Filipe Martins foi o mais recente entrevistado pelo Bola na Rede. O treinador português recordou ligação ao Estrela da Amadora.
Filipe Martins foi entrevistado pelo Bola na Rede e passou em revista vários dos momentos da carreira. O treinador português recordou percurso no Estrela da Amadora e admitiu que viveu o clube de forma diferente, pelo impacto emocional de treinar o clube do coração.
«Se calhar a noite mais mal dormida que eu dormi até hoje, no futebol, foi quando perdemos esse jogo em casa com o Famalicão por 3-0. Porque eu não sentia só a equipa que eu estava a treinar. Aquilo para mim era uma responsabilidade muito grande. Ninguém naquele clube queria mais ganhar do que eu. Portanto, custou-me bastante essa passagem, mas também foi uma aprendizagem. De pensar um bocadinho mais antes de dizer que sim, porque nem pensei. Quando a minha mulher deu por mim, já era treinador do Estrela. Já tinha apertado a mão e, curiosamente, passado um dia, liga-me outro clube da Primeira Liga, no meu dia de anos».
«Não tinha assinado. Aliás, o presidente esteve em minha casa e voou para o Brasil com o diretor desportivo, na altura o José Faria, e só mais tarde é que assinámos. Poderia ter ido para outro clube, que eu sabia que era um projeto onde iria ter outro tipo de condições. E não fui, porque já tinha dado a minha palavra e não iria romper a corda. Claramente, o Estrela da Amadora foi basicamente isso. Decisão mal pensada da minha parte e eventualmente até da parte do presidente do Estrela, só ele é que o pode responder. A minha única grande mágoa que fica com o presidente do Estrela foi ele não ter sido capaz de me chamar e dizer “Filipe, fizeste o teu melhor ou podias ter feito melhor”. Tinha todo o direito de o fazer. Mas eu queria uma conversa direta comigo e não uma conversa paralela».
Lê a entrevista de Filipe Martins na íntegra.

