Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 olhou para a liderança.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador olhou para a questão da liderança e dos líderes do balneário.
«Não vamos pôr isto tudo na idade. A idade, como eu disse, traz coisas muito boas e tem outros desafios, mas a maturidade penso que é a palavra mais apropriada. Pode haver jogadores mais velhos com pouca maturidade, pode haver jogadores mais novos com muita maturidade. Nós queremos essa maturidade dentro da seleção, mas a irreverência também é importante. Soltar a nossa magia, o nosso talento também exige um ambiente propício para isso. Queremos estimular as duas coisas, mas sempre dentro de uma ordem e um sentido de responsabilidade. É para isso que nós estamos a fomentar cada vez mais estes princípios e não é difícil. Exige contacto próximo, mas exige também regras e regulamentos que têm de ser cumpridos».
«É um desafio que nós queremos dentro do nosso balneário: lideranças. Cada vez mais vai ser importante. Este foi um ano crescimento e para o próximo vai ser fundamental. Não é assim tão fácil, são dois anos para formar um grupo, são dois anos para formar lideranças. Isto exige presença, a liderança exige estar. Não pode ser uma liderança só de vir vez em quando. Temos que criar um espaço, criar líderes, responsabilizá-los por exercer essa autoridade e os outros também respeitarem as lideranças, mas acima de tudo para um bem comum, que é o bem de todos, do grupo. Queremos ser um grupo cada vez mais forte, disciplinado, e como disse, com um sentimento de pertença, um sentimento leve. Mas depois chegamos ao jogo e temos de estar a mil».
«Nós temos três capitães de equipa definidos neste momento. Poderá haver mais capitães no futuro. Neste momento temos o Mateus Fernandes, o Gustavo Sá e o Gabriel Brás, três capitães. E como eu digo, a importância deles também vem da presença, têm de estar presentes no estágio. Temos o Tiago Gabriel, que ontem envergou pela primeira vez a braçadeira, o João Carvalho também envergou pela primeira vez a braçadeira. Ainda não estão nomeados capitães de equipa, mas são jogadores com um perfil também muito interessante, naquilo que são os valores, os princípios e a presença deles na seleção. O Tiago e o João têm sido constantes. Temos de criar lideranças e autonomia também dentro do grupo».
Lê toda a entrevista de Luís Freire.

