O FC Porto venceu o Tondela por 2-0 no Estádio do Dragão. Confere os destaques do encontro da 30.ª jornada da Primeira Liga.
Pepê: Perante um Tondela organizado em 5-2-3 no processo defensivo, o FC Porto sentiu dificuldades para entrar no bloco adversário durante a primeira parte. Com o corredor central congestionado, Pepê revelou-se importante na criação de perigo pelo corredor direito, quer através de cruzamentos, quer em combinações com Alberto Costa e Victor Froholdt.
Bernardo: O guarda-redes do Tondela, à semelhança do que tem demonstrado ao longo da temporada, voltou a realizar uma exibição muito competente na baliza do conjunto beirão. Apesar de um Tondela personalizado no Estádio do Dragão, o FC Porto foi criando algumas oportunidades na primeira parte, mas o guardião brasileiro mostrou-se sempre seguro para manter a baliza a zeros. Bernardo acabaria mesmo por defender uma grande penalidade de Alan Varela ao minuto 37’. Já na segunda parte, perante um FC Porto mais incisivo, não conseguiu travar os remates de Gabri Veiga e Victor Froholdt, que deram origem aos dois golos da noite.
Gabri Veiga: O médio espanhol entrou no início da segunda parte para o lugar de Rodrigo Mora e inaugurou o marcador ao minuto 47’, após uma boa combinação com Deniz Gul. Gabri Veiga trouxe a energia que faltava ao corredor central e ao processo ofensivo dos dragões, destacando-se pela capacidade de baixar para receber, pressionar e aparecer em zonas de finalização, como fez no lance do primeiro golo.
Victor Froholdt: O médio dinamarquês voltou a brilhar no Estádio do Dragão com mais uma exibição de grande nível. Reconhecido pela capacidade de pressão e intensidade no meio-campo, Victor Froholdt acrescenta ainda chegada à área, com movimentos de rutura e incursões de trás para a frente que o tornam um jogador extremamente completo no sistema de Francesco Farioli. O médio apontou o segundo golo dos dragões ao minuto 66’.
Rony Lopes: O avançado de 30 anos desempenhou um papel híbrido na equipa orientada por Gonçalo Feio. Com bola, Rony Lopes recuava para funcionar como terceiro médio (falso avançado) e sem bola, posicionava-se como o elemento mais adiantado, integrando a primeira linha de pressão com os extremos. Sobretudo na primeira parte, cumpriu bem a função, apesar da vigilância de Alan Varela. Embora o Tondela tenha criado poucas oportunidades, foi importante na ligação entre setores ao longo do encontro.

