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Pedro D’Oliveira responde ao Bola na Rede: «Percebemos que a grande diferença para as equipas lá de cima não tem a ver com a parte física ou técnica»

Márcio Francisco Paiva · 2 min

Pedro D'Oliveira Sintrense
Foto: Ana Beles / Bola na Rede

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O FC Porto eliminou o Sintrense na terceira ronda da Taça de Portugal. O Bola na Rede fez uma pergunta a Pedro D'Oliveira.

O FC Porto eliminou o Sintrense na terceira ronda da Taça de Portugal. O Bola na Rede fez uma pergunta a Pedro D’Oliveira.

O FC Porto venceu o Sintrense por 3-0 na terceira ronda da Taça de Portugal. No final da partida, Pedro D’Oliveira, treinador do Sintrense, respondeu uma questão do Bola na Rede.

Podes ver AQUI a pergunta a Vítor Bruno – e a respetiva resposta.

Bola na Rede: Pergunto-lhe pelas principais dificuldades para defender o FC Porto. O Vítor Bruno falava que esperava um bloco mais baixo e daí o Iván Jaime e o Fábio Vieira, ambos por dentro, algo que não costumamos ver tanto. Ainda assim, parece algo que na primeira parte o Sintrense conseguiu minimamente controlar, na segunda parte surgem mais golos. Pergunto-lhe se foi só o desgaste ou não e como foi lidar com essa mobilidade do FC Porto e com as alterações táticas?

Pedro D’Oliveira: Tudo o que foi a preparação do jogo do ponto de vista tático foi difícil. Perceber quem é que ia jogar, se pés fechados, se pés abertos na linha, e essa dificuldade demorou no início a encaixar. A partir daí tivemos coragem para perceber como era possível anulá-los como se fossem uma equipa da nossa realidade. Depois há especificidades que vamos desacreditado ao longo do jogo, é normal. Do ponto de vista tático tínhamos dinâmicas diferentes consoante a largura que davam o Galeno e o [Gonçalo] Borges. Queríamos que o Chiquinho acompanhasse sempre o Borges para não dar o 1X1 do Galeno sobre o lateral, com o Iván [Jaime] a vir mais baixo. Do lado esquerdo queríamos um bocadinho mais de coragem do Pipas para saltar na construção a um homem fora, o Dias saltar e acompanhar a rotura por dentro. Sempre que não o fizemos eles chegaram. Era difícil termos índices do que era a concentração nos 45′, mas acaba por ser uma aprendizagem. Percebemos que a grande diferença para as equipas lá de cima não tem a ver com a parte física ou técnica. Estive na distrital, vi golos de 40 metros e pontapés de bicicleta, tem muito a ver com o tempo de execução e pensamento. Olhamos para o FC Porto e vemos a comunicação, a assertividade nesses momentos e é completamente diferente. Com a maior humildade possível, desfrutámos ao máximo e vamos levá-lo para o nosso campeonato

Márcio Francisco Paiva

Redação Bola na Rede · ver artigos