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A CRÓNICA: APENAS UMA EQUIPA JOGOU PARA GANHAR

A Juventus FC, já apurada, precisava apenas de um empate para garantir o primeiro lugar do grupo, mas o Chelsea FC foi a única equipa que quis ganhar e a goleada por 4-0 permitiu que fossem os londrinos a ascender à liderança do grupo H.

Só deu Chelsea na primeira meia hora de jogo! Os londrinos entraram fortes, instalaram-se no meio-campo adversário e criaram as primeiras ocasiões de perigo: primeiro por Ben Chilwell e depois num livre de Reece James. Os laterais iam ganhando protagonismo, mas seria um central a assumir maior destaque. Na sequência de um canto, Chalobah aproveitou uma bola vinda do braço de Rüdiger e não tremeu na hora de inaugurar o marcador, aos 25 minutos.

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A Juventus não tardou em responder e até foi Morata (que bem conhece Stamford Bridge) a estar perto do empate, mas viu o seu ‘chapéu’ sobre Mendy ser negado por Thiago Silva, praticamente em cima da linha. Ainda assim, a reação revelou ser sol de pouca dura, uma vez que foi o Chelsea a estar muito perto do segundo, antes do intervalo, por Reecce James e Hudson-Odoi.

O regresso dos balneários não trouxe nada de novo e os detentores da Champions acabariam por ampliar a vantagem, com inteira justiça. Em dois minutos, dois golos! Aos 56 minutos, Reece James apareceu solto na grande área e atirou para o merecido golo e, logo a seguir, foi a vez de Hudson-Odoi finalizar uma grande jogada coletiva, premiada com passes curtos de inegável qualidade.

O jogo serenou de tal modo que a Juve só se aproximou com perigo da baliza de Mendy nos últimos dez minutos, através de um remate de McKennie, o primeiro da equipa enquadrado com a baliza. Do outro lado, logo a seguir, Ziyech esteve muito perto de marcar, porém, os contornos de goleada seriam assumidos por Timo Werner no último minuto de compensação, naquela que foi uma exibição muito diferente do jogo de Turim, em setembro.

Ambas as equipas sabem que vão marcar presença nos “oitavos” da Liga dos Campeões, mas resta agora saber quem fechará a fase de grupos na liderança. Aguardemos pela última jornada…

 

A FIGURA

Jorginho – Fez o que quis, como quis e quando quis! O campeão italiano foi o cérebro do jogo do Chelsea e, por ele, passaram vários momentos de desequilíbrio, fruto de passes algo inesperados para as costas da defensiva contrária. Preponderante na ocupação do espaço, travou as transições do adversário e recuperou bolas que dariam em golo. Não criou as ocasiões, mas deu a criar e isso foi suficiente para se destacar com uma exibição completa a todos os níveis.

O FORA DE JOGO

Alex Sandro – Passou completamente ao lado do jogo. Não subiu no terreno pelo lado esquerdo, falhou vários passes e somou erros atrás de erros na leitura às abordagens das referências ofensivas do Chelsea. Além disso, perdeu praticamente todas as disputas de bola, algo que revelou ser letal no perigo que foi sendo criado junto da baliza de Szczesny. Exibição fraca do lateral brasileiro…

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Thomas Tuchel optou por promover meia dúzia de alterações por comparação ao duelo de Turim (em finais de setembro). Trevoh Chalobah ocupou o lugar de Andreas Christensen no eixo da defesa, Ben Chilwell e Reece James renderam César Azpilicueta e Mateo Kovacic (lesionado) nas laterais e N’Golo Kanté assumiu a vaga deixada por Marcos Alonso no meio-campo. Já na frente de ataque, Hudson-Odoi e Christian Pulisic trataram de substituir Kai Havertz e Romelu Lukaku.

Alinhados em 3-4-2-1, os líderes da Liga Inglesa entraram fortes e fiéis ao seu estilo de jogo, com um Futebol positivo e fluído, mas foram esbarrando na consistência defensiva do adversário. Sem referências na área, foram poucos os momentos de cruzamento, algo que por vezes complicou o raio de ação no último terço do terreno, apesar das soluções que eram encontradas já com a defesa italiana recomposta.

Tuchel ajustou algumas ligações entre setores no intervalo e o resultado ficou à vista nos primeiros minutos do segundo tempo, com um soberbo nível de eficácia nas chegadas à baliza de Szczesny. A partir daí, tirou o pé do acelerador e limitou-se a controlar o jogo sem grandes dificuldades, tendo chegado ainda ao quarto em transição.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (6)

Antonio Rüdiger (6)

Thiago Silva (7)

Trevoh Chalobah (8)

Ben Chilwell (7)

N’Golo Kanté (6)

Jorginho (9)

Reece James (8)

Hakim Ziyech (6)

Hudson-Odoi (7)

Christian Pulisic (5)

SUBS UTILIZADOS

Ruben Loftus-Cheek (7)

Timo Werner (7)

César Azpilicueta (5)

Mason Mount (6)

Saúl Ñíguez (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Já Massimiliano Allegri modificou apenas duas peças em relação ao triunfo caseiro diante do Chelsea, ambas de forma forçada devido a lesão. Weston McKennie figurou no “onze” e fez com que Juan Cuadrado baixasse no terreno na lateral direita (onde estivera Danilo) e, na frente de ataque, Álvaro Morata rendeu Federico Bernardeschi.

A jogar em 4-4-2, os italianos apresentaram-se em Londres com as linhas muito baixas e convidaram o adversário a aproximar-se da sua área, mas sempre de olho no contra-ataque vertiginoso, apoiado nas referências individuais da equipa. A maior dificuldade terá estado em aliviar o perigo das bolas paradas do Chelsea, uma vez que os homens da Juventus perderam vários duelos aéreos.

Mesmo em desvantagem, a Juventus não se atreveu a pressionar alto no início do segundo tempo e rapidamente sofreu mais dois golos, fruto da densidade baixíssima. Allegri recorreu a Dybala, mas já ia tarde para sonhar com uma eventual recuperação no encontro e na própria classificação.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczesny (6)

Alex Sandro (4)

Matthijs De Ligt (5)

Leonardo Bonucci (6)

Juan Cuadrado (6)

 Adrien Rabiot (5)

Rodrigo Bentancur (6)

Manuel Locatelli (7)

Weston McKennie (6)

Álvaro Morata (6)

Federico Chiesa (5)

SUBS UTILIZADOS

Paulo Dybala (6)

Moise Kean (5)

Arthur (5)

Dejan Kulusevski (-)

Koni De Winter (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

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