Anúncio Publicitário

Há uns anos, poderia perfeitamente ser um jogo decisivo para as contas do título; mas neste Der Klassiker, era apenas o Borussia Dortmund a tentar adiar o sexto título consecutivo do Bayern de Munique, que parece agora inevitável.

Logo aos cinco minutos de jogo, Robert Lewandowski decidiu ‘meter o dedo na ferida’ e marcar novamente ao seu antigo clube. A defesa do BVB, constituída por Sokratis e pelo jovem suiço Manuel Akanji (a substituir o lesionado Ömer Toprak) é apanhada demasiado subida e o passe de Thomas Müller isola o polaco, que, parece estar em fora de jogo. O vídeo-árbitro nada assinalou.

Anúncio Publicitário

Mas logo a seguir, aos nove minutos de jogo, o VAR acabou por mostrar serviço, anulando o golo de Franck Ribéry, devido a posição irregular do francês.

O Dortmund tentou aproveitar esta ‘abébia’, mas o Bayern continuou letal: aos 14 minutos, James Rodríguez faz o 2-0. Após passe de Alaba do flanco esquerdo, o médio colombiano aparece isolado na pequena área e aponta o segundo de uma tarde que já se revelava demasiado fácil para os bávaros.

Na defesa, o BVB acusava a mesma inconsistência que tem acusado no resto da época. No ataque, o talento puro e a irreverência de Christian Pulisic, talvez o mais inconformado da  equipa de Peter Stöger, não eram suficientes para colmatar a ausência de Marco Reus. Michy Batshuayi, que tem tido um excelente início de carreira na Bundesliga, simplesmente não tinha espaço para receber a bola.

Aos 23 minutos, Thomas Müller continua o massacre: perda de bola de Gonzalo Castro no meio campo origina uma situação de três para dois para Müller, James e Lewandoski; o colombiano cruza a partir da esquerda e o alemão estava no segundo poste para finalizar. 3-0

Sempre que o Bayern tinha a bola, parecia capaz de marcar. Aos 28 minutos, com 3-0 no marcador, todos os membros da equipa bávara, com exceção de Sven Ulreich (o guarda-redes) estavam no meio campo do BVB.

Ainda antes da meia hora de jogo, Peter Stöger faz a primeira substituição: retira Gonzalo Castro – que simplesmente não teve “mãos a medir” face a Javi Martínez, que dominou por completo o meio campo – e faz entrar Julian Weigl.

Mas esta alteração acabou por não surtir qualquer efeito: o Bayern continuou a ditar o ritmo do jogo, reduzindo a pressão nos últimos 15 minutos da primeira parte, porém levando perigo à baliza de Roman Bürki sempre que subia no campo.

E nos últimos dois minutos da metade, tudo se desmoronou novamente para o Borussia Dortmund: aos 44 minutos, Ribéry entra na área pelo flanco esquerdo sem qualquer oposição, faz o que quer de Pisczeck, pica a bola sobre Roman Bürki, que defende; mas a “carambola” acaba por sobrar para Lewandowski, que faz o 4-0.

Ainda não tinham acabado os festejos do quarto golo e Ribéry já tinha feito o 5-0, aproveitando a perda de bola de Dahoud no meio campo e conseguindo, à segunda tentativa, fazer um “chapéu” a Bürki.

Intervalo. 5-0. Por esta altura, não havia nada a fazer. O melhor que o Dortmund e os seus adeptos podiam esperar desta partida era não sofrer mais qualquer golo e talvez marcar um ou dois na segunda parte.

Já com o jogo resolvido, Jupp Heynckes decide tirar David Alaba ao intervalo, substituindo-o por Joshua Kimmich.

O Bayern entrou na segunda parte em modo de gestão: continuava a dominar a partida, mas não procurava o golo com o mesmo fervor. Já os jogadores do Borussia, desmotivados por uma primeira parte para esquecer, pouco ou nada faziam para contrariar a tendência.

Os 45 minutos finais praticamente não tiveram história: houve algumas hipóteses para o Bayern e, do lado do Dortmund, Mario Götze enviou uma bola ao poste. Há que destacar a substituição de Ribéry, aos 69 minutos, para entrada de Sebastian Rudy. O extremo francês foi amplamente ovacionado pelos adeptos da Allianz Arena, que fizeram questão de deixar patente a admiração que sentem por um jogador que já ganhou tudo pelo clube. Peter Stöger ainda tirou Pulisic e Götze (talvez os “menos maus” da sua equipa esta tarde), para colocar Maximilian Phillipp e Nuri Sahin, respetivamente; duas substituições que pareceram ter apenas a intenção de dar alguns minutos aos jogadores e não de mudar, de facto, alguma coisa na partida.

Aos 87 minutos, o prego final no caixão de um Dortmund que já há muito estava ‘morto’: Lewandoski completa o seu hat-trick e faz o 6-0 para o Bayern de Munique, após assistência de Joshua Kimmich.

Quase num ato de piedade, o árbitro Bastian Dankert não deu quaisquer minutos de compensação e apitou para o fim deste ‘massacre’ aos 90 minutos de jogo.

No final de contas, o Bayern fica a apenas uma vitória de se consagrar novamente campeão e o BVB dificulta a sua vida na luta pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões. E mesmo que o Der Klassiker já pouco ou nada conte para a decisão do título, não deixa de ser sempre um jogo com muito orgulho envolvido; e os adeptos, jogadores e equipa técnica do Borussia Dortmund saem de Munique com o seu gravemente ferido.

Anúncio Publicitário