Carlos Vinícius, ex-avançado do Benfica, relembra a sua passagem pelo clube da Luz e refere que é um dos melhores clubes do mundo.
Carlos Vinícius, avançado de 31 anos do Grémio, relembrou com carinho a sua passagem pelo Benfica. O brasileiro chegou aos encarnados na época 2019/20 por 17 milhões de euros vindo do Nápoles, tornando-se na altura a terceira contratação mais cara do clube. Apesar de ter sido o melhor marcador do campeonato ao lado de Pizzi e Taremi, com 18 golos, o avançado não se manteve no clube da Luz por muito tempo e em entrevista à Liga TV declarou:
«Já tinha passado pelo Real Sport Clube e pelo Rio Ave, já tinha um pouco de entendimento daquilo que era o Benfica, da grandeza que é. O Benfica – só quem esteve lá dentro sabe do que estou a falar – é um dos maiores clubes do mundo, não só de Portugal».
Carlos Vinícius explicou a sua opinião e o impacto que teve ao conhecer o Seixal e a pressão da Luz:
«Quando vamos ao Estádio da Luz fazer as questões de contrato e vemos aquele estádio, dá logo aquele impacto e aquela certeza: “Uau, agora estamos aqui num clube grande.” E isso confirma-se quando vamos ao Seixal e começamos a viver aquilo. Chega, a confirmação de que realmente estamos num grande. É até difícil de explicar os ambientes da Luz em dias de jogos. Para o Benfica ganhar em casa 1-0 não chega. O Benfica entra sempre nas competições com o pensamento de ir até às finais, até na Champions. Isso faz com que se crie ali responsabilidade, tensões, pressões, mas é do jogo. É o clube que defendemos».
O avançado abordou a hierarquia dos companheiros de posição na época e como foi a experiência de ser orientado por Bruno Lage:
«Bruno Lage é uma pessoa de coração puro, verdadeiro naquilo que são as palavras. No primeiro dia, no primeiro contacto que tive com ele, chamou-me à sala e disse assim: ‘Estás preparado para ser suplente? Porque quando tu estiveres preparado para ser suplente é que tu vais ser titular.’ Ele é diferente. Chegou o Raul de Tomás e já havia o Seferovic. Tinha na minha cabeça que precisava de aproveitar os tais 5 minutos que me iriam dar. Sabia que tinha de ser humilde nesse tempo de suplente. E, no fundo, consegui ser o melhor marcador dessa época.»
Carlos Vinícius recordou algumas memórias de balneário e revelou uma história inusitada de Rafa Silva, colega de equipa e atual jogador do Benfica:
«É difícil de explicar, ele vive a vida. Antes do jogo da Supertaça contra o Sporting, o Rafa disse: ‘Ah, vamos jogar depressa esse jogo, f…, devia estar agora a comer um McDonald’s e a jogar videojogos.’ Ele rebentou com o jogo. Ganhámos por 5-0 e ele foi dos melhores em campo. O Rafa é top.»
O jogador, que em 2017 se encontrava na segunda divisão do campeonato goiano, no Brasil, confessou que ponderou desistir do futebol antes da oportunidade de rumar a Portugal, numa chance de «tudo ou nada.» Sobre a perda do campeonato de 2019/20 para o FC Porto afirmou:
«Vamos ao Dragão com a chance de ficar com dez pontos de vantagem. É difícil explicar realmente o que é que foi, o que é que se passou ali. É difícil e até frustrante porque com sete de avanço perdemos o campeonato com oito de atraso.»
Após a passagem pelo Benfica, jogou pelo Tottenham, PSV, Fulham e Galatasaray, antes de voltar para o Brasil. Nos Spurs cruzou-se com o atual treinador do clube encarnado, José Mourinho, e classificou o facto de trabalhar com o Special One como um «privilégio máximo».
Atualmente no Grémio orientado por Luís Castro, Carlos Vinícius conquistando os adeptos gaúchos, pois é o melhor marcador do Brasileirão, soma 24 golos em 37 jogos pelo clube e foi um dos principais responsáveis pela conquista do campeonato estadual.

