Olheiro BnR | Anísio Cabral

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Anísio Cabral foi o melhor marcador da seleção portuguesa de sub-17 neste mundial e um dos grandes destaques da competição conquistada pelos nossos ‘miúdos’. O avançado foi determinante com sete golos ao longo da prova, sendo o último deles todos o golo solitário na final que rendeu a vitória portuguesa frente à Áustria.

O ponta de lança começou a sua atividade desportiva no futsal, pelo AC Ciências, e mais tarde deu os primeiros passos no futebol, ao serviço do UD Alta de Lisboa, já como ponta de lança. Em 2016/2017, assinava contrato de formação com o Benfica.

Ao serviço do clube da Luz, Anísio tem sido sempre uma referência goleadora ao longo dos escalões de formação. Em 2022/2023, nos iniciados, foi campeão nacional sub-15 (chegou também a jogar e marcar no campeonato distrital sub-16) e acabou a época com 43 golos em 40 jogos. Na época seguinte, enquanto juvenil sub-16 (1.º ano), registou 29 golos em 35 jogos.

Anísio Cabral Portugal Sub-17
Fonte: FPF

Já na época anterior, em 2024/2025, Anísio Cabral foi novamente campeão nacional e apontou 26 golos em 33 jogos, além de uma estreia nos sub-19. Na época atual, ainda com 17 anos, Anísio Cabral já joga nos sub-19 e já foi chamado por um par de vezes aos sub-23, disputando Campeonato Nacional sub-19, Youth League e Liga Revelação.

 É de realçar as valências físicas que Anísio possui e que lhe garantem uma vantagem nos seus escalões, com 1,78m e 55kg, é um avançado alto e magro, mas capaz de usar o seu corpo para ganhar vantagem perante os adversários. De facto, Anísio é muitas vezes um “bully” para os defesas centrais opositores. Joga enquanto referência e de costas para a baliza, servindo de apoio frontal. É veloz, capaz também de atacar o espaço em profundidade.

Ainda mais evidente, tem uma excelente relação com a baliza: forte no duelo aéreo, perspicaz a responder a cruzamentos, de pé canhoto hábil tanto em jeito como em força, habituado a golos acrobáticos e bom batedor de penáltis. Dentro de área, Anísio inventa um golo de qualquer maneira e feitio.

 Por outro lado, não creio que Anísio seja propriamente especial do ponto de vista técnico, de drible ou de situações de 1×1 e que essa seja uma lacuna no seu jogo. É também importante analisarmos o jogador do ponto de vista da biomecânica: o mesmo peso e altura que lhe oferece vantagem física sobre os seus adversários em escalões sub-19 não terá o mesmo efeito nos escalões seniores.

Anísio Cabral Portugal Sub-17
Fonte: FPF

Ainda, as longas pernas que possui e que lhe conferem uma passada larga, ganhando velocidade, também lhe retiram agilidade, dificultando a forma como roda sobre os defesas opositores. Nesse caso, se lhe retirarmos vantagem de força perante o adversário, resta a Anísio o ataque à profundidade para se fazer valer fisicamente, como gosta.

Sendo jovem, é natural que o seu corpo ainda esteja em desenvolvimento e, dessa forma, os seus primeiros passos em equipas principais estão dependentes da forma como o seu corpo evolui, do próprio plano de desenvolvimento muscular que o clube tem para o jogador e o perfil do treinador que olhar para Anísio Cabral – é fácil para um treinador ver um extremo de transição num jogador com este perfil.

Em suma, Anísio Cabral é um diamante em bruto detentor de uma veia goleadora que lhe é natural e essa será sempre uma arma que possuirá, independentemente do contexto. Em menos de um ano, é provável que Anísio faça a sua estreia numa equipa profissional, veremos se na posição de ponta de lança ou se será adaptado para uma extremidade do campo.

Rui Gonçalves
Rui Gonçalves
Licenciado em Sociologia, o Rui Gonçalves aborda o futebol dentro e fora das quatro linhas. Através de um olhar crítico, escreve sobre tática, gestão desportiva e os seus impactos individuais e sociais.

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