O Sporting venceu o Moreirense em jogo da 23.ª jornada da Primeira Liga. Rui Borges respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Rui Borges analisou o triunfo do Sporting frente ao Moreirense por 3-0 na 23.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos leões.
Lê também a questão colocada a Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense.
Bola na Rede: O Sporting entrou muito forte, sobretudo através das incursões pelo corredor esquerdo, com o Luís, o Maxi e até o próprio Trincão a aparecerem nessas zonas. O Moreirense, a meio da primeira parte, conseguiu equilibrar o jogo, mas na segunda parte o Sporting voltou a entrar com intensidade, muito ativo nos corredores. Gostava de lhe perguntar como foi gerindo o momento ofensivo nesse corredor esquerdo, tendo em conta que o Dinis era o lateral mais projetado do Moreirense?
Rui Borges: É simples para mim explicar, porque era algo que já estávamos à espera, tendo em conta o primeiro jogo em Alvalade. Nós melhorámos um pouco na segunda parte porque fomos mais dinâmicos com bola, não parámos tantas vezes a bola, e vou explicar o porquê. Se nós ganhamos superioridade de um lado, temos que insistir nela. Até eles se adaptarem, nós temos que ir lá outra vez. E o que estava a acontecer à nossa esquerda e à direita do Moreirense? O Teguia estava com dúvidas nas marcações, já tinha acontecido o mesmo em Alvalade. O Dinis, num primeiro momento, fechava o espaço interior e dava muito espaço na largura para a tomada de decisão, fosse do Maxi, fosse do Luís Guilherme. Quem não estivesse na largura tinha de rasgar, porque quem acompanhava esse rasgo, maioritariamente, era o médio e não tinha capacidade para acompanhar os nossos dois homens da esquerda. Era muito por aí essa dinâmica e nós estávamos a consegui-la na primeira parte. Era chegar com mais gente à área. Acabámos por fazer o golo do Trincão dessa forma, com o Trincão a aparecer na zona do penálti. O Geny e um dos médios que estivesse perto tinham de aparecer lá, porque estávamos a ter essa superioridade à esquerda, dava-nos espaço para cruzamentos e tínhamos de chegar com mais gente. Se era essa a nossa superioridade e que estávamos a ganhar, tínhamos de explorar. E ao intervalo foi só tentar perceber que era para insistir nisso, mas a bola tinha de andar mais rápido. Quando atraíamos à direita, quando rodávamos, tínhamos de ir à largura. Na primeira parte, o que às vezes estava a acontecer é que a bola estava na direita, o Inácio e o Diomandé prendiam e só depois é que iam buscar. E esses segundos deixam a equipa adversária ajustar. Já não saltava, em alguns momentos, o Dinis e já estava mais tranquilo o Moreirense. Por isso, quando atraíamos à direita e rodávamos rapidamente à esquerda, o Dinis tinha uma distância grande para percorrer e para encurtar e nós ganhávamos espaços para acelerar. Era um pouco por aí, foram leituras que fomos tendo. Foi algo que aconteceu em Alvalade, porque jogou o Teguia também e deu essa dúvida à nossa esquerda.

