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Mateus Fernandes confessa: «Sinto que em Portugal se tenta criar uma distância entre o jogador e adepto»

Rodrigo Lima · 2 min

Mateus Fernandes no Southampton
Foto: Southampton FC

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Mateus Fernandes esteve no podcast «Entrelinhas» e recordou alguns momentos marcantes da sua, ainda curta, carreira profissional.

Mateus Fernandes esteve no podcast «Entrelinhas» e recordou alguns momentos marcantes da sua, ainda curta, carreira profissional.

Mateus Fernandes marcou presença no podcast «Entrelinhas» e abordou algumas experiências pelas quais passou ao serviço do Sporting, Estoril e Southampton. O médio português começou por comparar a forma de trabalhar de Ruben Amorim e Álvaro Pacheco:

«O míster Álvaro Pacheco tem uma maneira de treinar muito diferente da do míster Ruben Amorim. Não sei se é melhor ou pior. É diferente. Com o míster Álvaro, os treinos dele duram 30/40 minutos. E estava habituado ao míster Ruben de ser muito detalhado, de um treino se calhar de duas horas e de ir mesmo ao pormenor. Chego ao Estoril, habituei-me ao ambiente e depois chega o míster Vasco Seabra e tive o cuidado de ir ver que jogadores ele tinha treinado na minha posição. Ele foi a pessoa mais importante nesse ano para mim».

O agora jogador do Southampton relembrou um episódio de Ruben Amorim com Eduardo Quaresma:

«Pensei, se não jogo no Estoril, como vou jogar no Sporting?. O meu objetivo sempre foi voltar ao Sporting para jogar. Lembro-me de uma conversa do míster Ruben para o Eduardo Quaresma, quando ele veio do Tondela, que ele disse assim se não jogas no Tondela, como é que queres jogar no Sporting? Isso ficou-me na cabeça até hoje. Até sei onde foi, onde o Quaresma estava, onde o míster estava. E pensei isso. Comecei por ganhar ritmo, andamento, confiança e um jogador assim vai para além das suas expectativas. Um jogador começa a ganhar o gosto por aquilo que faz. E correu tudo muito bem».

O médio de 20 anos comparou o futebol português ao inglês no que toca à relação entre jogador e adepto:

«Sinto que em Portugal se tenta criar uma distância entre o jogador e adepto. Por vários motivos e não sei se é o correto. E em Inglaterra temos a situação de que metemos o carro num sítio fora do estádio, temos um passeio onde estão os adeptos e somos quase obrigados a estar com eles, assinar, tirar umas fotos, estar com os adeptos, porque isso é importante. O futebol vive dos adeptos, porque se não houver adeptos o futebol perde a sua graça. É importante os adeptos saberem que os jogadores importam-se com eles».

Mateus Fernandes confessou o ambiente mais especial que experienciou na Premier League:

«Ambiente mais especial em Inglaterra? Arsenal. Gostei muito do estádio, é gigante, o ambiente fora do estádio conta com muitas pessoas. Aquela parte de Londres pára totalmente, só vês vermelho e branco e acho que foi esse. O do City não é mau, mas não foi aquilo que esperava. Na Premier League são estádios com mais emoção»

Rodrigo Lima

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