FC Internazionale Milano 0-2 Liverpool FC: A bonança depois da tempestade

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A CRÓNICA: QUEM NÃO MARCA, SOFRE

Noite de Liga dos Campeões é noite de muita emoção e golos. A competição das competições, o melhor entre os melhores. No menu desta noite, temos como prato principal um embate entre históricos: FC Internazionale Milano x Liverpool FC. Ingredientes e protagonistas prontos, o caldeirão estava aceso.

É a isto a que chamo um jogo completamente dividido, pelo menos a primeira parte. Através de uma pressão altíssima, os Reds afirmaram-se ao provocar dificuldades na primeira fase de construção italiana. No entanto, o Inter não se deixou abater e virou o jogo por completo. Seria a sua vez de apertar e forçar erros em zonas altas, de modo a atacar a baliza com mais facilidade. No primeiro tempo, as oportunidades de perigo contaram-se pelos dedos, mas valeu a competitividade e a beleza tática, tal como a exuberância de Champions.

As duas equipas regressaram na totalidade, à exceção de Diogo Jota (substituído por Roberto Firmino). De resto, aquilo que já se observava somente veio a ser intensificado na segunda parte. Isto é, um Inter soberano e confiante frente a um Liverpool em declínio exibicional. Sofre e não é pouco. A mudança era urgente, até porque as situações de perigo italianas eram cada vez mais constantes.

Mesmo com uma tempestade infindável adiante, o Liverpool FC descobre uma luz e agarra o milagre. Na sequência de um canto, Roberto Firmino coloca, de cabeça, os Reds em vantagem e contraria a corrente. Como se não bastasse, minutos depois, Mohamed Salah faz o segundo da partida. É noite de Champions, meus caros.

No final, em solo italiano, o Liverpool FC resiste e vence um jogo dificílimo (0-2), no qual valeu a experiência e sobretudo a eficácia. Até porque, como sabemos, o que conta realmente são as bolas dentro da baliza e não quem dominou ou deixou de dominar.

 

A FIGURA

Andrew Robertson (Liverpool FC) – Fez uma belíssima exibição, sobretudo do ponto de vista ofensivo. Foi o homem da assistência do primeiro golo, além de efetuar três passes-chave, uma grande oportunidade, duas bolas longas e três cruzamentos com sucesso. Entretanto, a nível defensivo, fez o que lhe competia sem comprometer. Seguro e oportuno.

 

O FORA DE JOGO

Pouca eficácia do FC Internazionale Milano – Se por um lado o Liverpool triunfou pela eficácia, os nerazzurri perderam pela falta dela. Apesar do sofrimento inicial, o Inter foi soberano em grande parte do jogo. Caso conseguissem traduzir essa superioridade em golos, o resultado poderia ter sido muitíssimo diferente. Melhor para os mesmos, claro.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

Sem jogar os oitavos-de-final desde 2011/2012, o FC Internazionale Milano regressou aos grandes palcos, frente ao colosso Liverpool FC. Em termos táticos, alinhou-se num 3-5-2 com o trio defensivo Bastoni, de Vrij e Skriniar. Ainda que os Reds aplicassem uma pressão alta, verificou-se uma grande variabilidade na saída a jogar, encontrando muitas soluções.

No miolo do terreno, o médio Brozovic (mais recuado) juntou-se a Çalhanoglu e Vidal para comandar esta zona, no qual procuravam bloquear os três médios adversários e dificultar o jogo mais apoiado do Liverpool FC. Denzel Dumfries e Perisic jogaram pelas alas bem abertos e foram importantes tanto no processo defensivo (ao subir e condicionar o jogo do adversário neste terreno, forçando erros) como ofensivo (com ataques lançados). A frente de ataque esteve encarregue a Lautaro Martínez e a Edin Dzeko que se assistiu um pouco mais solto na tentativa de ajudar na construção.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samir Handanovic (5)

Alessandro Bastoni (7)

Stefan de Vrij (7)

Milan Skriniar (7)

Ivan Perisic (7)

Hakan Çalhanoglu (7)

Marcelo Brozovic (6)

Arturo Vidal (7)

Denzel Dumfries (5)

Edin Dzeko (6)

Lautaro Martínez (5)

SUBS UTILIZADOS

Alexis Sánchez (6)

Roberto Gagliardini (-)

Matteo Darmian (-)

Andrea Ranocchia (-)

Federico Dimarco (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Na primeira mão dos oitavos-de-final frente ao FC Internazionale de Milano, a turma de Jurgen Klopp não abdicou do seu clássico 4-3-3 que, muitas vezes, se observou uma espécie de 4-4-2 losango com Diogo Jota e, mais tarde, Roberto Firmino a jogar como 4º médio de forma a oferecer mais verticalidade, ligar o jogo entre-linhas e superiorizarem-se frente aos médios do Inter.

Comos já referi, o Liverpool FC entrou mais afirmativo com uma pressão alta e agressiva, mas que, apesar de provocar constrangimentos iniciais, o Inter se libertou facilmente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (6)

Andrew Robertson (8)

Virgil Van Dijk (8)

Ibrahima Konaté (7)

Trent Alexander-Arnold (5)

Harvey Elliott (7)

Fabinho (5)

Thiago Alcântara (6)

Sadio Mané (4)

Diogo Jota (5)

Mohamed Salah (7)

SUBS UTILIZADOS

Roberto Firmino (7)

Jordan Henderson ()

Luis Díaz (5)

Naby Keita (6)

Diogo Lagos Reis
Diogo Lagos Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 8 de Portugal. Depois de ter estudado na Universidade Católica e tirado mestrado em Barcelona, o Diogo está a seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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