Açores desde a II “B” até à Primeira Liga. Figueiredo é um caso paradigmático. Tivesse nascido dez anos mais tarde e estaríamos a falar de um jogador mais titulado e com passagens por clubes ainda mais relevantes. Apesar disso, até hoje, Figueiredo continua a ser recordado carinhosamente pelos açorianos, onde deixou um verdadeiro legado.