Bruno Baltazar, treinador do Radomiak Radom, na Polónia, descreveu as qualidades e o potencial do alvo do Benfica, Marcel Regula.
O Benfica surgiu como um dos clubes interessados em Marcel Regula, internacional sub-21 polaco que têm sido um dos destaques no campeonato do seu país. Em declarações à A Bola, Bruno Baltazar, técnico do Radomiak Radom, da Polónia, descreveu as características do jovem extremo e o potencial que pode atingir, fazendo a comparação a Oskar Pietuszewski, do FC Porto:
«É promissor, foge um pouco ao estereótipo polaco. Na seleção joga como referência ofensiva, no clube atua como extremo-direito, mas sinceramente não o vejo como extremo. É difícil perder uma bola, finaliza bem com os dois pés e tem faro de golo. A comparação com Pietuszewski é inevitável. Pietuszewski é mais explosivo».
De seguida, referiu que a sua produtividade no último terço é um forte indicador da sua margem de progressão:
«Obviamente que tem potencial. Um jovem que consegue impor-se e marcar golos — 6 golos e 3 assistências em 27 jogos — numa liga tão física como a polaca, tão exigente… tem um perfil interessante».
Relativamente à adaptação ao futebol português, Bruno Baltazar voltou fazer uma comparação com a situação de Oskar Pietuszewski, reforçando que não vê Marcel Regula a ter um impacto imediato no Benfica:
«Pietuszewski é mais explosivo e tem no FC Porto uma almofada importante: Bednarek e Kiwior. Regula chegaria com 19 anos a um nível de exigência que nunca teve e acredito que dificilmente poderia ter um impacto imediato. Mas pode ser um projeto interessante a médio/longo prazo. Tem margem de progressão, mas, honestamente, impacto imediato tenho dúvidas. Mas é muito interessante, repito».
Por fim, o técnico abordou o crescimento da Liga Polaca e a quantidade de talentos que tem produzido:
«Sinceramente, estou impressionado com a envolvência dos jogos, os estádios cheios, a qualidade das infraestruturas e com as transmissões televisivas, que são muito superiores às de Portugal. Os jogadores polacos estão a fugir do paradigma da fisicalidade, com estes miúdos a aparecer que são fortes fisicamente, mas também tecnicamente virtuosos. Começa a surgir uma nova geração, e Marcel e Pietuszewski são exemplos. Também há uma nova geração de treinadores, mais despertos para um futebol mais pensado. Acho que estão no caminho certo. E em termos físicos o campeonato é muito exigente. Treinei no Championship, em Inglaterra (no Nottingham Forest), e faço a comparação, é muito semelhante».



