Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

O Passado Também Chuta: André Cruz

Jorge Faria Sousa · 2 min

André Cruz
Foto: CBF

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

 

André Cruz foi um dos melhores defesas-centrais que passou pelo Sporting Clube de Portugal e pelo futebol português neste século. O internacional brasileiro chegou ao Sporting na temporada 99/00 para conquistar dois campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça.

O defesa-central fez a sua formação ao serviço do Ponte Preta, entre 1986 e 1990. Na viragem da década transferiu-se para o Flamengo, onde conquistou uma Taça do Brasil. As boas exibições ao serviço do “mengão” valeram-lhe o salto para o futebol europeu, para vestir a camisola do Standard de Liège, tendo conquistado a Taça da Bélgica.

Após quatro temporadas na Bélgica, rumou a Itália para representar o Nápoles. No clube onde brilhou Maradona, André Cruz somou 98 jogos e marcou 14 golos. No verão de 1997, transferiu-se para o AC Milan, onde venceu a Serie A. Regressou ao Standard de Liège, na temporada seguinte, no mercado de Inverno. Na época 99/00, voltou a Itália para vestir a camisola do Torino, onde esteve apenas na primeira metade da época.

Em janeiro de 2000, André Cruz transferiu-se para o Sporting Clube de Portugal. Afirmou-se rapidamente e conquistou a titularidade no eixo da defesa leonino, sob a liderança de Augusto Inácio. Recordar a passagem de André Cruz pelo Sporting transporta-nos para o dia 14 de Maio de 2000, quando os leões se sagraram campeões nacionais, 18 anos depois. Frente ao Salgueiros, no Estádio Eng.º Vidal Pinheiro, os leões venceram por 4-0 na última jornada do campeonato, com dois golos de André Cruz, Duscher e Ayew, apontaram os outros dois.

Na época 2001/2002, voltou a ser determinante com golos e assistências nas conquistas da equipa, às ordens de Laszlo Bölöni, vencendo o campeonato e a Taça de Portugal. Durante três temporadas em Alvalade, contabilizou 105 jogos e 15 golos marcados, sendo um ídolo para os sportinguistas, com um contributo decisivo em 4 títulos – dois campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. André Cruz deixou o Sporting em 2002, regressou ao Brasil para jogar no Goiás e no Internacional.

A história deste craque também se fez ao serviço da seleção brasileira, sendo internacional em todos os escalões. André Cruz vestiu a camisola do escrete em 33 ocasiões, marcando um golo. Esteve entre os convocados do Brasil no Mundial 98, sendo finalista, venceu a Copa América em 1989 e conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul 1988.

André Cruz será para sempre recordado pelos sportinguistas pela forma como batia livres, pela sua qualidade de passe e preponderância na primeira fase de construção, pela capacidade nos duelos e no jogo aeréo. Um verdadeiro craque, que, com Esforço, Dedicação e Devoção, ajudou o Sporting a conquistar a glória. Por isso, será para sempre lembrado como um dos melhores defesas que passaram pelo futebol português.

Foto de Capa: CBF

 

 Artigo revisto por Joana Mendes

Jorge Faria Sousa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.