Numa temporada em que Rui Patrício, para mim a maior figura dos leões, se torna o jogador que mais vezes vestiu a listada verde e branca, surge um acontecimento a envolver esta lenda viva que jamais me passaria pela cabeça…a rescisão com justa causa do contrato de trabalho desportivo.

Com 11 anos saiu de Leiria para representar este enorme clube. Passados sete anos faz a sua estreia na equipa principal dos leões, e logo para defender um penalti nos Barreiros. Em 2007 assegura a titularidade na equipa verde e branca. Em 2010 faz a sua estreia na Seleção Nacional, e torna-se senhor da baliza das quinas. Em 2016 torna-se campeão europeu pela Seleção Nacional. E em 2018 está envolvido neste complicado momento.

A vida de um desportista profissional depende de diversos fatores, nomeadamente os empresários que muitas vezes influenciam e determinam o rumo das carreiras dos seus clientes/jogadores.

Depois de uma proposta de 18 milhões do Wolverhampton, em que Jorge Mendes exigia sete milhões, Bruno de Carvalho rejeitou a proposta, por considerar um valor absurdo e sem sentido. Em resposta a este acontecimento, Rui Patrício apresentou a rescisão unilateral do contrato. Em conferência de imprensa esclarecedora sobre a rescisão de Rui Patrício, Bruno de Carvalho confirma que de facto rececionou essa rescisão e salientou ainda que Rui Patrício está a ser manipulado por Jorge Mendes, seu empresário.

Uma característica que assenta que nem uma luva no capitão
Fonte: Sporting CP

Após realizar mais de uma década ao serviço do Sporting Clube de Portugal, o capitão leonino pretendia rumar a outras paragens tal como a maior parte dos futebolistas profissionais. Depois de ver “negada” por várias vezes essa possibilidade, principalmente pelos responsáveis leoninos considerarem insuficientes as propostas dos interessados, e depois de na presente temporada muita coisa ter acontecido no seio leonino (desde conflitos entre direção e plantel e invasão à academia), terá sido Rui Patrício “obrigado” a recorrer a este método?! Terão sido aquelas lágrimas depois da derrota na final da Taça de Portugal um sinal?!

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Estou chocado com toda esta situação em torno de um jogador que tanto admiro, que foi apoiado em momentos menos bons, que tantas alegrias deu ao universo leonino.

Para mim, um jogador que a sair do Sporting Clube de Portugal teria de sair pela porta principal, deixando as portas “escancaradas” para um possível regresso, quer para jogador quer para fazer parte da estrutura leonina. Para que o desfecho não seja diferente do que considero o mais justo/ideal, o jogador terá de recuar nesta decisão durante os próximos sete dias, previsto por lei.

Numa fase em que o jogador se encontra a defender a equipa das quinas com destino à Rússia, o momento não é de facto o mais apropriado para resolver esta questão, no entanto, é de carácter urgente esclarecer o futuro do jogador, que por si só influencia diretamente o Sporting Clube de Portugal.

 

Foto de Capa: Sporting CP