Na antevisão ao jogo com o Rio Ave, César Peixoto exigiu o máximo esforço à equipa para manter vivo o sonho europeu. O treinador aproveitou também para agradecer a mobilização dos adeptos gilistas para esta partida.
A três jornadas do fim da Primeira Liga, a luta pelo 5.º lugar, que dá acesso às competições europeias, está ao rubro entre o Famalicão (atual 5.º classificado, com 51 pontos) e o Gil Vicente (6.º lugar, com 49 pontos). Apesar da curta distância pontual na tabela, o treinador gilista, César Peixoto, desvaloriza o embate do adversário direto frente ao Benfica e aponta todas as baterias à deslocação a Vila do Conde.
Questionado sobre o impacto que o resultado do Famalicão pode ter nas contas europeias, o técnico minhoto foi perentório em afirmar que o foco tem de estar exclusivamente na sua equipa.
«Se nos distrairmos a olhar para o lado as coisas não vão correr bem. (…) Se não ganharmos o nosso jogo não adianta de nada. Estou preocupado com o jogo em Vila do Conde, perante o Rio Ave, boa equipa com bons jogadores, que já me dá dor de cabeça. Não vou olhar para o lado», assegurou.
Reconhecendo as dificuldades e a evolução tática do Rio Ave na segunda volta, César Peixoto alertou que a equipa terá de ser dinâmica e competitiva, recorrendo mesmo a uma citação de Rui Borges, técnico do Sporting, para definir a atitude necessária em campo:
«Pode uma vez ou outra as coisas não correrem bem. A inspiração pode não estar lá, como diz o treinador do Sporting, mas a transpiração está sempre».
A sublinhar o excelente momento da equipa e a esperança numa qualificação europeia está a forte mobilização dos adeptos, sendo esperados cerca de 800 gilistas em Vila do Conde – um marco histórico para o clube.
«Ficamos satisfeitos, é um ânimo extra e uma responsabilidade também. (…) Acreditam e acreditam bem porque esta equipa dificilmente os deixa ficar mal», concluiu o treinador.



