Mikael Silvestre garantiu que a FIFA está em busca de formas de castigar jogadores que falem com a boca tapada.
Mikael Silvestre, antigo defesa que ficou conhecido pela sua passagem pelo Manchester United, faz parte da Comissão de Jogadores da FIFA e foi questionado sobre o alegado caso de racismo envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni.
O gaulês afirmou que estão a ser preparadas medidas para jogadores que falem com a boca tapada, em declarações à Sky Sports:
«Estamos a tentar encontrar formas de sancionar jogadores que estão a falar enquanto tapam a boca, porque uma coisa é falar sobre táticas com os nossos colegas de equipa ou ter uma discussão casual, mas claramente havia ali ódio entre os jogadores. Especialmente de um para o outro. E talvez seja necessário sancionar este tipo de comportamento, quer quando se coloca as mãos à frente da boca ou quando se cobre com a camisola, como ele fez. Portanto, estas coisas precisam de tempo, porque também precisamos de falar com os árbitros, o que podem fazer e o que não podem fazer. Portanto, é um trabalho em curso, mas pelo menos há um momento em que toda a gente está consciente».
Ainda assim, Mikael Silvestre admitiu que será complicado provar que Gianluca Prestianni foi racista para com Vinícius Júnior:
«O Kylian Mbappé apresentou-se e disse que ouviu claramente o que o jogador disse. Neste caso, pelo menos, podem-se obter testemunhos. Mas o facto é que também é difícil. É basicamente difícil para o árbitro ter provas do que está a acontecer para a investigação, fazer tudo tão rapidamente porque o jogo da segunda volta é daqui a sete dias. E se se provar que algo é realmente verdade, então o jogador não deve poder jogar, deve ser suspenso, deve ir para um programa educativo porque este tipo de comportamento não é possível».
Recordar que o Real Madrid venceu o Benfica por 1-0 na primeira-mão do acesso ao playoff de acesso aos oitavos de final da Champions League.

