Análise do Grupo B | Euro 2020

DINAMARCA

A SELEÇÃO
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A Dinamarca, seleção que fecha o top ten do ranking FIFA, volta a uma fase final de um Europeu depois de em 2016 ter falhado a qualificação para a prova realizada em França.

Apresentar a Dinamarca é recordar um dos feitos mais épicos da história dos campeonatos europeus de seleções. Em 1992, já de férias, a Dinamarca foi repescada para ocupar a vaga da Jugoslávia e, no papel de totais outsiders, passaram o grupo, eliminaram depois a Holanda e venceram a Alemanha na final. A geração dos irmãos Laudrup conseguiu ainda juntar a Taça das Confederações, três anos depois, ao palmarés de um país nórdico que revela constantemente figuras proeminentes do futebol mundial, com mentalidades sempre progressivas, verticais e positivas.

Com dois títulos na sua história, a seleção dinamarquesa não se atrapalha com o papel de underdog ou outsider. Foi assim em 1992 e em 2021 não partem como favoritos à conquista do grupo, mas são um dos coletivos a esperar na fase final da prova.

A ESTRELA

Christian Eriksen – O médio de 29 anos é a estrela da companhia. Vem de uma época vitoriosa, depois de conquistar o título italiano que fugia há mais de dez anos ao FC Internazionale. Chegou “corrido” do Tottenham HFC, onde fazia cerca de dez golos por temporada, mas tarda em prolongar essa veia goleadora em Itália. No entanto, num novo campeonato e numa nova realidade, não deixou de ser fulcral na equipa que representa; alinhou em 26 partidas na metade de época em que chegou a Milão e nesta temporada participou em 34 dos 48 jogos do campeão italiano.

Com 36 golos em 106 internacionalizações, é o melhor marcador da seleção dinamarquesa no ativo e basta um golo no Euro 2020 para igualar a marca de Michael Laudrup – e isso já diz muito da sua capacidade de alvejar a baliza contrária, mesmo sendo médio ofensivo.

É o centro da construção do jogo da Dinamarca e todos os lances vão passar pelos seus pés; esquerdo ou direito, a única certeza é que a bola vai sair com qualidade do camisola 10. Tem na visão de jogo, na qualidade de passe e na veia goleadora (de meia distância ou na cobrança de bolas paradas) as suas maiores armas para liderar uma seleção que equilibra bem o aspeto físico com a criatividade em campo.

A REVELAÇÃO

Robert Skov – Robert falha em confirmar todo o potencial que lhe adivinhavam ao serviço do FC København. Descoberto no Silkeborg, chegou ao clube de Copenhaga e rapidamente se percebeu que não demoraria a dar o salto. Depois de ser campeão no clube da capital dinamarquesa ao apontar 32 golos em 48 jogos, a ponte para um grande campeonato fez-se através do TSG Hoffenheim, onde não tem tido vida fácil.

Forte no jogo aéreo e com um remate fortíssimo, em especial na cobrança de livres, Skov pode aparecer como um outsider nos goleadores da competição e surpreender os mais desatentos. Uma boa prova poderá recuperar a confiança do dinamarquês e trazer de volta o nível exibicional dos tempos de Copenhaga.

O SELECIONADOR

Kasper Hjulmand substituiu Åge Hareide no comando da seleção nórdica e ao cabo de 11 partidas oficiais leva oito vitórias – uma taxa de sucesso a rondar os 73 porcento. É certo que as partidas podem não ter sido do maior grau de dificuldade, mas será sempre um bom arranque.

Iniciou a sua carreira enquanto treinador principal ao serviço do Lyngby BK e em duas épocas conseguiu a promoção à primeira divisão dinamarquesa e a despromoção no ano seguinte. Entrou como adjunto no FC Nordsjælland em 2008/09, assumiu o cargo principal em 2011/12 e por lá ficou até 2020 – altura em que assumiu os destinos da seleção dinamarquesa – à exceção da época 2014/15, época em que orientou o FS Mainz 05.

O seu melhor resultado foi logo na primeira época como treinador principal do FC Nordsjælland, ao conquistar o título dinamarquês ao serviço do clube da cidade de Farum. Aos 49 anos, esse é o único título do treinador dinamarquês.

ATÉ ONDE PODEM IR?

Num grupo com um claro favorito, a Dinamarca pode exigir de si própria o apuramento em segundo lugar. Ainda que o primeiro lugar não seja impossível, o cenário realista será conquistar pontos diretamente à Finlândia e Rússia e assegurar a segunda posição.

Uma vez alcançada a fase a eliminar, os mínimos para esta seleção nórdica, o sorteio ditará a sua sorte em prova. Terão dificuldades defensivas sempre que o adversário tiver um ataque muito móvel. O melhor que lhes poderia acontecer seria apanhar uma seleção que insista nas divididas aéreas, isto é, forçar a defesa à zona. Assim, torna-se difícil prever um percurso muito longo dos dinamarqueses, e tudo o que for um apuramento para os quartos-de-final será bastante positivo. Mais que isso roça o histórico.

Diogo Pires Gonçalves
Diogo Pires Gonçalveshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo ama futebol. Desde criança que se interessa por este mundo e ouve as clássicas reclamações de mãe: «Até parece que o futebol te alimenta!». Já chegou atrasado a todo o lado mas nunca a um treino. O seu interesse prolonga-se até ao ténis mas é o FC Porto que prende toda a sua atenção. Adepto incondicional, crítico quando necessário mas sempre lado a lado.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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