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FC Barcelona 1–2 Real Madrid CF: Gràcies, Johan. Obrigado, Ronaldo

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A noite era de homenagem a Johan Cruyff e tudo foi organizado à altura da ocasião. Já depois de se terem emocionado com o vídeo que passou no estádio, os quase 100 mil adeptos fizeram um mosaico com uma camisola n.º 14 e um “Gràcies Johan”, agradecimento que os jogadores levavam estampado no peito.

Só não foi tudo perfeito porque, no meio de tanta gente, houve quem não soubesse respeitar o minuto de silêncio. Nesse momento, vimos Ronaldo acenar com a cabeça em sinal de reprovação, naquele que foi o primeiro detalhe da sua grande noite. Se Cruyff seria sempre a grande figura do dia, cá em baixo, foi Ronaldo quem teve o protagonismo. Partindo da ala esquerda, onde devia jogar sempre, recebeu muitas vezes a bola de frente para o ataque e com espaço para correr, que é como é mais perigoso. Além disso, revelou um espírito de sacrifício maior que o habitual, tanto que chegámos a vê-lo vir até à sua própria área a acompanhar o lateral contrário. Além de um remate forte que Bravo defendeu para a frente e de um livre que rematou por cima da trave ainda durante a primeira parte, Ronaldo fez a assistência para o golo que foi anulado a Bale, atirou uma bola à barra e acabou mesmo por fazer o golo da vitória, o seu décimo no Camp Nou. Nada mal para quem é acusado de desaparecer nos jogos grandes.

Mas não se pense que foi um jogo fácil para o Real Madrid. O Barcelona esteve claramente por cima durante os primeiros vinte minutos e controlou a maior parte do encontro, exceção feita já a dez minutos do fim, que culminaram no tal golo de Ronaldo. O problema é que Suárez cedo demonstrou que estava em noite de desacerto, Neymar nunca chegou a aparecer verdadeiramente no jogo, e Messi, apesar de ter feito um remate em jeito que obrigou Navas à defesa da noite, também pouco apareceu. O golo chegou apenas de bola parada, num bom cabeceamento de Piqué, que se antecipou a Pepe.

Ronaldo volta a deixar marca no Camp Nou Fonte: Real Madrid C.F.
Ronaldo volta a deixar marca no Camp Nou
Fonte: Real Madrid C.F.

Do outro lado, a tripla atacante teve uma noite bem mais inspirada, já que, além de Ronaldo, também Benzema marcou, após grande jogada de Marcelo, e o golo de Bale só não contou porque o árbitro não quis. No Real, é justo destacar também o papel importante de Casemiro. É o patinho feio da equipa, mas tem de jogar nos jogos grandes, à falta de outro jogador com as suas características. Foi na sua ausência que começou o 0-4 da primeira volta. Pela negativa, Sergio Ramos foi expulso mais uma vez e até pode agradecer ao árbitro por não ter saído de campo ainda mais cedo.

Além de Ronaldo, o grande vencedor da noite foi Zinedine Zidane. Não teve problemas em deixar Isco e James no banco e a sua estratégia resultou perfeitamente. O campeonato já está perdido, mas, assim, o Real tem legítimas aspirações a vencer a Liga dos Campeões.

Foto de Capa: FC Barcelona

Se os passes de letra existissem literalmente, o Eduardo talvez tivesse dado jogador de futebol. Assim, limita-se às reviengas literárias. A viver em Barcelona, tem vista privilegiada para a melhor liga do mundo.                                                                                                                                                 O Eduardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Se os passes de letra existissem literalmente, o Eduardo talvez tivesse dado jogador de futebol. Assim, limita-se às reviengas literárias. A viver em Barcelona, tem vista privilegiada para a melhor liga do mundo.                                                                                                                                                 O Eduardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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