Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, traçou ponto de situação do futebol português. Declarações durante o Portuga Football Summit.
Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, falou de centralização, de polémicas e do estado do futebol português. As declarações foram prestadas numa conferência durante o Portugal Football Summit.
«Prevemos até ao final do ano estar vendido, máximo fim de janeiro. Até março fim do dossier e até fim da época, fim dos direitos internacionais. A correr bem, fechado até ao final do ano».
«Este modelo foi aprovado pelas sociedades desportivas, Liga e Federação. Nestes 17 meses, o grande dossier era a centralização. Falámos com vários operadores e possíveis interessados. Quanto mais falamos, maior o reconhecimento. Quem está tem interesse, Sport TV, TVI e os outros querem estar. Se não estão, querem estar. O mesmo para os operadores internacionais. Acreditamos num final feliz. Noutras ligas, foi preciso dezenas de anos para atingir o equilíbrio e a boa imagem de meses. Isto com pouco ruído. O mais importante é vender bem e que sintam que no final do dia, quem diz que não vale, o mercado quer. A minha vida é empresarial e não há nada tão transversal como o futebol. Todos gostam de futebol. Também é justo dizer que não tinha a noção do esforço e da criatividade para pôr de pé o espetáculo do futebol. Aos presidentes e equipas, reconhecer qualidade e criatividade. A casa do futebol profissional, a Liga Portugal, é o principal formador do projeto desportivo do país. Temos centenas de jogadores nas melhores ligas mundiais e europeias e centenas de treinadores. Há que reconhecer o trabalho feito. Não há futebol sem jogadores, treinadores e árbitros, mas sem público, não é igual. Foi gratificante o ano passado constatar mais de 4,5 milhões de adeptos em estádio. Passadas sete jornadas, já passaram mais de 700 mil adeptos. Na segunda Liga, temos a maior média de sempre. Na Primeira Liga, cerca de 49,5% das taxas de ocupação. Números bonitos e gratificantes. As ocorrências negativas baixaram quase 40% e ainda vai baixar mais. Trabalho feito em conjunto com as sociedades desportivas, estruturas e forças de segurança».
«Polémicas e contestações à arbitragem? Tudo o que é ruído não ajuda. Não vou comentar situações sobre escrutínio da justiça. Nos 22 atletas mais quatro árbitros, 26 agentes desportivos em campo, se formos fazendo um acompanhamento de cada um, será justo dizer que quem menos falha são árbitros. Todos falham, como eu. A maior confiança na nossa arbitragem. Que se deixe trabalhar. Que se esclareça e clarifique, queremos paz e transparência total. Se alguém tem de ser penalizado que seja. Se alguém cria ruído, que também seja penalizado. Quem não tem razão para dizer e provoca ruído injusto deve ser penalizado. Os ativos do futebol profissional são superiores a 2 mil milhões, contribuíram mais de mil milhões para o PIB, 6 mim e tal colaboradores, 300 mil euros de impostos diretos. Devemos contribuir para o bem, fazer bem ao outro. Estamos cá de passagem na vida e nos cargos. Eu não sou presidente, eu estou presidente. Quero contribuir para o todo».
«O ruído que se falou da arbitragem, nas nossas conversas e diálogos com sociedade desportiva, é comum o interesse no futebol e no bem-comum. Dos 100%, pegamos no ruído e fazemos disso uma maioria. O futebol tem largamente pessoas de bem. A relação e compromisso de todos em promover o futebol e aumentar o número de adeptos é total. Queríamos não cobrar um centavo em multas. Sentimos deles um compromisso e estamos convencidos de que faremos coisas bonitas em conjunto. Queremos mais adeptos e um comportamento melhor em não prejudicar o clube».
O Bola na Rede está presente no Portugal Football Summit. O evento decorre na Cidade do Futebol entre os dias 23 e 25 de setembro de 2026.
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