O antigo jogador e atual treinador Xavi Hernández falou sobre futebol atual, destacou jogadores que admira, e jogadores com a forma de jogar similar.
Xavi Hernández, antigo internacional espanhol e ex-treinador do Barcelona, falou sobre o futebol atual numa conversa com o antigo internacional Romário, onde destacou alguns dos melhores médios da atualidade, incluindo um jogador português.
Conhecido pela visão de jogo e capacidade de gestão em campo, Xavi explicou que valoriza médios capazes de decidir com poucos toques na bola e controlar o ritmo do jogo, características que marcaram a sua carreira.
«Está Pedri, Vitinha, Mac Allister… Há três ou quatro que para mim são os melhores porque entendem o futebol de forma coletiva. Também está Frenkie de Jong, que para mim é bastante subvalorizado. Joga de uma maneira muito parecida com a minha»
Atualmente sem clube desde que deixou o comando técnico do Barcelona no final da temporada 2023/2024, o treinador recordou também a sua passagem pelo banco do clube catalão. Durante a conversa, não poupou elogios a Neymar, apontando o brasileiro como um dos jogadores mais talentosos com quem se cruzou.
«O que vi de Neymar na primeira semana dele connosco foi o mais próximo que vi de Messi. Nunca vi um jogador tão próximo de Messi como quando ele chegou ao 21 anos ao Barça. Tivemos oportunidade de o trazer de volta, mas não se concretizou, porque o fair-play financeiro restringiu-nos severamente. Foi um período extremamente difícil e não havia lugar para o Neymar nos nossos cálculos económicos»
Xavi destacou ainda Lamine Yamal, jovem que ele lançou na equipa principal do Barcelona, afirmando que tem tudo para fazer história no futebol.
«É um predestinado. Um génio do futebol. Já é o melhor ou pelo menos um dos melhores jogadores do mundo neste momento. Agora tudo depende do seu estado de espírito e do seu desejo de fazer história. Está tudo nas mãos dele»
O técnico espanhol de 46 anos, afirmou ainda o panorama internacional, apontando alguns favoritos para o Mundial 2026.
«Brasil pode ser campeão. Em primeiro lugar, porque tem o Ancelotti, um treinador que faz os jogadores melhorarem, e, em segundo lugar, porque o Brasil impõe-se num Mundial. Tem bons jogadores. O Ancelotti compete sempre. Para ele, o Brasil é o favorito. Os outros favoritos são a Espanha, a Argentina, a França e Portugal. A Alemanha parece-me menos forte. A Inglaterra também pode dar o salto»

