Gonçalo Feio analisou o duelo entre FC Porto e Tondela, no Estádio do Dragão, a contar para a 30.ª jornada da Primeira Liga.
Gonçalo Feio analisou o desfecho do FC Porto x Tondela da 30.ª jornada da Primeira Liga. Os tondelenses foram derrotados por duas bolas a zero e, final do encontro, o técnico português começou por refletir sobre o desempenho da sua equipa:
«Houve momentos muitos bons, mas também maus. Jogámos contra uma grande equipa. Dizer que estou contente. Obviamente que não com o resultado, mas não faltou entrega, princípios, o querer. Longas posses em campo contrário, faltou-nos entrada na área. Com naturalidade, o FC Porto empurra-nos lá para trás. Temos um grande homem na baliza, mas uma equipa solidária à frente dele. O primeiro golo vem de uma bola em que não fechamos bem o meio. Jogámos contra uma equipa de grande qualidade. Depois o FC Porto teve um grande ascendete. Depois há o 2-0 e aí voltámos a ter momentos importantes, tanto a procurar a profunidade dos extremos… conseguimos em alguns momentos utlizar a pressão para asfixiar o FC Porto. Fomos capazes de rodar e sair da pressão. Podíamos ter aproveitado mais o facto de rodar para o lado oposto. Dar os parabéns ao FC Porto, é um merecido vencedor. Quando começámos há 3 semanas, sabíamos que tínhamos estes 3 jogos difíceis. Acho que agora vem outro tipo de jogos e sinto a equipa preparada, com crença total que vamos cumprir a missão».
Relativamente ao facto de ter alinhado com três defesas-centrais, referiu:
«Já no último jogo tivemos momentos de 3 centrais. Tal como disse, um treinador tem um leque de jogadores com um leque de caraterísticas. Depois pensamos no rival, nos cenários e hoje decidimos por esta linha de 3, tendo o respeito que tínhamos que ter pelo FC Porto. Também pela forma como queriamos isolar os extremos e ter os homens do meio-campo baixos. A força de uma equipa passa pela envolvência dos jogadores. Neste momento, estas 3 semanas permitiram-nos construir uma equipa e ter várias ferramentas que precisamos».
Por fim, revelou os detalhes da conversa com Oskar Pietuszewski após o apito final:
«Vejo-o feliz e que, apesar de não ter trabalhado com ele, é sempre uma alegria ver gente jovem a aparecer. Disse-lhe que está num contexto para crescer e continuar assim. Perguntei-lhe se estava tudo bem. É um jogador muito jovem. Já foi decisivo, para isso é preciso ter a personalidade certa, uma equipa à volta dele. O Bednarek e o Kiwior certamente ajudaram-nos. Se estou surpreendido? Não vou mentir. O impacto que está a ter se calhar é maior do que previa, mas todo o redor dele deve estar a fazer um grande trabalho e quando assim é as coisas acontecem».



