📲 Segue o Bola na Rede nos canais oficiais:

Forças equiparadas em início de temporada | Saltos de Esqui

- Advertisement -

A temporada 2021/22 da Taça do Mundo de Saltos de Esqui principiou, este ano e contrariamente ao habitual, na cidade russa de Nizhny Tagil, muito perto da fronteira “imaginária” entre a Europa e a Ásia.

Que comece a temporada de Saltos de Esqui

Assim, era, desta feita devido às condições de neve existentes no local, que a cidade soviética acolhia o início da temporada  em detrimento de Wisla, cidade polaca onde o certame habitualmente principia, cujas condições atmosféricas não permitiam que tal se verificasse.

O palco que iria receber um fim de semana com jornada dupla em termos individuais seria o trampolim Stork, “cegonha” em português, estrutura essa com 134m de tamanho, o K-point localizado aos 120m e com um recorde que datava da temporada cessante, mais concretamente do dia 5 de dezembro, marca essa da autoria do bigode viking, Robert Johansson, que assinara 142.5m.

Esta seria ainda a primeira jornada da Taça do Mundo de Saltos de Esqui sem a presença do multi-vencedor da competição, o austríaco Gregor Schlierzauer que, ao longo de onze temporadas, totalizou 53 subidas ao lugar mais alto do pódio, detendo o recorde de saltador mais vitorioso de toda a história da modalidade.

À partida para mais uma longa e emocionante temporada, pareciam estar reunidas todas as condições para que a mesma fosse excitante, palpitante e entusiasmante. Já quanto aos principais favoritos para levantar “o caneco”, em meados de março quem partia à frente dos demais era o campeão em título, Halvor Egner Granerud que, além de tudo mais, havia sido o vencedor do grande prémio de verão, competição estival de pré temporada.

Marcus Eisenbichler pretenderia melhorar o segundo posto obtido na temporada anterior, oferecendo maior luta ao norueguês. Nomes como os dos polacos Kamil Stoch ou David Kubacki, e o do nipónico Ryoyu Kubayashi, perfilavam-se como maiores candidatos a roubar a “coroa” ao nórdico, objetivo esse igualmente partilhado pelo germânico Karl Geiger, que havia revelado algumas intermitências e oscilações ao longo do anterior campeonato.

De salientar que o norueguês, e ex-recordista do mundo de voos de esqui, Anders Fannemel, tal como o soldado alemão Stephan Leyhe, eram regressos após os mesmos terem falhado toda a temporada passada devido a lesões graves, com ambos a desejarem recuperar em território soviético as sensações perdidas.

Tudo principiou na sexta-feira, com a já tradicional e emblemática qualificação para a prova a “doer” a ser realizada no dia seguinte. A mesma seria, e de que forma, recheada, contando com 72 atletas em representação de 19 nações. Nestas figuravam países de escassas tradições, e com pouquíssimas aparições entre a elite deste fantástico desporto: China, Roménia, Turquia ou até mesmo a Coreia do Sul.

Apesar do equilíbrio que pautara esta fase preambular ao evento a “doer”, seria o veterano Kamil Stoch que levaria para casa os 2000 francos suíços correspondentes ao triunfo na qualificação, com o mesmo a ser selado com uma marca de 135.5m, seguido pelo esloveno Hans Lanisek, uma das revelações da pretérita época, que fazia 129m, e pelo austríaco Daniel Huber, com 127.5m. Ainda qualificado, mas apenas efetuando 115m e com o 24.º registo, ficaria o “rei” Granerud que, desta forma, parecia abrir espaço a surpresas.

A esse respeito, o antigo vencedor do globo de cristal, Stephan Kraft, seria mesmo ausência para a prova, visto ter arrancado apenas com uns curtíssimos 101m, que o fariam ver a competição nos ecrãs gigantes instalados no trampolim “cegonha”. Ainda a enfatizar as qualificações de atletas praticamente desconhecidos destas andanças, como o romeno Andrei Feldorean e o turco Fatih Arda Ipcioglu, respetivamente 49.º e 41.º colocados.

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

Subscreve!

Artigos Populares

Rui Patrício | A carreira de um homem discreto

O tempo veio dar-lhe razão e Rui Patrício acabou por se tornar uma das mais destacadas figuras do clube e da seleção nacional

Cristiano Bacci diz que a Primeira Liga tem nível de intensidade superior ao da Serie A e destaca jogador do Tondela: «É um jogador...

Cristiano Bacci fez um balanço da sua experiência no Tondela. O técnico italiano de 50 anos falou do nível da Primeira Liga e destacou Brayan Medina.

Álvaro Carreras faz balanço de 2025 e não esquece o Benfica

Álvaro Carreras deixou uma mensagem nas redes sociais sobre o ano de 2025. O lateral espanhol deixou fotografias do seu momento no Benfica.

Enzo Maresca está em risco no Chelsea e já há 2 nomes apontados ao lugar

Enzo Maresca está em risco de ser afastado do comando do Chelsea. Liam Rosenior e Andoni Iraola estão a ser apontados ao lugar.

PUB

Mais Artigos Populares

«Vai ser bonito perceber qual o caminho que esta geração vai levar» – Entrevista Bola na Rede a Bino Maçães

Bino Maçães foi o timoneiro de uma equipa que agarrou toda uma nação aos ecrãs e que junta nomes do futuro da seleção e deu uma entrevista ao Bola na Rede.

Seleção Nacional Sub-17 eleita Equipa do Ano Bola na Rede 2025

A seleção nacional sub-17 de Portugal foi eleita a Equipa do Ano de 2025 para o Bola na Rede. Conquistas do Europeu e do Mundial na categoria reconhecidas.

Famalicão tenta resolver futuro de Riccieli e já há uma equipa brasileira na linha da frente para fechar o defesa

O Famalicão está a tentar resolver o futuro de Riccieli. O defesa-central de 27 anos pode seguir a sua carreira no Brasil, ao serviço do Vitória.