Na noite de 20 de setembro de 2015, às 19h45, jogava-se, no Vicente Calderón, a segunda jornada da fase de grupos do Grupo C da Liga dos Campeões, que opunha o Club Atlético Madrid e o SL Benfica. Os comandados de Rui Vitória tinham uma tarefa hercúlea pela frente, visto que os colchoneros não perdiam um jogo europeu em casa desde 2009.

Ambas as equipas tinham ganho na jornada inaugural, pelo que uma vitória significava a liderança isolada do grupo. Os rojiblancos começaram a partida apresentando um 4-4-2 tradicional muito pressionante, tentando, com Correa e Jackson Martinez, condicionar ao máximo a saída de bola das “águias”.

A estratégia estava a funcionar, já que os encarnados estavam a ter dificuldades em sair do seu meio campo defensivo com a bola controlada, sendo que a dupla de médios escolhida por Rui Vitória, Samaris e André Almeida, não permitia que, na falta de opções de passe, fosse feita progressão em corrida com a bola controlada – aspeto que foi colmatado, mais tarde nessa época, com a entrada de Renato Sanches na equipa.

Jonas esteve sempre bem vigiado pelos centrais colchoneros
Fonte: SL Benfica

Após 23 minutos de uma grande disputa a meio campo, onde o m2 estava cada vez mais caro, eis que chega o primeiro golo da partida. Após um cruzamento de Juanfran a partir da direita, Griezmann devolve de primeira a Correa, que faz abanar as redes de Júlio César. Estava inaugurado o marcador, sendo que o cenário complicava-se para as “águias”.

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No entanto, e apenas 13 minutos mais tarde, surgia a resposta encarnada. Num ataque fulminante pela direita, Nélson Semedo apanha os colchoneros desprevenidos e, na recarga do seu cruzamento, Nico Gaitán aparece para restabelecer a igualdade no marcador, levando os mais de três mil benfiquistas presentes nas bancadas à loucura. Chegava o intervalo, e as equipas iam para o balneário empatadas.

A segunda parte arrancou e, apenas seis minutos depois do apito de Gianluca Rocchi, acontecia o impensável: a remontada encarnada em pleno Calderón. Numa saída rápida para o ataque por Gaitán, este descobre Gonçalo Guedes, que, já em esforço, consegue desviar a bola para o canto inferior direito da baliza de Oblak, silenciando por completo os adeptos madrilenos.

O marcador iria manter-se inalterado até ao final da partida, apesar das inúmeras tentativas por parte dos rojiblancos. Destaca-se a defesa de Júlio César, que, aos 58’, nega o golo a Jackson Martínez, levando Diego Simeone ao desespero.

Numa noite de glória europeia, fazendo lembrar os velhos tempos em que a “águia” voava alto internacionalmente, os encarnados saíam da capital espanhola na liderança isolada do grupo C.

Link do jogo:

https://footballia.net/matches/atletico-de-madrid-sl-benfica

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Club Atlético de Madrid (4-4-2) – Oblak; Juanfran,Godín, Giménez e Filipe Luís; Griezmann (Vietto,71’), Tiago, Gabi e Óliver Torres (Saúl, 63’); Correa (Fernando Torres, 77´) e Jackson.

SL Benfica (4-4-2) – Júlio César; Nélson Semedo, Luisão, Jardel e Eliseu; Guedes, André Almeida, Samaris (Fejsa, 73’) e Gaitán; Jonas (Pizzi, 80’) e Raúl (Mitroglou, 72’).

 

Artigo revisto por Joana Mendes

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