Foi aprovado um novo modelo de venda dos direitos televisivos do futebol português. O Benfica foi a única equipa a votar contra.
Foi aprovado esta sexta-feira um novo modelo de venda dos direitos televisivos do futebol português, que representa mais um passo no processo de centralização das transmissões em Portugal.
A decisão foi tomada em Assembleia Geral da Liga Portugal e contou com uma aprovação superior a 92% dos clubes. O Benfica foi o único emblema a votar contra, enquanto o CD Nacional optou pela abstenção.
Com este novo formato, o modelo atual de comercialização individual dos jogos será substituído por um sistema baseado em pacotes de direitos. Assim, as partidas deixam de ser vendidas de forma isolada e passam a integrar conjuntos mais amplos, que poderão ser adquiridos por diferentes operadores televisivos.
O modelo prevê a divisão das receitas de 90% para clubes da Primeira Liga e 10% por cento para a Segunda Liga. O modelo inclui ainda outras variáveis:
- 32,5% desse total será dividido de igual forma pelos 18 clubes;
- 44,2% será dividido entre os 18 clubes de acordo com o rendimento desportivo;
- 14,3% será dividido segundo critérios de implantação social;
- 5% será dividido de acordo com a qualidade das infraestruturas;
- 4% será dividido segundo as condições para a transmissão televisiva.
Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, comentou a posição contrária do Benfica, mas falou sobre a importância do clube encarnado na parte comercial:
«Este processo marca uma nova era. Respeitando as opiniões, a unanimidade não tem de ser o fim. A razão principal é o esclarecimento das sociedades desportivas. O Benfica teve uma posição pública e clara. Ainda assim, contamos com eles enquanto sociedade desportiva, com a dimensão que conhecemos. O Benfica continua cooperante. É a sociedade desportiva que mais lucra com os direitos audiovisuais».

