Nuno Mendes e Nélson Semedo marcam presença na conferência de imprensa deste sábado. Portugal bateu a Croácia e enfrenta Espanha nos oitavos.
Nuno Mendes e Nélson Semedo estiveram presentes em conferência de imprensa deste sábado, no seguimento da vitória de Portugal frente à Croácia. A Seleção Nacional inicia assim a preparação para o embate com Espanha nos oitavos de final do Mundial 2026.
Nuno Mendes começou por responder às declarações de Lamine Yamal:
«Já vi o vídeo. É óbvio que é um jogador que tem muita qualidade. Vamos jogar agora um contra o outro e é um bom duelo, gosto de jogar contra ele. É um jogador novo, com muita qualidade e que pode fazer a diferença no jogo. Por isso, acho que vai ser um bom duelo».
De seguida, relembrou a vitória sobre Espanha na Liga das Nações:
«Não nos baseamos nisso, foi um jogo que correu bem naquela altura. Mas agora estamos no Mundial e quem perder vai para casa. Estamos focados ao máximo neste jogo».
Questionado se Espanha é o adversário mais forte que Portugal já enfrentou neste Mundial, respondeu:
«Podemos dizer que sim. Em termos de nome é a maior que vamos enfrentar mas depois pode ser um jogo mais difícil ou mais fácil. Na teoria, pensamos que vai ser um jogo difícil como são todos os outros. É assim que temos de pensar».
Nuno Mendes agradeceu o apoio dos adeptos em Toronto:
«Não é normal, parecia que estávamos em Portugal. É muito bom para nós distrair um bocadinho, os adeptos estão a dar-nos um apoio enorme e isso foi muito importante para nós. Sentimo-nos mais confortáveis e muito contentes por ter recebido toda aquela ovação».
O defesa-lateral voltou a abordar o embate com Lamine Yamal:
«Vai ser um duelo muito difícil, com uma equipa muito complicada que sabe ter bola e nós também queremos isso. Vai ser muito mais importante o jogo coletivo que o individual. Se defendermos bem e conseguirmos que a bola não chegue ao Lamine, acho que isso é um bom começo. Primeiro o coletivo, e o individual acaba por vir ao de cima».
Questionado sobre a cidade de Toronto, Nuno Mendes revelou:
«Tivemos algumas horas (em Toronto) e aproveitei para comer um açaí e passear um pouco com os meus colegas. Aproveitar, apanhar ar livre e espairecer um bocadinho».
Sobre a atual condição física, depois de uma temporada exigente, referiu:
«Tem sido uma época muito complicada, com muitos jogos. Mas acho que estamos a fazer uma boa gestão e temos mais dois dias para recuperar e meter tudo o que temos para pôr o plano de jogo em prática».
O internacional português respondeu também a Marc Cucurella, que elegeu-o como o melhor lateral-esquerdo do Mundo:
«É sempre bom ouvir esse tipo de elogios. Fico contente como é obvio. Quando joguei contra o Chelsea falámos um bocadinho. Uma excelente pessoa também».
Nuno Mendes abordou também o aumento da intensidade dos jogos nas eliminatórias do Mundial:
«Temos tempo para recuperar, temos feito uma boa gestão. Em relação aos jogos, é igual para as duas equipas. Quem tiver bola corre menos, acho eu, por isso é isso que tentamos fazer: ter bola, controlar o jogo de inicio ao fim e poder marcar golos, que é o mais importante».
Falou também sobre o que é preciso repetir para voltar a bater a Espanha:
«Se pudéssemos repetir o resultado era bom. Esse jogo já passou, agora é um jogo diferente numa competição diferente. Temos de encarar da mesma forma, mas tentar fazer um bocadinho melhor do temos feito até agora. Acho que podemos e temos capacidade para isso. É o nosso objetivo melhorar a cada jogo e cada treino e pretendemos fazer isso daqui para a frente».
De seguida, Nélson Semedo começou por responder a uma questão sobre a campanha histórica de Cabo Verde no Mundial 2026:
«Acompanhei o torneio de Cabo Verde e acho que, independentemente do resultado de ontem, Cabo Verde venceu. Fez uma grande campanha, mostrou que, á semelhança de Portugal, é um país pequeno mas com qualidade enorme e a crença que mostraram foi incrível. Fico muito feliz por terem-nos representado dessa maneira e dar os parabéns. E agradecer, acima de tudo».
Em antevisão ao jogo frente a Espanha, o defesa-lateral referiu:
«Enfrentamos (Espanha) com muita confiança. Sabemos o plantel que temos, um plantel muito bom. Vamos jogar contra uma grande seleção também. Mas com muita confiança, sabendo a qualidade que temos. Sabemos o que temos de melhorar e os erros que temos de corrigir. Temos mais dois dias para preparar o jogo e estamos confiantes em nós mesmos».
Questionado quem venceria numa corrida contra Nuno Mendes, Nélson Semedo respondeu:
«Ganhava o Nuno de certeza. Ele é muito rápido, é novo também. Tem ali uma botija de oxigénio que nunca mais acaba. Ás vezes quando acaba o jogo pergunto-lhe como é que ele consegue dar esse seguimento ao rendimento fisico dele. Ele tem mostrado nos jogos o quão poderoso é fisicamente e temos de aproveitar isso porque é uma mais-valia para nós».
Nélson Semedo falou ainda sobre o alívio nas críticas à Seleção Nacional:
«As críticas é sempre bom haver. Independentemente de termos ganho ou não, vai sempre haver críticas. Mas eu acho que o mais importante é nós sermos críticos com nós mesmos e sabermos o que temos de melhorar. É o que temos feito e vamos continuar a fazer, porque só assim teremos margem para melhorar como equipa. Tirámos muitas coisas boas do jogo (contra a Croácia), sabemos que o próximo é um jogo bastante complicado. Uma final antecipada, porque são duas equipas que poderiam facilmente estar na final. Acho que vai ser um jogo bonito e espero que dê para Portugal».
O internacional português analisou o plantel de Espanha:
«A equipa de Espanha é uma grande equipa. O Lamine (Yamal) é um grande jogador e tem um potencial enorme, mas acho que nos forcarmos só no Lamine vamos ter problemas. Porque eles têm jogadores titulares e no banco que podem fazer a diferença e nós sabemos disso, por isso temos de estar alerta com todos os jogadores. Respeitando a Espanha, temos de nos focar em nós, saber o que temos de fazer, ter as ideias claras quando entrarmos em campo e dar-mos tudo de nós. Só assim será possível passar uma equipa como Espanha e tenho muita confiança que o podemos fazer».
Relembrando a vitória na Liga das Nações, referiu:
«Não haverá favoritismo neste jogo. São duas equipas muito boas, que têm muita qualidade. Por isso, acho que vai ser um jogo equilibrado. No último jogo acabámos por ir a prolongamento e penáltis, e acabámos por ganhar o jogo. Espero que o resultado volte a acontecer. Sofrer faz parte e temos de saber sofrer para chegar à final. Se me dissesses que teria de sofrer para ganhar o jogo assinava aqui e agora. Temos de saber sofrer quando for pra sofrer e saber jogar quando for pra jogar. Só assim é que conseguiremos ganhar».
Questionado se se sente preparado para potencialmente integrar o onze inicial, Nélson Semedo afirmou:
«Sinto-me ‘a bater à porta’, mas para ajudar Portugal da maneira que for. Seja 10 minutos, meia hora ou 90 minutos. O importante é cada um dar o melhor para que Portugal possa continuar a ganhar e chegar o mais longe possível. Obviamente que nós temos um grupo grande e com muita qualidade. Toda a gente está preparada para jogar. Tivemos agora o Gonçalo que jogou pouco tempo mas deu tudo de si e foi determinante para ajudar Portugal».
Nélson Semedo abordou também a hipótese de Portugal se afirmar como candidato à conquista do Mundial com uma vitória sobre Espanha:
«O importante para já é ganhar o jogo. Temos que jogar este campeonato jogo a jogo. Agora é a Espanha e estamos confiantes porque sabemos da nossa qualidade. Sabemos também da qualidade do adversário, sabemos o que temos de melhorar. Depois o jogo vai-se decidir no campo. Temos de manter os pés no chão, porque já tivemos muitas equipas que eram teoricamente mais pequenas e conseguiram dar passos grandes nesta competição».
De seguida, voltou a abordar o embate com Lamine Yamal, referindo que não se chegou a cruzar com o jovem espanhol no Barcelona:
«Penso que não, ele era muito jovem. Como já tinha dito é uma equipa muito forte e Lamine é uma arma muito forte para eles. Sabemos que pode ser determinante. Mas do nosso lado já mostramos que temos plantel para competir com eles e é isso que vamos fazer».
Por fim, abordou a experiência em Toronto:
«Tivemos algumas horas para ver a cidade. Saí com alguns colegas, diverti-me, apanhei ar fresco e foi uma boa experiência. É a primeira vez que estou aqui. Foi bom ver tantos portugueses também, tanto no hotel como aqui (centro de treinos)».



