«Saída do Benfica? Soube pela televisão. Não foi fácil» – Entrevista BnR com Quim

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– Imperador em Bracara Augusta –

“Acredito que, mais ano, menos ano, o Braga será campeão nacional”

BnR: Porque é que voltas a Braga?

Q: Como foi público que não ia ficar no Benfica, passados poucos dias ligou-me o Presidente do Braga, a perguntar-me se queria voltar. Não pensei duas vezes: o Braga para mim foi tudo e adoraria ter terminado lá a carreira. Era o meu objetivo quando saí do Benfica.

BnR: A lesão no tendão de Aquiles, contraída ainda durante a pré-época, levou-te a ponderar terminar ali a carreira?

Q: Algumas pessoas quiseram que eu pensasse nisso. Não digo que foi propositado; fizeram-no porque a lesão era tão complicada que, para meu bem, tentaram “alertar-me” que seria difícil continuar a jogar ao mesmo nível. Mas disse para mim mesmo “Não! Isto vai passar-me, vou trabalhar para voltar a jogar!”. Não me fiquei, não me dei por vencido e, felizmente, consegui – apesar de, dois meses após ser operado, ter tido uma recidiva e ter de voltar a ser operado, que me deixou praticamente um ano sem jogar.

BnR: É nessa altura, de maior stress, que deixas de fumar.

Q: Os médicos do clube aconselharam-me a fazê-lo, porque fumar prejudicava a recuperação.

BnR: Regressas à competição na época seguinte e assumes-te como titular indiscutível na equipa de Leonardo Jardim. Já se lhe antevia qualidade para outros voos?

Q: Lembro-me que existiam algumas dúvidas acerca da qualidade do mister Leonardo quando chegou a Braga, apesar da boa réplica no Beira-Mar, mas que ficaram desfeitas após essa época. Tinha uma grande qualidade, não só como treinador, mas também como pessoa. Conseguiu pôr um grupo de jogadores, titulares e suplentes, a lutar pelo mesmo objetivo; tinha mão neles todos.

Fonte: SC Braga

BnR: Na última época ao serviço dos minhotos, pese embora percas o estatuto de titular absoluto, és determinante na conquista da Taça da Liga. Foi este o acionar do gatilho que faltava ao Braga para se assumir de vez como candidato ao título de todas as provas internas?

Q: Acredito que sim. Quando regressei ao Braga, era tudo muito diferente de quando fui para o Benfica… quando saí, o clube já estava a subir, mas, quando voltei, deparei-me com um clube que já podia ser considerado “grande”. Ainda sou do tempo em que o Braga lutava para não descer. Consegui apanhar o clube em crescendo, as várias fases, que culminaram num Braga a lutar pelos primeiros lugares e pela Europa, mas faltava sempre um título. As pessoas sabiam que o mais difícil seria o primeiro e, quando conquistámos essa Taça da Liga, sentimos isso. Foi muito importante para o clube ter conquistado esse troféu. Acredito que mais ano, menos ano, o Braga será campeão nacional.

BnR: Para fechar o capítulo Braga, não posso deixar de perguntar se tens remorsos por ter tirado ao Hulk a possibilidade de repetir o golo de Roberto Carlos frente ao Tenerife com uma defesa impossível.

Q: Essa foi daquelas defesas que não consigo explicar, que saem (…) tive a felicidade de tocar na bola e desviá-la para cima, porque em lances daqueles tocamos na bola e ela vai para dentro da baliza. Não estava à espera que o Hulk fosse pô-la na baliza. É uma defesa que fica na memória.

Miguel Ferreira de Araújo
Miguel Ferreira de Araújohttp://www.bolanarede.pt
Um conjunto de felizes acasos, qual John Cusack, proporcionaram-lhe conciliar a Comunicação e o Jornalismo. Junte-se-lhes o Desporto e estão reunidas as condições para este licenciado em Estudos Portugueses e mestre em Ciências da Comunicação ser um profissional realizado.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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