Caro Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol

É com enorme tristeza, revolta e incredibilidade que lhe escrevo estas linhas que lhe prometo serem breves.

Na verdade, não irei descrever nada que não tenha já sido visto por todos, excepto pelo senhor Hugo Miguel, que prejudicou miseravelmente a verdade desportiva do nosso Campeonato Nacional e em especial este histórico clube do futebol português que é o GD Chaves.

Para quando um verdadeiro murro na mesa? Mas não um murro que levante duas folhas. Tem de ser um murro que deite abaixo todos aqueles que andam a matar o nosso futebol, que andam a matar a paixão e a beleza que a cada semana diminui nos corações dos adeptos.

Não há vergonha de defraudar um ano de investimento e de expectativas de uma direção, adeptos e simpatizantes que fazem o esforço semanalmente de estarem presentes a apoiar e a sofrer pelo seu clube do coração? Quando é que as instâncias responsáveis, como vocês são – ou se calhar não, percebem que uma arbitragem como a do passado Domingo significa tão somente a barreira entre um clube que recebe uma receita realmente significativa ou uma receita que obrigará a medidas que não estavam planeadas e que não seriam tomadas se a verdade desportiva tivesse sido respeita?

O que seria deste pais futebolístico, se tivessem feito a um dos apelidados “3 Grandes”, o que nos fizeram a nós?

Quem são vocês afinal? Queixavam-se que não podiam ser alvo de crítica porque não eram profissionais. Depois porque havia muito barulho em vosso redor. Depois porque não tinham tecnologias. E agora? De que se queixam?

O jogo de toda a polémica: Rio Ave FC 2-1 GD Chaves
Fonte: Rio Ave FC

Quero, ou melhor, exijo que esse senhor se dirija imediatamente a um de muitos institutos ópticos espalhados por este país. Se o dinheiro que ele recebe por 90 miseráveis minutos não forem suficientes, diga-lhe para ele meter a factura no nosso contribuinte, que eu próprio lhe faço esse pagamento. Ou melhor, eu vou é emitir uma factura no nome desse senhor e depois desconto-lhe esse valor. Deixe-me só que se faça uma estimativa do valor que esse senhor nos “retirou” – tal como não disse o Platiny, para depois lhe enviar a factura. Ou devo enviá-la para vós?

Será que devíamos apresentar queixa na polícia? Seria eventualmente o que faria mais sentido: “Vimos pelo presente solicitar que seja por vós aberto um processo de contra ordenação a Hugo Filipe Ferreira de Campos Moreira Miguel,  árbitro de Categoria 1 da Associação de Futebol de Lisboa, solicitando que seja ressarcido  a cada um dos mais de 5 mil sócios do GD Chaves o valor que realmente seja representativo dos danos morais causados a cada um deles pelo senhor supra mencionado. Mais: solicitamos também que seja entregue a cada um dos mais de 40 mil moradores da cidade de Chaves um valor simbólico por desrespeito à cidade que amam. E por fim uma entrega nunca menor que 235 mil euros ao nosso clube, valor representativo da entrada na pré-eliminatória da Liga Europa na presente época (2017/2018), a que com certeza teríamos acesso, não fosse o senhor e as suas decisões que preferimos não continuar a apelidar.

Para terminar, esperemos sinceramente que estas linhas não caiam em saco roto” e que a expressão já usada por outros de “vassourada”, seja uma realidade nesta cada vez mais nojenta fruteira onde estão aglomeradas peças de fruta muito bonitinhas por fora e a caírem de podres por dentro.

Uma última ressalva. Será que esse senhor se recorda do que havia dito há uns tempos atrás quando andou a brincar nas redes sociais? Eu não me esqueci! Dizia que às vezes se esquecia que, aos olhos dos demais, não era gente, mas somente um árbitro. Que lamentava desiludir-nos por as suas palavras nada terem a ver com futebol e assim terminar com as eventuais teorias da conspiração. Dizia ainda e passo a citar: “… porque nesse assunto estou de férias. Agora por favor deixem-me seguir com a minha vida, pode ser? Obrigado.”

Meu caro senhor: que está de férias muitas vezes é uma certeza que eu tenho. Que esteve de férias no passado Domingo também não duvido. Quanto ao resto, deixo-lhe este repto: quem lamenta ser desiludido por senhores como você somos nós. Que enquanto gente você é um árbitro medíocre também não restam dúvidas. Que para não serem criadas teorias da conspiração você devia dar-se ao respeito e os seus actos e decisões deveriam ser bem mais cuidadas e verdadeiras ninguém questiona. E quem pede para seguir a sua vida, sem a interferência de “gente” como você, somos nós.

Ninguém nos derruba!

A direccção deste enorme clube que é o GD Chaves

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

artigo revisto por: Ana Ferreira

Comentários