Bruno Fernandes antevê o Portugal x RD Congo. Seleção Nacional estreia-se esta quarta-feira pelas 18h00 no Mundial 2026.
Bruno Fernandes faz a antevisão ao Portugal x RD Congo, jogo que marca a estreia de ambas as seleções no Mundial 2026. O duelo está marcado para esta quarta-feira, dia 17 de junho, pelas 18h00 e é referente à primeira jornada.
«A melhor seleção de sempre é a que ganha e espero que no final seja assim. Temos um grupo muito forte, mas além das individualidades somos um grupo coeso e muito forte e, por isso, especial. O sonho está lá, não é proibido, mas o foco principal é o jogo de amanhã. Se queremos ser intitulados como a melhor seleção portuguesa de sempre, temos de pensar primeiro no próximo passo e não muitos passos à frente», começou por referir Bruno Fernandes.
Bruno Fernandes foi questionado sobre a situação de Rúben Dias:
«Não há nenhum jogador que não esteja preparado. Todos acreditamos que estamos preparados incluindo o Ricardo Velho. Sabemos que há jogadores mais falados do que outros, que estão em clubes de maior nome, mas isso não tira a qualidade dos outros jogadores. Acreditamos uns nos outros. O Rúben é importante para nós e logo veremos se está disponível».
Bruno Fernandes falou sobre o seu número de jogos nesta temporada:
«Obviamente eu espero que seja benéfico, para mim no facto de que possa ajudar a minha seleção, estando melhor, estando mais fresco, assim espero. Não que não me tenha sentido bem em outras alturas em outras competições, mas obviamente tendo menos minutos, tendo menos jogos nas pernas, eu acho que qualquer jogador que chega aqui com, com bastante jogos mas não tantos como muitos outros e com o pouco tempo de descanso que eles tiveram para poder agora estar aqui espero que isso possa fazer alguma diferença não só da minha parte mas todos aqueles que na nossa seleção tiveram menos minutos que outros e que quando seja preciso que as nossas pernas possam estar um bocadinho mais frescas do que as dos nossos adversários».
Bruno Fernandes foi questionado sobre o tema praia:
«O Matheus já respondeu a isso, mas volto a frisar: foi algo que já estava planeado, algo que faz parte da adaptação. Se não estivéssemos na praia, teríamos de estar fechados no quarto de hotel, o que provavelmente não é o melhor para a questão física. Pelo facto de não termos tanta capacidade dentro do hotel para fazer mobilidade, para nos mexermos, para andar um bocado e também para ter momentos de grupo, momentos em que podemos criar para além de boas memórias um bom ambiente de grupo, com algumas brincadeiras, algumas palhaçadas, momentos mais tranquilos que serão importantes, mas nós estamos habituados a que qualquer coisa que façamos seja vista por alguns de maneira positiva, por outros de maneira negativa».
«O que eu quero deixar também de mensagem para o nosso povo e para vocês também em geral é que nós estamos a fazer de tudo para que cheguemos ao jogo de amanhã na melhor forma para representar o país da melhor forma. E acreditem que tudo aquilo que nós estamos a fazer, incluindo as idas à praia, são para o benefício daquilo que será a condição física de todos os jogadores, para que possamos também descansar da melhor maneira. Poder ajustar os horários da melhor maneira e também adaptar ao sol, como o Mateus falou. Nós em Manchester não vemos sol muitas vezes, por isso é importante também termos essa adaptação», prosseguiu Bruno Fernandes.
Bruno Fernandes falou sobre o jogo com a RD Congo:
«É uma seleção muito capaz, com muita qualidade, onde tem jogadores que, maioritariamente, jogam nas grandes ligas. Podem não ter nomes tão sonantes como a nossa seleção, mas tem nomes bastante conhecidos e com carreiras muito boas. Merece todo o nosso respeito. São uma seleção bastante física defensivamente, que tanto pode jogar com uma linha de cinco como com uma linha de quatro. Têm muito boa capacidade de transição pela capacidade dos médios deles conduzir bola e também pela velocidade que têm na frente. Mas nós, mais do que isso, sabemos daquilo que somos capazes, daquilo que temos de fazer defensivamente para não dar muitas oportunidades. Reação à perda da bola, quando assim acontecer tem de ser muito forte e principalmente tentar controlar o jogo com bola porque somos bastante capazes disso e de criar muitas oportunidades. E depois, finalizá-las, se possível, da melhor maneira».
Bruno Fernandes falou sobre jogar com Vitinha e João Neves:
«Sinto-me bem, porque o nosso meio-campo é repleto de qualidade. O João, o Vitinha, o Bernardo, o Rúben Neves, o Samu. São todos eles jogadores que acrescentam algo diferente à nossa seleção. Obviamente não vou entrar pela questão dos três jogadores porque não sei se vão jogar os três, não sei se assim o mister vai decidir ou não. Mas o que eu sei é que independentemente de todos os nomes que eu falei, qualquer um deles jogar, eu acho que a seleção está bem servida. E como eu disse do Congo, há sempre nomes mais sonantes, outros menos sonantes, mas todos são importantes. E na nossa seleção não há diferença entre ser o melhor jogador da Premier League ou o bicampeão europeu, porque olhamos para todos da mesma maneira, olhamos para todos nós com a sensibilidade de saber que o nosso colega que está ao lado quer jogar na posição onde nós estamos a jogar, mas ao mesmo tempo está lá para nos ajudar e para dar o melhor pela nossa seleção. Por isso, prefiro não entrar por aí. Espero que Portugal, independentemente do 11 que jogar, não só do meio-campo, tenha o melhor 11 do mundial».
Bruno Fernandes foi questionado sobre o Mundial 2006, primeiro Mundial em que Cristiano Ronaldo esteve:
«Como eu disse, para todos nós nesta seleção, creio que quase todos crescemos a ver o Cristiano jogar, e para nós é uma honra tê-lo tão perto agora connosco e poder jogar com ele. Acho que também há nervosismo do lado dele, porque obviamente é jogar um Mundial pela sua seleção e acho que todos sabemos o carinho e o apaixonado que ele é por jogar por Portugal. E eu acho que ele está muito entusiasmado também, como em todos os outros que já jogámos, e nós estamos todos aqui preparados para o ajudar e ajudar Portugal a chegar o mais longe possível».
Bruno Fernandes falou sobre Diogo Jota e André Silva:
«É muito importante para nós. É alguém que esteve no grupo durante tanto tempo, alguém com quem joguei nos sub-21 durante muito tempo e depois viemos para a seleção principal quase ao mesmo tempo. Joguei muito contra ele na Premier League. Acho que toda a gente já falou sobre ele. É difícil falar sobre isso agora porque nesta altura serão sempre palavras elogiosas, mas a realidade é que o Diogo era um excelente colega de equipa, muito terra a terra, muito apaixonado pelo que podia fazer pelo nosso país e pelo futebol em geral. Obviamente, ele continua a ser parte do nosso grupo. Não apenas ele, mas também trazemos connosco um pouco do irmão dele, porque não nos podemos esquecer que, infelizmente, não foi apenas o Diogo. O irmão dele estará igualmente nos nossos pensamentos».



