Braga ataca arbitragem e dá exemplos do jogo contra Sporting

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O Braga publicou um longo comunicado, assinado pelo presidente António Salvador. Há várias críticas à arbitragem.

O Braga ataca a arbitragem. Num comunicado oficial, assinado pelo presidente António Salvador, os minhotos sublinharam um «balneário confuso face aos critérios de arbitragem» e deram exemplos específicos, com lances do jogo com o Sporting. O jogo terminou 1-1 na Primeira Liga.

«Em Alvalade, a VAR Cláudia Ribeiro desvalorizou, no mesmo lance (15’), agarrões de Maxi Araújo a Vítor Carvalho e de Hjulmand a Lagerbielke, impedindo-os de disputar uma bola que seguia na direção dos seus movimentos. A evidência das camisolas esticadas – que de resto é comum ao lance sancionado já no período de compensação final – é validada nuns casos e ignorada noutros, motivando a tal confusão de treinadores e jogadores, que o SC Braga reclama ver esclarecida com objetividade».

«Reforçando a sua confiança no sector, na sua liderança e no seu quadro de árbitros, o SC Braga não abdica de uma arbitragem com coerência e com critério, também no capítulo disciplinar, onde este domingo – como noutras jornadas – foi notória uma confusão indisfarçável e que explica as não expulsões de Morita (5’ e 21’) e Debast (49’ e 80’). Urge, pois, que a nova era comunicativa do sector (que o SC Braga saúda) seja coincidente com uma era de mais rigor e mais critério», acrescenta de seguida.

O Braga aponta ainda que a «tarefa dos árbitros e vídeo-árbitros» é «amplamente dificultada pelo terrorismo comunicacional indissociável de três clubes e da sua amplificação no espaço público e mediático».

Eis o comunicado oficial do Braga na íntegra:

«Concluída a 8.ª jornada da Liga Betclic, que encerra também um ciclo das competições de clubes e que coincide até com uma importante cimeira de debate e discussão sobre o futebol (Portugal Football Summit), entende o SC Braga ser oportuno endereçar três preocupações a dirigentes e entidades com responsabilidades diretas em outras tantas áreas estratégicas.

A resposta pronta e objetiva a estes três tópicos é crítica para que o Clube e os seus sócios e adeptos possam avaliar quem de facto está comprometido com a melhoria do futebol português e com a sua crescente competitividade e valorização.

1 – O SC Braga acompanha o seu treinador Carlos Vicens, que no final do jogo deste domingo deu nota de um balneário confuso face aos critérios de arbitragem. Há duas semanas, em Guimarães, o VAR Rui Costa alertou o árbitro António Nobre para um possível agarrão sobre um jogador que não estava na zona de ação e que dificilmente teria qualquer interferência na jogada. Analisado o lance no monitor, decidiu o árbitro pela marcação de uma grande penalidade, assim sinalizando-se claramente que haveria instruções precisas nesse sentido por parte da cúpula do sector e que tais ações seriam sempre sancionadas.

Estranhamente, a liderança parece confundir arbitragem com arbitrariedade, já que este domingo, em Alvalade, a VAR Cláudia Ribeiro desvalorizou, no mesmo lance (15’), agarrões de Maxi Araújo a Vítor Carvalho e de Hjulmand a Lagerbielke, impedindo-os de disputar uma bola que seguia na direção dos seus movimentos. A evidência das camisolas esticadas – que de resto é comum ao lance sancionado já no período de compensação final – é validada nuns casos e ignorada noutros, motivando a tal confusão de treinadores e jogadores, que o SC Braga reclama ver esclarecida com objetividade.

Reforçando a sua confiança no sector, na sua liderança e no seu quadro de árbitros, o SC Braga não abdica de uma arbitragem com coerência e com critério, também no capítulo disciplinar, onde este domingo – como noutras jornadas – foi notória uma confusão indisfarçável e que explica as não expulsões de Morita (5’ e 21’) e Debast (49’ e 80’). Urge, pois, que a nova era comunicativa do sector (que o SC Braga saúda) seja coincidente com uma era de mais rigor e mais critério.

2 – O Clube compreende que a tarefa dos árbitros e vídeo-árbitros esteja amplamente dificultada pelo terrorismo comunicacional indissociável de três clubes e da sua amplificação no espaço público e mediático.

À data presente, o balanço das mudanças recentemente operadas e da anunciada nova era do nosso futebol só pode ser um: o ambiente à volta do jogo e dos seus protagonistas não melhorou, antes piorou.

O nível da discussão recuou décadas e já vai na contabilidade dos vermelhos, dos verdes e dos azuis em cargos de poder, chegando ao cúmulo da inusitada revelação de supostas reuniões de mapeamento cromático.

Se há momentos nos quais as lideranças se revelam, eis-nos perante um deles.

Em defesa da arbitragem e de todo o edifício do futebol, a FPF tem um de dois caminhos: ou revela, imediatamente, mão firme perante a desordem instalada; ou será corresponsável por tudo o que advenha da crescente toxicidade que se tem permitido a alguns clubes e dirigentes.

3 – O SC Braga, a sua equipa técnica e o seu plantel deram na última semana uma prova cabal do seu compromisso, do seu empenho e da sua qualidade. Com a presente tomada de posição, o Clube não pretende enjeitar responsabilidades sobre a sua classificação, mas a esse propósito é também fundamental e urgente que algo seja feito em prol da competitividade do nosso futebol, que aliás reclamámos há vários anos.

É caricato que uma equipa com o histórico de duas décadas que o SC Braga tem, repetidamente com performance na Europa League e até com três presenças na Champions, a última das quais em 2023/24, tenha de realizar seis jogos para garantir acesso à segunda prova europeia. A perda de valor do nosso futebol, hoje ameaçado de ultrapassagem pela Bélgica, tem merecido sucessivos alertas ignorados, mas que é impossível continuar a calar.

O atual 7.º lugar de Portugal no ranking UEFA forçou o 4.º classificado da nossa Liga a iniciar a sua temporada a 17 de junho. Em Alvalade, o SC Braga cumpriu o 16.º jogo oficial da época, ou seja, o dobro dos desafios efetuados pela grande maioria dos clubes da Liga Betclic. A sólida campanha europeia que o Clube tem feito, em benefício de Portugal, implica um custo e passa fatura.

A excelente visão da Liga Portugal com a anunciada Meta 2028 tem de passar do plano das ideias para o plano da ação, sob pena de o nosso País desperdiçar uma oportunidade de ouro para recuperar e conservar um lugar no top 6 europeu. É hora de o Presidente da Liga usar as ferramentas ao seu dispor, com a centralização e os quadros competitivos à cabeça, para que de uma vez por todas o nosso futebol evolua com aqueles que o querem melhor e mais forte.

Perante a enorme oportunidade, quiçá irrepetível, que temos pela frente, não pode haver hesitações nem tibiezas. Chegou o momento de a Liga Portugal tomar e assumir as opções que vão condicionar o futebol profissional para as próximas décadas.

O Presidente do SC Braga».

Diogo Lagos Reis
Diogo Lagos Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 8 de Portugal. Depois de ter estudado na Universidade Católica e tirado mestrado em Barcelona, o Diogo está a seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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