«A nossa bandeira é a qualidade dos textos» – Entrevista BnR com Mário Cagica Oliveira

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Em dia de aniversário, o Bola na Rede quis reviver com os seus leitores um percurso recheado de histórias e peripécias e foi ao encontro do seu fundador, Mário Cagica, para uma conversa descontraída e revivalista. Da origem na rádio à passagem para a web, o ainda diretor do projeto explicou, de fio a pavio, este panzer de fazer jornalistas que caiu como uma bomba na comunicação social em Portugal. Qual máquina de guerra, encontrou nas adversidades da pandemia forças para se reinventar e foi nesta altura que alcançou os melhores resultados em dez anos de vida. Está dado o tiro de partida!

-Início do Bola na Rede-

«Depois do João [Benedito] a porta já estava aberta e foi tudo mais fácil»

Bola na Rede: Quem é o Mário Cagica, fundador e proprietário do Bola na Rede?

Mário Cagica: O Mário é uma pessoa que quis lutar muito por este projeto e que, numa primeira fase, olhava para o Bola na Rede como um hobby, que surgiu naturalmente com a ESCS FM, a rádio da Escola Superior de Comunicação Social.

Bola na Rede: Como nasceu a ideia?

Mário Cagica: Por acaso, a ideia não nasceu connosco. Foi do Óscar Góis, que era o coordenador de desporto da rádio. Como ele sabia que eu gostava particularmente de desporto, liga-me no meu primeiro verão enquanto aluno da ESCS e diz-me que vai haver um programa de desporto “Prepara um programa a teu gosto, propõe-me e vamos com isso para a frente”. Falei com mais três pessoas, fiquei como moderador para desenrascar a situação e foi assim que aconteceu.

Bola na Rede: 28 de outubro de 2010 marca o arranque deste projeto. Lembras-te deste dia?

Mário Cagica: Mais ou menos. Lembro-me da gravação do programa. Aliás, como foi gravado, já o tínhamos feito antes de ir para o ar. O Bola na Rede é precisamente o programa que inaugura a ESCS FM – um orgulho para nós. Éramos quatro amigos, todos estudantes de jornalismo e, como já disse, era o moderador; depois havia um comentador pertencente a cada um dos três grandes. Como era um projeto tão à vontade e sem pressões, a malta começou a gostar de ouvir e de nos acompanhar. Tivemos um crescimento progressivo e isto foi bom para que o nosso percurso fosse em crescendo e sustentado.

Bola na Rede: Do que falavam nas primeiras emissões?

Mário Cagica: Temas da atualidade. Riamo-nos muito e divertíamo-nos muito a gravar. Ainda tremíamos um bocadinho com o microfone à frente.

Bola na Rede: Tem-las guardadas?

Mário Cagica: Tenho de procurar, mas devo ter algumas.

Bola na Rede: Qual era a duração dos programas?

Mário Cagica: Cerca de uma hora cada programa.

Fonte: Arquivo Pessoal

Bola na Rede: Nessa jornada conseguiram levar a estúdio nomes relevantes do panorama desportivo nacional. Como eram as abordagens?

Mário Cagica: Eram “Vamos arriscar, procurar emails na internet – não tínhamos base de contactos alguma”. Abordávamos jogadores no Facebook e muitas vezes nem “visto”. Calha o dia em que enviei um email para o João Benedito e ele responde-me “Olá, Mário. Claro que sim. Fica com o número do meu assessor e pede-lhe autorização, mas diz que eu aceito”. Eu nem sabia o que era ligar a um assessor, mas ficou marcado e foi muito giro salvo a parte dos nervos, porque eram muitos. O João foi cinco estrelas, estava muito bem-disposto e, depois, até decidimos arranjar uma lembrança e fizemos uma t-shirt do BnR para lhe dar. Depois do João, a porta já estava aberta e foi tudo mais fácil. A seguir foi o Madjer, depois o Jorge Andrade e por aí fora.

Miguel Ferreira de Araújo
Miguel Ferreira de Araújohttp://www.bolanarede.pt
Um conjunto de felizes acasos, qual John Cusack, proporcionaram-lhe conciliar a Comunicação e o Jornalismo. Junte-se-lhes o Desporto e estão reunidas as condições para este licenciado em Estudos Portugueses e mestre em Ciências da Comunicação ser um profissional realizado.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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