Álvaro Pacheco analisou o playoff da Primeira Liga e respondeu à questão do Bola na Rede. Casa Pia venceu Torreense no jogo decisivo.
Álvaro Pacheco fez o rescaldo da vitória do Casa Pia diante do Torreense por 2-0 na segunda mão do playoff. O Bola na Rede esteve no Estádio Municipal de Rio Maior e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos gansos.
Lê também a pergunta e resposta de Luís Tralhão, treinador do Torreense.
Bola na Rede: Chegou ao Casa Pia já com a época a decorrer e sabe-se que, muitas vezes, quando os treinadores entram nos clubes nesta situação, o objetivo passa primeiro por estabilizar e só depois meter a marca. Que balanço faz destes meses e onde sente que defensivamente, ofensivamente e do ponto de vista estrutural o Casa Pia mais pode crescer na próxima temporada?
Álvaro Pacheco: Não é fácil entrar a meio com mudanças. Tivemos de ter uma capacidade de nos adaptar e conhecer rapidamente o plantel e as necessidades da equipa. Na altura, pela minha leitura, senti que tínhamos de melhorar defensivamente, sendo mais compactos defensivamente. Também é mais fácil a nível do treino. É mais fácil treinar o processo defensivo que o ofensivo. Foi por aí a nossa estratégia. Acho que a equipa foi crescendo nesse sentido ao longo da época. Com bola também cresceu, mas não cresceu à velocidade que eu pretendia e que eles têm capacidade. Às vezes é o momento e são as necessidades. No jogo, quando estás a implementar uma ideia, há sempre sensações e emoções. Essas sensações e emoções podem ajudar ou refutar o crescimento de uma ideia. O mais importante, e disse-o aos meus jogadores, foi a resiliência que eles tiveram. Mostraram sempre uma abertura muito grande em abraçar os desafios que lhes eram lançados. Mesmo nos momentos de dificuldade mantivemo-nos unidos e acho que o Casa Pia foi sempre a crescer. Acabámos com uma capacidade ofensiva muito alta e a criar muitas oportunidades de golo, mas pecámos na finalização. Na parte final, tivemos de arranjar um espanhol [Gaizka Larrazabal] para começar a fazer golos e sermos felizes.

