Carlos Vicens já reagiu à vitória por 4-2 do Braga frente ao Real Bétis, na segunda mão dos quartos-de-final da Europa League.
O Braga venceu por 4-2 frente ao Real Bétis, na segunda mão dos quartos-de-final da Europa League. Após o apito final, Carlos Vicens, técnico dos gverreiros, analisou o desfecho da partida:
«Falámos muito da personalidade que precisaríamos de ter. Colocar muita gente por dentro, procurar o homem livre… E acabámos por sofrer dois golos muito cedo. A partir daí, é verdade que nos custou, é difícil quando nos precisamos de encontrar nessa altura. Já tínhamos falado também das transições, o Betis tinha criado perigo assim no primeiro jogo, e hoje voltou a fazer assim um golo. Mas a equipa conseguiu ‘sobreviver’ a esse momento. Reencontrou-se no jogo, no ritmo, e conseguimos aproximações. Ao intervalo disse que isto era uma oportunidade única, que estávamos a apenas a um golo e que tínhamos ‘armas’ para causar dano, tínhamos de querer. E essa crença e essa fé no nosso trabalho trouxe oportunidades e os golos. Agora vamos às meias-finais. Claro que é um grande momento para o clube, mas agora é pensar já no jogo com o Famalicão».
Relativamente aos ajustes táticos feitos ao intervalo, referiu:
«Falámos com o Grillitsch sobre o posicionamento de alguns jogadores. Precisámos de ajustar algumas coisas para ter possibilidades de causar perigo na profundidade. Foi também para dar calma, confiança e dizer para confiarem no processo. E ao intervalo foi o mesmo. Precisávamos de estar perto dos jogadores do Betis para depois conseguirmos ‘feri-los’ nas transições, aproveitar os roubos de bola. Dissemos também que íamos fazer mudanças por causa dos cartões amarelos e outras situações… Foi uma eliminatória de contratempos, mas conseguimos dar a volta. Muito satisfeito, muito contente por eles. Depois da final da Taça da Liga, frente ao Vitória, a equipa sofreu. O futebol em alguns dias tira-nos, noutros dá. Dar os parabéns aos rapazes e seguir em frente».
Sobre o espírito de equipa demonstrado na reviravolta, Carlos Vicens destacou:
«Acreditámos no processo desde o início. Os jogadores são a parte mais importante, têm de acreditar. E fizeram-no. Treinamos todos os dias. Quando vêm às reuniões antes dos jogos, aos treinos… Dá para perceber que acreditam na ideia. Já passámos momentos mais difíceis no que toca aos resultados e sempre senti o apoio do clube. O clube acredita que precisamos de tempo para haver essa adaptação e, mesmo nos jogos que não correram bem, olhamos para as estatísticas e a equipa foi melhor do que os adversários. Precisámos de ajustar algumas coisas na defesa… Em todo este processo, nunca deixámos de acreditar. Trabalhámos sem descanso durante muito tempo para podermos chegar onde estamos agora».
O técnico espanhol falou também sobre o significado de vencer no seu país:
«O Betis é um rival de máximo respeito. Estou feliz, claro, porque é mais uma ronda em que avançamos e estamos a fazer um caminho muito bonito nesta competição. Agora é colocar todo o foco no próximo jogo do campeonato, que será muito complicado».

