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ÚLTIMA HORA:

Inglaterra x Itália

Inglaterra 0-0 Itália: Uma pobre reedição da final do EURO 2020

A CRÓNICA: EXIBIÇÃO CURTA DAS DUAS SELEÇÕES MANTÉM A ITÁLIA NO TOPO DO GRUPO 3

A terceira jornada da Liga das Nações tinha reservada para nós uma reedição da final do último europeu, que terminou com os italianos a levantar a taça. Este era um jogo onde a Inglaterra queria e precisava de ganhar para lutar pelo topo do grupo três, contra uma Itália completamente renovada e que se apresentou com imensas caras novas.

Na primeira parte, e ao contrário daquilo que se passou na final de Wembley, o grande destaque do jogo foi o cansaço e a falta de entrosamento dos jogadores.

Se por um lado tivemos uma Itália que passa por uma renovação total do plantel e onde era visível a falta de rotina de alguns jogadores, por outro lado, na seleção inglesa ia-se notando uma grande fatiga causada pela carga enorme de minutos nas pernas dos jogadores (muitos deles já levam 50 jogos realizados).

Apesar disso, surgiram algumas oportunidades para os dois lados e, portanto, iam-se destacando os guardiões, Donnarumma e Ramsdale.

E se a primeira parte ficou mais marcada pelas condicionantes exteriores do que pelo jogo jogado, a segunda ainda mais, e, desta feita, sem oportunidades de golo.

Em suma, foi um jogo muito equilibrado e morno, sem grande emoção e que mais parecia um amigável entre as duas potências europeias.

Quem saiu a ganhar foi a seleção italiana que aproveitou para dar minutos a jovens jogadores (alguns deles da segunda divisão italiana) e se vai mantendo no topo do grupo três.

 

A FIGURA


Aaron Ramsdale – Apesar de não ter sido chamado a intervir muitas vezes, o guardião de Inglaterra disse presente nas duas grandes oportunidades que os Italianos tiveram.

 

FORA DE JOGO


Calendário de Jogos – Se as queixas dos jogadores não chegam (Bernardo Silva ainda na semana passada, por exemplo) para se fazer algo, então que se olhe para jogos como este, onde estão presentes duas das maiores e mais históricas seleções da modalidade e se retire conclusões. Esta partida foi o perfeito exemplo do cansaço acumulado de jogadores como Grealish, Sterling, Rice, entre muitos outros, que já acumulam umas boas dezenas de partidas nas pernas, e que hoje nos proporcionaram tudo menos um bom jogo de Futebol (e fique bem claro que a culpa não é deles).

 

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

A seleção orientada por Southgate apresentou-se no seu 4-2-3-1 com um duplo “pivôt” formado por Rice e Ward-Prowse, à frente deles Mount, Grealish e Sterling (com muita mobilidade entre eles), e na frente Tammy Abraham. No processo ofensivo, o jogo é sempre pensado pelos dois pivôts, que depois de desequilibrarem e rasgarem o meio-campo italiano, rapidamente metiam a bola num dos alas (grealish ou Sterling) que davam bastante largura e tentavam alvejar a baliza. No processo defensivo a seleção dos “Três Leões” tentava sempre pressionar alto, recuperando a bola o mais depressa possível.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES:

Aaron Ramsdale (7)

Reece James (6)

Harry Maguire (5)

Fikayo Tomori (6)

Kieran Trippier (6)

Declan Rice (5)

James Ward-Prowse (5)

Raheem Sterling (5)

Mason Mount (6)

Jack Grealish (6)

Tammy Abraham (5)

SUBS UTILIZADOS

Kalvin Philipps (5)

Harry Kane (5)

Jarrod Bowen (5)

Bukayo Saka (-)

Marc Guehi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

A seleção orientada por Mancini entrou em campo no habitual 4-3-3, mas com bastantes mexidas, sendo notória a falta de rotina dos intervenientes. Com bola a Squadra Azurra tentava sempre sair a jogar desde a sua área apesar da pressão inglesa (o que resultou em várias perdas de bola naquela zona) e no processo ofensivo tentava chegar à baliza inglesa através de incursões rápidas e com poucos toques. A defender era uma equipa coesa, que pressionava apenas no seu meio-campo, deixando a equipa inglesa sair a jogar.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES:

Gianluigi Donnarumma (6)

Giovanni Di Lorenzo (5)

Federico Gatti (5)

Francesco Acerbi (5)

Federico Dimarco (5)

Manuel Locatelli (5)

Sandro Tonalli (5)

Davide Frattesi (5)

Matteo Pessina (6)

Gianluca Scamacca (5)

Lorenzo Pellegrini (5)

SUBS UTILIZADOS

Wilfried Gnonto (5)

Salvatore Esposito (5)

Giacomo Raspadori (5)

Alessandro Florenzi (-)

Bryan Cristante (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

O Renato é natural de Aveiro mas atualmente reside em Lisboa. Está, neste momento, a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Tem no futebol a sua maior paixão, mas é um aficionado pelo mundo do desporto. Desde futebol até à Fórmula 1, passando pelo basquetebol e andebol, se for um desporto, tem lugar garantido na vida do aveirense.

O Renato é natural de Aveiro mas atualmente reside em Lisboa. Está, neste momento, a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Tem no futebol a sua maior paixão, mas é um aficionado pelo mundo do desporto. Desde futebol até à Fórmula 1, passando pelo basquetebol e andebol, se for um desporto, tem lugar garantido na vida do aveirense.

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