Carlos Carvalhal foi anunciado como o novo treinador do Famalicão e deixou as primeiras declarações na apresentação oficial.
Carlos Carvalhal foi apresentado como o novo treinador do Famalicão e falou pela primeira vez desde o regresso aos bancos. O técnico começou por deixar uma palavra de apreço a Hugo Oliveira, destacando a disponibilidade do antigo treinador para transmitir todas as informações necessárias sobre o clube:
«Antes de mais, uma palavra para o trabalho feito pelo Hugo e pela equipa técnica. Fizeram um trabalho excelente, tanto foi excelente que foram para um clube muito bom em França. Reflete o excelente trabalho que fizeram. Também agradecer publicamente pelo facto de ter falado comigo e ter-se disponibilizado para dar todas as informações que eventualmente eu necessitasse. Obviamente não fazemos rotura total. Vamos aproveitar tudo o que entendemos que estava bem feito e tentar criar a nossa matriz dentro do que foi bem feito e tentar em determinadas coisas melhorá-las e tentar fazer diferente, mas numa linha de continuidade num primeiro momento. Se calhar vai ser visível nos jogos-treino que vamos fazer que vai haver coisas diferentes. Senão, não fazia sentido estarmos aqui».
Carlos Carvalhal explicou ainda as razões que o levaram a aceitar o convite do Famalicão, destacando o potencial do plantel e a ligação pessoal que mantém à cidade:
«É um prazer grande treinar o Famalicão. Há várias razões pelas quais digo isto. A primeira, já conheço o presidente há muitos anos, já conversámos várias vezes, já almoçámos entre amigos, dou os parabéns pelas instalações de excelência que o clube tem neste momento. Conheço o André [Vilas Boas], trabalhámos juntos no Rio Ave e ficámos amigos, é uma pessoa de elevada competência. As aquisições nunca falham. E no fundo toda a estrutura de todo o clube. Segundo motivo, sem dúvida é um clube que tem paixão, que tem adeptos que vibram que gostam do clube. O João Mário, meu adjunto, foi jogador cá e disse que as pessoas gostam muito do clube. É importante para nós. Se fizermos um historial, tudo o que foi feito e bem feito tem a ver com a alma do clube. Não temos receio de nos ligarmos aos adeptos de forma a que estejam do nosso lado. Terceiro ponto importante, também pelo facto de ter uma equipa de jovens com elevado potencial. Têm vontade de jogar, de vencer, de evoluir. Temo-nos sentido confortáveis a fazer evoluir os jogadores e as equipas e vamos conseguir aqui. Por último, o meu pai tem demência, infelizmente, e é de Famalicão, metade do meu sangue é de Famalicão. Nasceu em Brufe, ainda agora temos aqui família, primos do meu pai. Passei muito tempo na altura da minha infância aqui em Famalicão a visitar tios do meu pai e também os primos e fiquei muito satisfeito quando pude dizer ao meu pai que vinha para aqui. ‘Vais para Famalicão?’. Ficou todo contente, é muito importante no meu íntimo, é algo que vou transportar toda a época. Tem perceção do que se vai dizendo e gostava muito de dar-lhe uma alegria grande e vou fazer tudo o que está ao meu alcance para o deixar ainda mais contente no final da época».

