Frederico Varandas abordou o caso no Dragão Caixa, deixou algumas perguntas para André Villas-Boas e respondeu aos comentários de Francesco Farioli.
Frederico Varandas prestou declarações após a audiência com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto. O presidente do Sporting abordou o caso do alegado ‘cheiro intenso’ no balneário do Dragão Caixa:
«O que se passou foi demasiado grave. Já sabemos que foi tudo uma invenção, tudo uma mentira. O treinador de andebol do Sporting encenou. O Moga também. A delegada, senhora Rosa Pontes, também foi ao balneário e teve de pedir assistências, foi assistida. Mas também inventou. Um colega vosso, penso eu do Record, que após o repto do FC Porto foi visitar o balneário, e onde estava a equipa do Sporting era um cheiro incomodativo, que provocava tosse e mal-estar. E isto estamos a falar de seis horas depois do jogo.(…) Eu estava em Lisboa e começa o telefone a tocar, a dizerem-me que a equipa não queria jogar por causa do que estava a acontecer. Surreal. A federação entendeu que havia condições, o Sporting jogou sob protesto.».
De seguida, deixou várias questões para o presidente do FC Porto, André Villas-Boas:
«Até tenho umas cábulas para vos ajudar para colocarem estas questões ao presidente do FC Porto quando ele sair do edifício. Entregava-lhe estas perguntas. E deixei isto à senhora Ministra para ajudar na reunião. Vim aqui sobre cinco casos concretos. Caso de Fábio Veríssimo. Pergunto, porque a resposta oficial do FC Porto ao Conselho de Disciplina foi que foi ‘um lapso’, que aquelas imagens eram para o balneário dos técnicos. Gostaria que fizessem esta pergunta ao presidente do FC Porto. Se os técnicos do FC Porto ao intervalo de um FC Porto x Braga analisam lances do Fábio Veríssimo num jogo de infantis. Gostava de saber. Porque este foi o comunicado do FC Porto. Um jogo de infantis. Tudo o que está aqui, não foi o Sporting que disse. Foram declarações do Fábio Veríssimo, as vossas sobre o caso do apanha-bola. E pergunto também o senhor presidente do FC Porto: já vamos com 2 meses do jogo do Dragão, mas o que tem a dizer sobre os apanha-bolas? Eu ainda não ouvi. Vocês também não ouviram. Outra pergunta: duas toalhas do guarda-redes Rui Silva foram roubadas por apanha-bolas. Também quero saber, e vocês deveriam fazer a pergunta, o que se passou. Quarta pergunta: foi dito pelo FC Porto, sobre as colunas postas por trás dos adeptos do Sporting, que a situação estava relacionada com uma intervenção técnica pontual no estádio. Pergunto se o presidente do FC Porto pode detalhar que intervenção foi essa que calhou no jogo FC Porto x Sporting. Última pergunta para o presidente do FC Porto. E entreguei esta folha à senhora Ministra. Para ajudar na reunião. A última era perguntar se o treinador Ricardo Costa, o jogador Moga, a senhora delegada da Federação de Andebol e se o jornalista do Record, estas quatro pessoas, inventaram todas esta história?».
Frederico Varandas comentou ainda as declarações recentes de Francesco Farioli:
«A coisa que separa mais não é o ganhar e perder nem ser o verde e azul. É a forma de estar na vida. No outro dia vi a declaração do treinador Farioli, que acho que foi a coisa mais acertada que já o ouvi dizer. ‘Não é por falar em ética que estamos no topo da ética’. E eu quero subscrever a 100 por cento. Sem dúvida nenhuma. Palavras todos temos. Palavras. O que conta são os atos e os gestos. O que conta é que no último jogo em Alvalade, quando o Sporting estava a ganhar 1-0, a equipa do senhor Farioli teve as bolas todas para serem repostas. O guarda-redes Diogo Costa, quando foi preciso, tinha lá as suas toalhas. Os adeptos do FC Porto não levaram com colunas nenhumas. O árbitro do jogo não leva com vídeos dos jogos de infantis para condicionar a arbitragem. E como o senhor Farioli diz, e concordo, muito mais do que as palavras são os gestos. E quem faz o contrário do que disse, é ter falta de ética e cultura desportiva».

