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A CRÓNICA: A TÉCNICA CHECA VENCEU A FORÇA ESCOCESA

Para o fecho da primeira jornada do Grupo D do EURO 2020, a Escócia defrontou a República Checa. O Hampden Park, em Glasgow, foi o recinto que recebeu o regresso dos escoceses às grandes competições – não participavam em europeus desde 1996. Os checos, por sua vez, estão a jogar a sétima edição consecutiva do torneio, marcando presença desde, por coincidência, o EURO 1996.

A primeira parte não teve muita história até ao golo da República Checa. Ambas as seleções tentaram a sorte cedo na partida, mas não foram felizes. Contudo, apesar de um momento positivo dos escoseses, acabaram a provar do próprio veneno, as bolas altas. Patrik Schick, o avançado que já tinha tirado as medidas à baliza de David Marshall, respondeu afirmativamente ao cruzamento de Coufal e cabeceou para o 0-1 aos 42 minutos.

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Os checos regressaram ao relvado para disputar a segunda metade na frente do marcador, mas pareciam querer alargar a vantagem o mais cedo possível. Entretanto, os escoceses também tentaram ainda ter uma palavra a dizer no jogo, mas o minuto 52 foi o maior balde de água fria para a formação caseira.

Depois de mais uma investida ofensiva da Escócia na procura do empate, ninguém esperava o que se passou nos segundos seguintes. Um pouco depois da linha do meio-campo, Patrik Schick recebeu a bola, olhou duas vezes para a baliza escocesa, percebeu que Marshall estava adiantado e não hesitou.

O esférico que saiu dos pés de Schick pairou durante alguns segundos no ar, com uma lentidão quase a lembrar Oliver e Benji, mas a Uniforia terminou mesmo na baliza e o placard mudou para o 0-2. Apesar das diferenças, a “chapelada” do avançado checo deve, de certeza, ter agradado Karel Poborsky.

O momento da tarde afetou bastante a seleção escocesa. Apesar do maior espaço para chegar à área checa, Vaclik também se demonstrou inspirado e não deixou fugir a clean sheet. Sem mais mudanças, a República Checa controlou o jogo e levou os três pontos, com o 0-2 final.

A FIGURA

Patrik Schick – A quantidade de vezes que mencionei o nome do avançado checo ao longo da crónica já demonstravam a preponderância que teve em todo o jogo. Além dos dois golos, foi uma peça fundamental para “furar” a estratégia que a Escócia levava bem estudada para a partida. Menção honrosa para a grande exibição do guardião Vaclik.

O FORA DE JOGO

Escócia – A estratégia teria sido boa caso conseguissem manter o empate ou, por acaso, inaugurar o marcador. Depois do primeiro golo da República Checa, os escoceses ainda tentaram reagir, mas a formação comandada por Steve Clarke demonstrou que tem muitas lacunas a corrigir caso ainda tente sonhar com o apuramento para a fase seguinte.

ANÁLISE TÁTICA – ESCÓCIA

Com a ausência de Kieran Tierney, o selecionador escocês, Steve Clarke, mudou um pouco o sistema tático que apresentou nos amigáveis que antecederam o EURO. Frente à República Checa, apresentou um 3-5-2, com os dois alas, Andy Robertson e O’Donnell a percorrer todo o corredor, quer a atacar, quer a defender. Na frente de ataque, Ryan Christie e Lyndon Dyckes apareceram várias vezes para tentar finalizar os cruzamentos que chegavam à zona de finalização.

Durante grande parte do encontro, as linhas de passe entrelinhas foram escassas e o passe longo foi bastante requisitado. Os momentos de posse de bola da Escócia duravam muito pouco tempo, com muito mérito para a linha média da República Checa em alguns momentos.

No entanto, todos sabemos que os escoceses são uma equipa difícil de defrontar devido à raça e luta que dão ao adversário. A qualidade do jogo fica de parte e o físico tenta parar o tecnicismo, mas a Escócia demonstrou que não se consegue moldar a um novo estilo de jogo, mesmo quando o estilo inicial não consegue dar frutos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David Marshall (6)

Grant Hanley (5)

Liam Cooper (6)

Jack Hendry (5)

Andy Robertson (7)

Stephen O’Donnell (6)

Stuart Armstrong (6)

John McGinn (5)

Scott McTominay (5)

Lyndon Dyckes (6)

Ryan Christie (4)

SUBS UTILIZADOS

Che Adams (5)

Ryan Fraser (5)

Callum McGregor (5)

James Forrest (6)

Kevin Nisbet (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – REPÚBLICA CHECA

Os homens comandados por Jaroslav Šilhavý apresentaram no início da partida um sistema tático disposto em 4-2-3-1. Tendo em conta as características do adversário, o duplo-pivô composto por Alex Kral e Tomas Soucek ajudou a dar um maior poderio físico aos checos, para garantir que a Escócia não aproveitava esse tipo de superioridade que tinha no papel.

Apesar de também não demonstrar uma boa qualidade de reter a bola em sua posse durante longos períodos, a técnica era superior. No ataque, Patrik Schick foi o wild-card para conseguir levar a vitória do solo escocês, mas fica na retina a manutenção das rotinas, mesmo com as substituições.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tomas Vaclik (8)

Vladimir Coufal (7)

Ondřej Čelůstka (6)

Tomas Kalas (7)

Jan Boril (6)

Alex Kral (6)

Tomas Soucek (7)

Lukáš Masopust (6)

Vladimir Darida (7)

Jakub Jankto (7)

Patrik Schick (9)

SUBS UTILIZADOS

Tomas Holes (5)

Adam Hlozek (6)

Matej Vydra (6)

Petr Ševčík (-)

Michael Krmenčík (-)

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