Meu caro, Vítor Oliveira,

Neste momento em que te escrevo, passam poucas horas após a brilhante vitória do nosso clube ante o FC Porto. Que alegria! Que orgulho! Que equipa e que grande jogo nós fizemos.

Não foi fácil roubar ‘o rei das subidas’ aos muitos que te desejavam. Mas com esforço e com diálogo tive o prazer de te apertar a mão e te dar as boas-vindas. Eu e todos os gilistas ávidos de voltar às grandes tardes e noites de futebol num estádio que injustamente se viu privado, durante treze anos, dessas mesmas maravilhosas tardes/noites que ficam na nossa memória durante muitos e bons anos.

Assim sendo, começámos há algumas semanas este projecto que se pode dizer que foi quase que o nascimento de uma nova equipa. E o que é certo é que nasceu um bebé forte, um bebé sem receio do novo mundo, capaz de olhar esse mesmo mundo com confiança e coragem e com uma qualidade inata. E esse bebé foi concebido por ti, Vítor.

É fantástico ter-te connosco. Um dos melhores treinadores nacionais, e sem dúvida, o mais injustiçado, demonstrou, se ainda alguém tivesse dúvidas, que não ganhas só ao segundo classificado da Segunda Liga (porque o primeiro és quase sempre tu), mas ganhas também ao segundo da Primeira Liga.

Vítor Oliveira continua a espalhar ‘magia’ pelo Futebol Português
Fonte: Portimonense SC

Como colocar uma equipa totalmente nova a jogar à bola num mês e pouco, devia ser o título do capítulo desta tua obra que teve o seu epílogo no passado Sábado. Realmente, jogadores jovens e mais experientes, portugueses, brasileiros e de outras nacionalidades, ainda com pouco conhecimento um dos outros mostraram uma enorme capacidade, união, solidariedade e capacidade futebolística que só é possível graças ao seu timoneiro. Bravo, Vítor!

Por tudo isto te digo que, se quiseres renovar por mais dois ou três anos, é só dizeres que podemos já tratar de tudo. Serás, sem dúvida, a voz do nosso galo que só agora se voltou a fazer ouvir. E o quanto ele cantou maravilhosamente…

Um grande abraço com todo o orgulho,

Francisco Dias da Silva.

Foto de Capa: Regiao-sul.pt

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

artigo revisto por: Ana Ferreira

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