Nica Panduru passou pelo Benfica e pelo FC Porto na transição do século. O antigo avançado recordou passado nos dois clubes.
Nica Panduru chegou a Portugal em 1995 para representar o Benfica e, em 1998, mudou-se para o FC Porto, onde fez um percurso menos vistoso, deixando o clube em 2022. Em entrevista ao jornal O Jogo, o antigo avançado recordou o passado nos dois clubes.
«Passaram 24 anos desde que saí de Portugal. Gostava de voltar, mas não tem sido possível. Eu cheguei jovem com 25 anos, era a primeira vez que saía da Roménia e não foi fácil. Não sou de pensar muito no que aconteceu, talvez, se tivesse jogado mais no FC Porto, a minha história em Portugal teria sido outro. Mas foi esta a minha carreira, não posso recuar e fazer diferente. Foi o que tinha de ser», contou o avançado, antes de falar no sentimento pelo Benfica.
«Joguei em dois grandes clubes e não esqueço o Salgueiros também. No Benfica ainda marquei bastantes golos e no FC Porto foram poucos jogos em comparação. Isso deixa-me mais perto de sentimentos do Benfica», destacou Nica Panduru.
Desafiado a retratar o passado dos dois clubes, Nica Panduru destacou a supremacia azul e branca na altura e as grandes modificações que se sucediam de forma constante nas águias.
«O FC Porto ganhava praticamente sempre nessa altura. No meu período do Benfica, o rival foi campeão quatro vezes e eu cheguei a tempo de participar no pentacampeonato. Era tudo muito diferente, porque o FC Porto tinha, de facto, muito maior estabilidade, mantinha o seu elenco e acrescentava poucos. O Benfica era tudo gente nova de ano para ano, dois presidentes e quatro ou cinco treinadores. Tudo mudava de um dia para o outro, era difícil fazer algo e, muito menos, ganhar ligas. A equipa do FC Porto era, realmente, dominante», vincou o antigo avançado, agora comentador, que estará de olho no Clássico desta noite.
O FC Porto x Benfica joga-se esta noite, dia 20 de setembro, a partir das 20h30, num Clássico a contar para a sétima jornada da Primeira Liga. Lê a antevisão do jogo.



