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Jogo Limpo: Análise à 17ª jornada da Primeira Liga

Rui Pedro Cipriano · 5 min

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Cabeçalho Futebol NacionalDe regresso às analises disciplinares, depois de uma paragem devido à quadra festiva e após uma jornada onde houve um dérbi que deu muito que falar. Não fiz analise sobre o mesmo pelo que não me irei alongar muito nas palavras sobre algo que não analisei detalhadamente, mas daquilo que tive oportunidade de ver parece-me que numa coisa as queixas do Benfica se enquadram: os árbitros deveriam passar a consultar mais vezes o monitor e tirarem todas as dúvidas sobre lances duvidosos. O VAR é uma ferramenta muitíssimo útil que veio para ajudar os árbitros e os árbitros devem fazer uso dela, leve o tempo que levar. É preferível demorar três minutos a visualizar um lance e ficar com a consciência limpa de que sem dúvida não é lance para falta ou é, do que estar constantemente a deixar o jogo seguir com base na opinião do arbitro que está no VAR, porque o monitor está lá e é para ser usado. Se eu vejo aquele monitor a ser usado muitíssimas vezes nos campeonatos estrangeiros que já possuem a mesma tecnologia, porque é que em Portugal raramente vejo um arbitro a usufruir desta ferramenta que está lá para ajudá-lo?

Falando da jornada atual, acho que foi uma jornada (quase) positiva para a arbitragem, na minha opinião, manchada pelos erros que continuam a acontecer e que fazem parte do protocolo do VAR. É inexplicável como esta ferramenta está tão mal desenvolvida em Portugal.    

SC Braga – Rio Ave FC

 

Alegada mão de Marcão, Rio Ave, aos 56 minutos:

Decisão correta: Sinceramente não me parece que a bola tenha atingido o braço/mão de Marcão, pelo que esteve bem o arbitro ao mandar seguir a jogada.

Moreirense FC – SL Benfica

Alegada mão de Rúben Dias, Benfica, aos 79 minutos:

Decisão correta: Este será sempre um lance de interpretação complexa, pois de facto existe um movimento de Rúben Dias que pode ser interpretado como intencional para alargar a volumetria do seu corpo, mas pela proximidade do remate e da velocidade com que o mesmo foi feito a minha interpretação é de que Rúben Dias não teve intenção de cortar a bola com o braço pelo que o lance será considerado bola no braço como indica a Lei 12 : “ O árbitro deve ter em consideração os seguintes critérios: (…) – • a distância entre o adversário e a bola (bola inesperada)” .

FC Porto – Vitória SC

 

Alegado penalty por marcar sobre Marega, Porto, aos 8 minutos:

Decisão incorreta: É claro e percetível nas imagens o puxão de Jubal na camisola de Marega. Continuo perplexo como é que num campeonato com VAR este tipo de lances continuam sem ser sancionados. Lei 12 : “ Um pontapé-livre direto é concedido à equipa adversária do jogador que cometa uma das infrações seguintes: (…) – • agarrar um adversário” .

 

Alegado penalti por marcar sobre Marega, Porto, aos 24 minutos:

Decisão correta: Marega faz-se claramente á falta. Não há muito a dizer aqui a não ser que fou uma decisão correta em mandar seguir.

 

Alegado penalti por marcar por mão na bola de Jubal, Vitória SC, aos 27 minutos:


Decisão correta: Na ultima repetição parece-me que a bola bate no ombro de Jubal , decisão correta, na minha opinião.

 

Alegado penalti por marcar sobre Hurtado, Vitória SC, aos 42 minutos:

Decisão correta: Há um toque de Corona em Hurtado sem dúvida, mas pelas imagens parece-me que a intensidade não é a suficiente para provocar a queda ou a obstrução a Hurtado.

 

Alegado penalti por marcar sobre Marcano, Porto, aos 67 minutos:

Decisão correta: Tal como no lance com Hurtado, não há intensidade suficiente para provocar a queda de Marcano. Decisão correta.

 

Alegado penalty sobre Hernâni, Porto , aos 73 minutos:

Decisão correta: Hernâni atira-se para o chão quando vê a perna de Konan esticada. Artur Soares Dias consultou o VAR e, muito bem, deixou seguir.

Estoril Praia – CD Feirense

 

Alegada mão de Luís Aurélio, Feirense, aos 52 minutos:

Decisão correta: Na última repetição fico com a impressão que a bola nem chega a tocar no braço de Luís Aurélio, mas se a bola realmente tocou acho que ficou uma grande penalidade por marcar a favor do Estoril.

 

Alegada mão de Abner, Estoril, aos 60 minutos:

Decisão incorreta: Abner corta a bola com o braço claramente. Uma jogada promissora que terminou com uma ilegalidade de Abner, pelo que esteve mal o arbitro neste lance.

 

Penalti para o Estoril, aos 88 minutos:

Decisão correta: Depois de tantos braços, este jogo tinha mesmo que ter um penalti por braço na bola e aqui está ele, um lance sem dúvidas. João Graça esticou o braço para cortar o cruzamento de Wesley, provocando um penalti claro.

FC P.Ferreira – Portimonense SC

 

Expulsão por duplo amarelo de Bruno Tabata, Portimonense, aos 34 minutos:

Decisão correta: É uma analise complicada neste lance e penso que o próprio Luís Ferreira, pelo comportamento que teve e o tempo que demorou a mostrar o segundo amarelo, teve dúvidas. A dúvida é se Tabata não teria já ganho a frente a Pedrinho e cortado a bola legalmente. Não existe uma repetição de uma câmara frontal que tira todas as dúvidas pelo que eu digo que é uma decisão correta, mas com dúvidas.

CD Tondela – Vitória FC

Alegado penalty por assinalar sobre Edinho, Vitória FC, aos 79 minutos:

Decisão correta: Depois de visualizar as várias repetições não vejo qualquer puxão de Hélder Tavares a Edinho. Acho que o jogador do Vitória se tenta aproveitar de um normal contato dentro da grande área para “cavar” uma grande penalidade, e se quisermos ser rígidos o jogador do Setúbal faz uma primeira falta ao empurrar o jogador do Tondela.

Alegado penalty por assinalar sobre Heliardo, Tondela, aos 90+1 minutos:

Decisão correta: Corte legal na bola, bem o árbitro neste lance.

CF “Os Belenenses” – Boavista FC

Alegado penalti por assinalar sobre Maurides, Belenenses, aos 29 minutos:

Decisão incorreta: Para mim fica uma grande penalidade por assinalar a favor do Belenenses. O jogador boavisteiro faz uso do seu corpo para impedir a progressão de Maurides nas alturas, com clara intencionalidade.

 

Golo do Boavista, aos 90 minutos:

Decisão incorreta: Quem costuma ler esta rubrica sabe que não costumo comentar lances de fora de jogo onde não existem as linhas auxiliares, mas vou abrir uma exceção neste caso por ser evidente o fora de jogo de Mateus no momento do remate de Rui Pedro. Inexplicável como é que o VAR não evitou este erro grosseiro.

Foto de capa: Manchester Evening News

Rui Pedro Cipriano

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