5 seleções favoritas à vitória no Mundial 2026

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O Campeonato do Mundo 2026 tem início neste dia 11 de junho e a expetativa é enorme. Ao contrário de algumas edições anteriores, em que o favoritismo a vencer o troféu recaía em poucas seleções, ou seja, apenas naquelas que eram consideradas especialmente fortes ou singulares, a atual edição aparenta ser diferente.

 O Mundial 2026 apresenta-se extraordinariamente aberto, com várias equipas com elencos muito fortes e bem trabalhados. Embora existam os tradicionais escudos favoritos a vencer a prova, muitas outras têm qualidade suficiente para contrariar qualquer favoritismo não estando entre as favoritas. Seleções como os Países Baixos, Bélgica, Colômbia, Senegal, Croácia, Noruega, Uruguai ou Marrocos estão entre as que o podem fazer. Entre os dois lotes (favoritas e não favoritas) estão duas equipas: Alemanha e Portugal.

Alemanha
Fonte: Alemanha

A Mannschaft apresenta novamente um elenco muito forte e com imensa qualidade (Wirtz, Havertz, Sané, Musiala, Kimmich ou Pavlovic), além de ter uma enorme tradição no Campeonato do Mundo (quatro vezes campeã do mundo, em 1954, 1974, 1990 e 2014) e um palmarés rico (vencedora do Euro 1972, 1980 e 1996 e da Taça das Confederações 2017). No entanto, o histórico recente dos alemães conta com duas eliminações na fase de grupos (Mundiais 2018 e 2022), uma eliminação nos oitavos de final (Euro 2020) e uma queda nos quartos de final no “seu” último Euro (2024 disputado na Alemanha). Além do passado recente ser bastante negativo para os germânicos, ainda não recuperou a consistência de outrora, dois fatores que podem excluir a seleção orientada por Julian Nagelsmann das favoritas a vencer a prova.

Roberto Martínez Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Já Portugal ocupa uma posição semelhante à Alemanha, mas por motivos um pouco distintos. Apesar da equipa lusitana ter um histórico recente muito positivo (venceu o Euro 2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025), respirar qualidade no seu elenco (Cristiano Ronaldo, Vitinha, João Neves, Bruno Fernandes, Nuno Mendes e Bernardo Silva entre os principais nomes), sendo uma das melhores gerações da sua história e com uma profundidade relevante, vários entraves continuam a impedi-la de entrar nas favoritas. O fio de jogo ainda não mostra ser o mais consistente e funcional, tal como as opções (convocatórias e durante os jogos) de Roberto Martínez serem muito contestadas ao ponto de fazer do espanhol um técnico nada consensual. Além de ser uma seleção que nunca foi campeã do mundo e o histórico na competição se dividir entre o prestigiante (1966 e 2006) e a desilusão (1986, 2002, 2010, 2014 e 2018), estando o mesmo abaixo das tradicionais seleções favoritas.

Nuno Mendes Waldemar Anton Portugal Alemanha
Fonte: Federação Alemã de Futebol

Logo, Alemanha e Portugal partem um pouco atrás no lote dos candidatos a vencedor, sendo algo que é perfeitamente possível de reverter. No arranque da competição, aqui fica o lote das cinco seleções favoritas a vencer este Mundial. A escolha é feita com base no misto de critérios que englobam histórico global, histórico recente, qualidade da geração de jogadores atual e equipa técnica.  

5.

Thomas Tuchel Inglaterra
Fonte: Federação Inglesa de Futebol

Inglaterra- É uma seleção que tem vindo a crescer e a consolidar-se durante a última década. Com duas finais do Campeonato da Europa disputadas e um quarto lugar no penúltimo Mundial, faz crescer a ideia “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” ou “quem espera sempre alcança”.

Conta com uma geração que está entre os elencos mais fortes individualmente (Jude Bellingham, Harry Kane, Bukayo Saka e Declan Rice entre os nomes mais prestigiados) e é uma das seleções com um técnico estrangeiro. Após oito anos com Gareth Southgate, a Federação Inglesa decide repetir a receita do passado recente quando contratou Sven-Göran Eriksson e Fabio Capello, optando desta vez Thomas Tuchel. Um técnico experiente e vencedor em três países, entre os quais a Inglaterra, onde foi campeão europeu pelo Chelsea.

É uma equipa que atua de forma mais física, intensa e uma organização tática aliada a transições. Apesar de ainda existir a dificuldade de transformar a qualidade em títulos, a verdade é que um percurso de louvar nos últimos dez anos, juntamente com uma circunstância favorável, coloca a Inglaterra num patamar que pode sonhar com a vitória.

O país que é a “pátria mãe do futebol” tem um historial modesto. Além dos 54 Interbritânicos, a Inglaterra conta apenas com um Mundial conquistado e disputado no seu próprio país (1966). Tem a fama “de quase lá chegar”, visto ter já perdido duas finais do Campeonato da Europa (2020 e 2024) e ter ficado pelas meias-finais nos Mundiais de 1990 e 2018 e no Euro 1996.

4.

Rayan, Endrick, Brasil
Fonte: CBF

Brasil- A “canarinha” é a seleção que simboliza o “gigante adormecido” que muitos adeptos de futebol querem ver reerguido. Não vence uma grande competição há sete anos e o Mundial já foge há 24 anos. No entanto, a conjuntura atual é a mais favorável da última década para voltar a vencer.

A tradição mantém-se quanto ao talento à disposição. A atual geração brasileira que vai participar nas Américas em 2026, é repleta de qualidade (Raphinha, Vinícius Júnior, Neymar, Alisson Becker, Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães entre os principais rostos). O fator que distingue os cenários anteriores está na equipa técnica. Numa seleção em que o seu valor e desempenho, muito dependem da firmeza e consolidação do projeto técnico, optou-se por uma alternativa diferente.

Carlo Ancelotti é o primeiro estrangeiro a orientar a seleção brasileira desde 1965. Uma aposta forte e distinta das anteriores, num treinador sem qualquer experiência como selecionador, mas com currículo cheio de títulos (32) e trinta anos nos bancos. Um contributo que enriquece a equipa nacional brasileira e poderá ser decisiva nos momentos-chave deste Mundial. Apesar das desilusões que foram os últimos cinco Campeonatos do Mundo, uns pelas exibições e outros pelos resultados e tendo perdido bastante favoritismo em comparação a outras seleções, o Brasil tenta agora virar a página com uma preparação mais completa.

Afinal, a “canarinha” entra sempre em num Mundial para estar entre os candidatos ao título e o potencial de crescimento da equipa durante o torneio é forte. Dentro do campo, é expectável ver um Brasil que alia a mítica criatividade e genialidade ofensiva com uma maior organização no setor defensivo e controlo adequado dos jogos.

O histórico da seleção “canarinha” é o mais rico dos Campeonato do Mundo (cinco vezes vencedor, em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e dos mais completos no global: nove Copas América (1919, 1922, 1949, 1989, 1997, 1999, 2004, 2007 e 2019), quatro Taças das Confederações (1997, 2005, 2009 e 2013), dois Jogos Olímpicos (2016 e 2020) e cinco Jogos Pan-Americanos (1963, 1975, 1979, 1987 e 2023).

3.

Lionel Messi
Fonte: Argentina

Argentina- A atual campeã do mundo conta com um dos ciclos mais vencedores nos últimos seis anos. Embora não esteja entre os três planteis mais profundos e completos da competição e tenha uma média de idades alta (29,09), a Argentina tem ainda assim, muitos pontos a seu favor para renovar o título.

Tem das melhores individualidades (Lionel Messi, Julián Álvarez, Enzo Fernández, Lautaro Martínez, Nico Paz, Mac Allister e Cristian Romero entre os principais), não está dependente uma só estrela, mantém a base que venceu o Campeonato do Mundo há quatro anos e um coletivo que se conhece bem pelo percurso dos últimos anos. Para completar, Lionel Scaloni tem conseguido uma orientação, uma versatilidade tática e uma gestão do grupo absolutamente exemplar, que o faz o melhor selecionador da atualidade.

A seleção azul-celeste tem um dos históricos mais ricos da América Latina: Três Mundiais (1978, 1986 e 2022), 16 Copas América (1921, 1925, 1927, 1929, 1937, 1941, 1945, 1946, 1947, 1955, 1957, 1959, 1991, 1993, 2021 e 2024), uma Taça das Confederações (1992), dois Jogos Olímpicos (2004 e 2008), duas Finalíssimas Intercontinentais de Seleções (1993 e 2022), sete Jogos Pan-Americanos (1951, 1955, 1959, 1971, 2003, 2011 e 2019) e um Pré-Olímpico CONMEBOL (2020).

2.

França Jogadores
Fonte: Federação Francesa de Futebol

França- Embora tenha vencido apenas duas competições nos últimos 12 anos (o Mundial 2018 e a Liga das Nações 2021), a equipa de Deschamps foi muito competitiva e esteve presente em várias decisões. Foi finalista do último Mundial (2022) e foi semifinalista no Euro 2024. Conta com um plantel bastante profundo e recheado de qualidade, ambos do melhor da atualidade (Mbappé, Olise, Dembelé e Saliba entre os principais nomes). Tem estilo de jogo baseado no equilíbrio defensivo com transições ofensivas rápidas e pragmáticas.

Apesar de ser um desafio para o atual elenco e para o treinador, transformar toda a qualidade existente num coletivo forte e sair por cima nos momentos decisivos que irão aparecer, tem tudo a seu favor para o conseguir. O misto de juventude com experiência presente no plantel, juntamente com o facto de ter o selecionador mais consistente da última década, confirma tal prognóstico.

O histórico gaulês é muito completo: Dois Mundiais (1998 e 2018), dois Campeonatos da Europa (1984 e 2000), uma Liga das Nações (2021), duas Taças das Confederações (2001 e 2003), uns Jogos Olímpicos (1984) e uma Finalíssima Intercontinental de Seleções (1986).

1.

Lamine Yamal, Espanha
Fonte: Federação Espanhola

Espanha- A atual seleção campeã da Europa. Provavelmente, a equipa que chega ao Mundial com o melhor futebol praticado e com um dos plantéis mais completos. Conta com uma geração de futebolistas novamente muito rica (Lamine Yamal, Pedri, Nico Williams e Rodri são fortes exemplos) e com a contribuição de Luis De La Fuente, forma uma coletividade muito forte e dominadora.

Tem novamente tudo o que é necessário para sair vencedora. Já há muito tempo que tem consolidado um modelo de jogo baseado na posse de bola e na pressão alta, dominador na esmagadora maioria dos jogos.

Conta com um histórico rico, nomeadamente a nível europeu: Um Mundial (2010), quatro Campeonatos Europeus (1964, 2008, 2012 e 2024), uma Liga das Nações (2023) e dois Jogos Olímpicos (1992 e 2024).

Jorge Afonso
Jorge Afonso
O Jorge apaixonou-se pelo futebol num dérbi em Alvalade e nunca mais largou. Licenciado em Comunicação Social e mestre em Ciência Política, vive entre estatísticas, memórias épicas e o encanto de equipas como o Barça de Guardiola ou a França de Zidane.

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