Johan Cruyff foi um dos melhores jogadores de sempre do futebol mundial, venceu três Ballon d´Or – 1971, 1973 e 1974. Cruyff fez parte da revolução do futebol, sendo um dos jogadores da seleção holandesa da década de 70, denominada “Laranja Mecânica”.

O génio Cruyff era filho de uma funcionária do Ajax, nascido em Amesterdão em 1947. A sua mãe convenceu os responsáveis do clube holandês, a permitirem que Johan fizesse testes. Acabaria por surgir um dos maiores talentos do futebol mundial, lançado pelo mítico treinador Rinus Michels.

Cruyff estreou-se com a camisola do Ajax, decorria a temporada 1964/65, com apenas 18 anos. Vestiu a camisola do Ajax durante dez épocas, conquistando vários títulos – três Ligas dos Campeões, uma Taça Intercontinental, uma Supertaça Europeia, seis campeonatos e quatro Taças da Holanda.

Recordar este período de títulos e vitórias de Cruyff com a camisola do Ajax, lava-nos ao dia 31 de maio de 1972. Neste dia, o Ajax defrontava o Inter de Milão, na sua segunda final da Liga dos Campeões consecutiva. Os holandeses viriam a sagrar-se campeões europeus, com uma vitória por 2-0, com dois golos de Cruyff e uma exibição de sonho.

Na época 1973/74 depois de conquistar três Ligas dos Campeões transferiu-se para a Catalunha, para vestir a camisola do Barcelona. Ao serviço dos “blaugrana” esteve cinco temporadas, contabilizando 184 jogos e 61 golos. Tornou-se um ídolo em Barcelona, o jogador mais influente da equipa, vencendo uma Liga Espanhola e a Taça do Rei.

Em 1979 rumou aos Estados Unidos da América, vestiu a camisola dos LA Aztecs e dos Washington Diplomats. Regressaria à Europa dois anos depois, com passagens por Levante e AC Milan. No entanto, aos 35 anos regressaria ao Ajax, onde esteve ainda duas temporadas, voltando a conquistar títulos, mais dois campeonatos e uma Taça da Holanda.

Cruyff na sua segunda passagem pelo Ajax, ficou marcada pelo desentendimento relativamente ao final da sua carreira. Na época 1983/84 rumou ao rival Feyenoord, enquanto treinador-jogador, despedindo-se dos relvados com a “Dobradinha”, somando mais um campeonato e uma Taça da Holanda, contribuindo com 13 golos em 44 partidas.

Johan Cruyff somou pela “Laranja Mecânica” 48 internacionalizações e 33 golos
Fonte: KNVB

Johan Cruyff ficou também na história da seleção holandesa, com 48 jogos e 33 golos apontados. A seleção que ficou conhecida por “Laranja Mecânica”, orientada por Rinus Michels, tinha como principal referência o seu capitão, Johan.

A Holanda capitaneada por Cruyff, em 1974 no Mundial disputado na Alemanha, esteve próxima de conquistar a glória. Os holandeses foram finalistas vencidos, tendo sido derrotados, por 1-2, pela Alemanha Ocidental, onde brilhavam Franz Beckenbauer, Gerd Müller, entre outros. Para chegar à final disputada em Munique, a Holanda deixou pelo caminho seleções como a Argentina, o Brasil, o Uruguai, entre outras. Um campeonato do mundo, onde a magia do futebol total viria a ser derrotada pelo pragmatismo dos alemães.

Johan Cruyff marcou também a história do futebol enquanto treinador, liderando o Ajax e o Barcelona. A sua carreira enquanto técnico foi uma vez mais, uma história de sucesso, de títulos e de vitórias. Cruyff estrou-se no banco do seu Ajax, na temporada 1985/86, conquistando dois campeonatos e uma Taça das Taças, durante três anos.

No verão de 88/89, voltou a Barcelona, desta vez, enquanto treinador. Liderou uma equipa com estrelas como Gary Lineker, Michael Laudrup, Romário ou Hristo Stoichkov, ao longo de oito épocas. O treinador holandês preconizava um modelo de jogo, ofensivo, com base no futebol total. Uma história de sucesso que escreveu em Barcelona, conquistando uma Liga dos Campeões, uma Taça das Taças, uma Supertaça Europeia, quatro campeonatos, uma Taça do Rei e três Supertaças de Espanha.

Cruyff é uma das figuras mais marcantes do futebol mundial, quer enquanto jogador, quer treinador. No futebol conquistou a glória de dezenas de títulos, vencendo a Liga dos Campeões enquanto jogador e treinador. Ficará na memória dos adeptos de futebol, os seus passes milimétricos, a forma como conduzia a bola, a frieza com que finalizava com os dois pés, o eterno 14. Mas também, o futebol que as suas equipas praticavam, conduzindo enquanto técnico, com a ajuda dos seus jogadores, os clubes que liderou até à glória dos títulos.

Foto de Capa: FIFA

Revisto por: Jorge Neves

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