Publicidade

O Passado Também Chuta: Éric Cantona

José Luís Montero · 2 min

O Passado Também Chuta: Éric Cantona

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

o passado tambem chuta

O Bad Boy. A irreverência. O jogador que percorreu campos e clubs. O jogador do salto sobre o espectador. O homem dos castigos. O ídolo do teatro dos sonhos: Eric Cantona. O Manchester United teve e tem jogadores de sonho: George Best; Bobby Charlton; Denis Law; van Nistelrooy; Rooney; Giggs; Van der Sar; Beckham e Cristiano Ronaldo; no entanto, só um é considerado como o melhor jogador de sempre do Manchester United: Eric Cantona. França, terra que o viu nascer e dar os primeiros pontapés, viu também como andou desde o Martiques ao Marselha, passando pelo Auxerre, Bordeaux, Montpellier ou o Nîmes. Em todos deixou o selo da sua imensa classe e da sua irreverência. E foi ainda a França que conheceu a primeira tentativa do craque de abandonar o futebol, mas, entre psicanalistas, Platini e outros convenceram-no a mudar de ares. Inglaterra viu-o chegar. A cidade de Manchester ainda o esperaria, por um curto espaço de tempo.

E teve de começar bem em Inglaterra. Fez provas no Sheffield treinado pelo mítico Trevor Francis. Acontece que demoraram muito a tomar uma decisão e o nosso genious não gostou. Pegou nas malas e arribou no Leeds United. Colaborou na conquista do título e no ano seguinte começou a marcar de três em três. O Manchester United fixou-se no Enfant Terrible e abriu a carteira. Um milhão e duzentas mil libras fizeram o milagre. O Manchester United acabava de contratar o jogador que transformaria a equipa e que a situaria no patamar mais elevado do futebol inglês.

Garra Fonte: Soccerlens.com
Garra do francês
Fonte: Soccerlens.com

Entrou Eric Cantona e o Manchester retomou o sabor de ser campeão. No ano seguinte abusou um pouco mais e ganhou Campeonato e Taça. 1990 começou da melhor maneira e o Manchester recuperou pedestal. Cantona é ídolo mas a sua irreverencia irrascível leva-o de tormenta em tormenta até ao famoso castigo de nove meses, resultado do famoso pontapé acrobático num adepto do West Ham. Regressou e regressou com a áurea do saudoso. Os adeptos do Manchester United desejavam-no.

É escusado dizer que continuou a ganhar títulos. A nível individual foi reconhecido como o melhor jogador do campeonato inglês durante vários anos. Internacionalmente, caiu-lhe o prestigioso prémio Onze de Ouro e, entre os prémios ingleses, entrou na selecção da década 1993-2002 do campeonato inglês. No entanto, o fim da carreira de Cantona batia à porta com apenas trinta anos.

O problema neste caso chamou-se seleção francesa. E o famoso provocador do abandono foi Aimé Jacquet, seleccionador francês, por não o convocar. Acontecia o campeonato mundial disputado em terras francesas e o Bad Boy não tolerou semelhante afronta, estando, além disso, em plena forma e competindo como sempre. Todos os que tinham acesso à sua privacidade tentaram persuadi-lo mas a decisão era firme. O futebol viu partir um génio com um carácter imenso, mas a lenda de Cantona permanece em cada mente que se senta em Old Trafford.

José Luís Montero

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.