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Recordar é viver | Lima no Benfica de JJ

Miguel Costa · 3 min

Foto: UEFA

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Benfica

Rodrigo José Lima dos Santos, mais conhecido por “Lima”, foi um avançado brasileiro que vestia a camisola “11” e um dos grandes talismãs na “era” de Jorge Jesus no início da década passada.

Proveniente do Braga, onde foi destaque durante os dois anos que por lá passou, inclusive chegou à, inédita, final da Liga Europa na temporada 2010/11, chegou à Luz por apenas quatro milhões de euros e foi, sem dúvida, uma das melhores contratações na época. De relembrar que foi um pedido expresso de Jorge Jesus ao assumir o comando técnico dos encarnados.

No Benfica foram apenas três anos, mas o seu impacto foi imediato na equipa. Ao longo desses anos venceu quatro títulos, dois campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal, uma Taça da Liga e esteve presente em duas finais europeias. De águia ao peito fez 144 jogos e 70 golos, sendo considerado por muitos adeptos como um avançado “letal”.

Sem dúvida um dos bons avançados que a nossa liga teve em largos anos, numa altura em que os principais clubes portugueses estavam recheados de grandes opções nessa posição. Cardozo, Rodrigo, Falcão, Ricky Van Wolfswinkel e até mesmo o próprio Alan do Braga que apesar de não ser um “9”, dava garantias nessa função.

O Lima, apesar de viver nessa geração, destacava-se. O brasileiro era mortífero na “cara” do golo, tendo muitos recursos na finalização (pé esquerdo e direito, cabeça) e até mesmo com gestos mais fantasiosos como de triciclo, difícil esquecer aquele momento frente ao Sporting, «chapéu» ou mesmo a ultrapassar o guarda-redes. Tecnicamente, não era um craque, mas dava garantias a associar-se com os colegas, sendo sempre muito simples e eficaz nas suas ações.

Com todas estas características ofensivas ainda juntava o compromisso defensivo, onde se impunha com a sua vontade e importância como primeiro homem de pressão.

Quem se lembra do Lima, facilmente se recorda dos golaços e dos momentos impactantes na história benfiquista, como este golo com a Juventus nas meias-finais da Liga Europa.

Assim sendo, e como forma de complementar o artigo, realizei três entrevistas a adeptos do Benfica para saber qual foi, na opinião deles, a importância deste avançado e quais as características que admiravam nele.

Todos eles foram saudosos em relação ao avançado e relembraram, com muita nostalgia, os momentos e o impacto do Lima. Frases como “o Lima certamente marcou os benfiquistas não só pelos golos, era aquele jogador que nunca se escondia e que trabalhava em prol da equipa” e “foi importante porque esteve ligado à melhor ”era” que assisti do Benfica, com duas finais europeias e um triplete inédito em que o Lima foi peça fundamental”, marcaram estas conversas.

Relembraram os golos marcantes “o primeiro momento que me recordo é o golo que ele marca à Juventus na fase a eliminar da Liga Europa, com uma «bomba» à entrada da área e, claro, aquele clássico golo contra o Sporting após uma grande jogada do Gaitán” e definiram-no numa palavra, usando as expressões “letal”, “potente” e “golos”.

As memórias são muitas de um jogador que esteve pouco tempo no Benfica, mas o seu legado vai de geração em geração, sem nunca ser esquecido.

Foi daqueles jogadores que canalizavam uma grande expectativa e que podia ter tido uma carreira mais longeva nos principais palcos europeus. O Lima optou, quando encerrou o seu capítulo nas águias, rumar ao Al Ahli Club. Clube onde, posteriormente, se despediu dos relvados.

Miguel Costa

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