5 reforços ideais para o FC Porto 26/27

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Ainda faltando mais de um mês para encerrar o mercado de transferências de verão, as equipas ainda estão a tempo de reforçar o plantel. Umas das mesmas com últimos retoques, outras com mais reforços de peso. O caso do FC Porto enquadra-se relativamente em ambas.

É certo que os dragões têm um plantel com qualidade para revalidar o título de campeão alcançado na última época. No entanto, é também uma realidade que os dragões venceram com pouca vantagem os rivais (pontos, futebol praticado e estatísticas) e necessitam de um plantel mais recheado para a nova temporada. Isto, porque além do desafio de chegar ao bicampeonato, vai haver a disputa da UEFA Champions League e restantes provas internas que a equipa de Francesco Farioli naturalmente quer vencer.

Olhando para o que ficou do plantel da época passada, existem posições e setores do campo a necessitar de novos elementos. Na defesa, apesar da baliza (se Diogo Costa não sair) e centro estarem bem entregues, as laterais precisam de um reforço no mínimo. O meio-campo ficou sem um pilar importante após o fim da experiência de Fofana na Invicta e uma boa alternativa fará falta.

No ataque, os extremos são a posição a necessitar de novos desequilibradores e o centro do ataque parece mais pacífico com a entrada de André Silva a juntar a Deniz Gul, enquanto Samu não regressa. Também na eventualidade de jogadores do FC Porto poderem ser vendidos a qualquer momento, se surgir uma boa proposta, aqui ficam cinco jogadores que ajudariam os dragões a ficaram ainda mais fortes para 2026/27.

5.

Oswin Appollis
Fonte: Orlando Pirates

Oswin Appollis – O FC Porto necessita de soluções para as alas do ataque, visto que só William Gomes e Oskar Pietuszewski apresentam uma junção de provas dadas de dragão ao peito com margem de manobra para o futuro, além da qualidade de ambos. Pepê está a entrar na fase descendente da carreira, Borja Sainz não demonstrou ser uma solução que desse garantias em toda a linha e jovens como André Miranda, Duarte Cunha e Tiago Andrade são ainda opções “verdes”.

Oswin Appollis deu um salto na última época no futebol sul-africano. Após a mudança do Polokwane City para o Orlando Pirates, realizou a sua melhor época até hoje (11 golos e nove assistências em 37 jogos) e foi um dos eleitos para representar a seleção da África do Sul no Mundial 2026 (em que fez quatro jogos). Tem 24 anos e atua tanto no lado direito como no lado esquerdo do ataque (mais frequente).

É um extremo que tem um estilo mais explosivo de aceleração, desequilibra no um para um e gosta de partir da linha para o meio, com vista a criar oportunidades de golo. Poderia ser uma solução de peso para desbloquear jogos com resultado apertado.

4.

Rodrigo Pinheiro Famalicão
Fonte: Tiago Cruz/Bola na Rede

Rodrigo Pinheiro – Um dos pontos mais débeis do FC Porto 2025/26 foi as laterais da defesa. Alberto Costa fez uma boa época, mas nunca foi capaz de manter a chama que demonstrou no início. Martim Fernandes mostra ser uma solução regular e sabendo jogar à direita ou à esquerda, mas nunca a deslumbrar. No lado esquerdo, Francisco Moura não é uma solução muito querida por parte dos adeptos, sendo até bastante contestada. Já Zaidu é bastante irregular do ponto de vista físico, apesar de ser uma boa segunda opção e ter um espírito que ajuda dentro do grupo de trabalho. São necessárias novas soluções neste setor.

Com a sua formação repartida entre o Vitória SC e FC Porto, Rodrigo Pinheiro deu um salto significativo no FC Famalicão. Na última época ao serviço dos famalicenses, o lateral direito esteve entre os cinco jogadores que chamaram mais a atenção (três golos e duas assistências em 29 jogos). Tem 23 anos e poderia criar uma concorrência forte a saudável a Alberto Costa no lado direito da defesa, enquanto Martim Fernandes faria mais o seu papel como solução do lado esquerdo juntamente à solução que permanecesse no plantal (Moura ou Zaidu).

É um jogador que demonstra competência ao serviço da sua equipa e com disponibilidade física para o que for necessário. Dá amplitude ao corredor em que atua, cruza bem e já demonstrou ser uma solução capaz tanto a pressionar os adversários como a iniciar as transições. Está num período feliz para entrar num grande conjunto como o dos campeões nacionais.

3.

Darío Osorio
Fonte: Midtjylland

Dário Osorio – Ainda relacionado ao dossiê dos extremos, era muito interessante ter uma outra alternativa diferente da já proposta anteriormente. Dário Osorio seria uma solução desse calibre.

Oriundo do Chile, mas a jogar na Dinamarca há três anos, Osorio deu um salto nas últimas épocas ao serviço do Midtjylland (23 golos e 16 assistências em 112 jogos). Com 22 anos, alto (1,84 cm) e esquerdino, atua mais do lado direito do ataque (embora saiba jogar à esquerda igualmente).

É já um jogador evoluído a nível técnico e seguro no seu papel, com criatividade e até imprevisível no que irá fazer a primeiro ou a segundo toque. Sendo competente no extremo onde atua, entre linhas mostra visão de jogo, bom na condução de bola e a rematar. Acrescentaria muito ao ataque do FC Porto e é uma opção a não perder.

2.

Mathias de Amorim Famalicão
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Mathias de Amorim – Apesar do meio-campo ter sido um dos pontos mais fortes do FC Porto campeão 2025/26, há margem para algumas mudanças e renovações, com vista a não se tornar torneável ou previsível. Sendo que opções como Froholdt e Rosario deverão permanecer de “pedra e cal” no Dragão e a chegada de Hwang In-beom trará mais consistência ao lado defensivo do meio-campo, fica por ver melhor o lado mais ofensivo.

Olhando às opções atuais de Francesco Farioli refletidas durante a última época e ao próprio sistema em que a equipa joga, há jogadores que dificilmente se encaixam devidamente, como é o caso de Rodrigo Mora, Stephen Eustáquio e Vasco Sousa. Opções como João Teixeira e Tiago Silva ainda serão secundários e rodar noutro clube seria uma boa opção. Embora sejam opções de primeira linha no plantel, a nível financeiro não seria de recusar boas propostas por Alan Varela, Gabri Veiga e até mesmo Mora. Tal abriria espaço no plantel e de recursos para novas soluções.

O projeto do FC Famalicão tem dado ao futebol português excelentes jogadores e entre os atuais, Mathias de Amorim é um dos mais valiosos e com uma margem evolutiva extraordinária (cinco golos e duas assistências em 33 jogos de 2025/26). Com 21 anos, formação feita no Bordéus e duas boas épocas nos famalicenses, o médio centro teria muito a oferecer ao jogo portista. Sabe associar o momento defensivo ao momento ofensivo do jogo, sabe participar bem na circulação de bola, atua de forma competente tanto sem bola como em momentos de pressão e sabe pautar a velocidade de jogo para o que é necessário no momento.

Libertando Froholdt para tarefas mais ofensivas, Mathias de Amorim seria um “box to box” perfeito, ajudando em tarefas defensivas e de transição, tal como ainda apareceria no ataque para um passe certeiro ou um remate. O FC Porto adquiri-lo era preservar o futuro em português e ter um dos futuros médios da seleção nacional.

1.

Fonte: Tiago Cruz/Bola na Rede

Gustavo Sá – Na linha da sugestão anterior, esta seria uma opção tão ou mais forte. Se além de resultarem bastantes dispensas no meio-campo portista, saírem mais do que um jogador relevante, esta opção então será imprescindível para o reconstruir.

Com 21 anos e três épocas regulares e promissoras do serviço do FC Famalicão, Gustavo Sá é dos jovens jogadores mais promissores do futebol português. Estando sob observação de muitos emblemas, o FC Porto tem a possibilidade única de se chegar à frente e adquirir este “limãozinho” enquanto ainda está cheio de sumo.

É um médio moderno que conhece todos os momentos do jogo, sabe ocupar os espaços no meio-campo adversário, é produtivo através do passe (incluindo o último passe) e sabe recuperar bolas. Relevante será também mencionar que no processo ofensivo, tem o dom de contribuir para construção de jogo através de passe e visão e de ainda aparecer num momento chave para o concluir, não necessariamente com um remate, mas com uma assistência para um colega. Seria a contratação de verão.

Jorge Afonso
Jorge Afonso
O Jorge apaixonou-se pelo futebol num dérbi em Alvalade e nunca mais largou. Licenciado em Comunicação Social e mestre em Ciência Política, vive entre estatísticas, memórias épicas e o encanto de equipas como o Barça de Guardiola ou a França de Zidane.

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