Tiago Gouveia, extremo formado no Benfica e atualmente emprestado ao Nice, abordou o período de incerteza que atravessou recentemente no clube encarnado.
Tiago Gouveia, formado no Benfica e atualmente emprestado ao Nice, falou sobre as dificuldades e dúvidas que viveu nos últimos meses enquanto ainda estava ligado ao clube encarnado.
«Em 10 minutos ou 15 minutos, sempre tive aquele dilema: Ok, jogo simples e caio nas graças e [eles pensam] ‘ok, ele jogou simples, não perdeu as bolas, está tudo bem e é um jogador confiável para a equipa’, ou vou assumir os riscos e se calhar em duas bolas que eu tenho em 10 minutos, perco as duas a tentar assumir riscos e eles depois cortam-me porque eu em duas bolas não consegui passar por ninguém. Esse foi um dilema com o qual eu me deparei durante muito tempo e era algo que me comia a cabeça porque eu não sabia muito bem o que fazer. Para mim, a minha vida [no Benfica] dependia sempre daqueles 10 ou 15 minutos em que eu entrava em campo porque ou eu fazia alguma coisa de especial para poderem olhar para mim de maneira diferente, ou eu não fazia nada e também não olhavam para mim de maneira nenhuma», afirmou o jogador português.
Tiago Gouveia também abordou a evolução de Schjelderup no Benfica, destacando que a confiança e a continuidade foram essenciais para o seu crescimento, sublinhando que o espaço para errar acabou por ser decisivo no sucesso do jovem jogador.

