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A CRÓNICA: PARTES DISTINTAS COM UM MANCHESTER CITY FC SUPERIOR

Este era, em perspetiva, um jogo que poderia ser mais importante em termos pontuais para os caseiros do que para os visitantes. Isto porque, depois da derrota do Chelsea FC, o Leicester City FC poderia destacar-se no terceiro lugar, já longe da turma de Londres. Para o Manchester City FC este seria mais um jogo onde os três pontos eram importantes, mas em que um deslize não seria particularmente preocupante face aos 14 pontos de diferença para o segundo lugar, o rival de Manchester.

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Ainda assim, era expectável que fosse a turma de Guardiola a assumir a posse de bola desde o início e foi isso que aconteceu. O Leicester City FC concedeu essa posse aos citizens e sentiu-se confortável durante toda a primeira parte, onde as oportunidades escassearam e os minutos passaram devagar, devagarinho.

Nos segundos 45 minutos a dinâmica viria a ser parecida, mas mudou a velocidade com que os craques de Manchester executaram as suas ações. Apesar da entrada forte dos caseiros, foi uma questão de tempo até os ciitizens acionarem o modo de campeão e foi com alguma naturalidade que chegaram à vantagem. O herói improvável, Mendy, apareceu na área contrária e depois de um belo movimento técnico colocou a bola no fundo das redes. A partida estava agora controlada pelos futuros campeões e Brenan Rodgers teria de mudar a sua abordagem par poder colher frutos deste jogo. Houve essa tentativa, com as entradas de Ricardo Pereira e Maddison, mas minutos mais tarde o City mataria a partida depois de uma bela jogada. De Bruyne descobriu um colega em bela posição e colocou a bola onde só os melhores colocariam. Gabriel Jesus ofereceu a Sterling e este, altruísta, voltou a devolver ao brasileiro que fez assim o seu oitavo golo no campeonato.

A partir de então foi só esperar que o jogo acabasse para se confirmar o resultado final. Mais três pontos para o Manchester City FC, que levam agora 17 de vantagem para o segundo lugar, ainda que com mais dois jogos disputados. O Leicester City FC manteve o terceiro lugar e os cinco pontos de vantagem sobre o Chelsea FC.

 

A FIGURA

Segunda parte do Manchester City FC – Depois de 45 minutos algo aborrecidos, onde apenas De Bruyne conseguiu assustar Schmeichel com um remate à trave, o conjunto de Pép Guardiola teria de imprimir uma outra velocidade para poder levar os três pontos do King Power Stadium. Pois quanto mais cedo se pedisse, mais cedo aconteceria. Com toda a calma e aparente facilidade foi isso que os azuis de Manchester fizeram na segunda parte, onde marcaram dois golos e poderiam ter marcado mais. Foram simplesmente dominantes e justificaram a vitória que conquistaram.

 

O FORA DE JOGO

Kelechi Iheanacho – O nigeriano formado no Manchester City FC não teve um reencontro feliz com a sua antiga equipa. Apesar da sua boa forma nas últimas partidas, esta seria necessariamente diferente pelo estilo de jogo do adversário. Não seria nunca um jogo fácil, pelas poucas oportunidades de tocar na bola que o jogador teria, mas pedia-se mais quando essas chances lhe chegassem. Assim não aconteceu, e o avançado não conseguiu ser uma mais-valia para a equipa, quer no momento de segurar a bola ou mesmo de tentar fazer golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

Brendan Rodgers dispôs a equipa num 5-3-2 que seria um 3-5-2 se esta não tivesse passado grande parte da partida a defender. Amartey, Evans e Fofana compuseram o eixo da defesa, com Albrighton a percorrer toda a lateral direita e Castagne a lateral esquerda. No meio atuaram Ndidi, Tielemans e Ayoze Perez, o primeiro com claras missões mais defensivas, o segundo como médio de transporte, nas poucas vezes em que isso foi possível e o terceiro no apoio aos avançados, Vardy e Iheanacho. Este não foi um jogo em que a equipa se tivesse conseguido projetar para o ataque como gosta de fazer, e por isso as dinâmicas não fugiram muito das que a formação permite.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (6)

Albrighton (5)

Amartey (6)

Jonny Evans (5)

Fofana (5)

Timothy Castagne (5)

Ndidi (6)

Tielemans (6)

Ayoze Pérez (5)

Iheanacho (4)

Vardy (6)

SUBS UTILIZADOS

 Ricardo Pereira (5)

James Maddison (6)

Nampalys Mendy (-)

 ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Face à vantagem que tem perante o segundo lugar do campeonato, Manchester United FC, e da eliminatória a meio da semana para a Liga dos Campeões, Guardiola promoveu algumas alterações no onze inicial mais utilizado. Jogadores como Stones, Sterling, Gundongan, Cancelo, Bernardo Silva ou Foden ficaram no banco e no seu lugar apareceram outros com menos minutos, mas que garantem ao técnico espanhol a grande capacidade da equipa jogar bom futebol. Assim, o Manchester City FC apresentou-se numa espécie 4-2-3-1 com dois médios mais defensivos, Fernandinho e Rodri e com De Bruyne mais ofensivo. Aguero voltou à titularidade e ao seu lado jogou Gabriel Jesus, ainda que este, no plano tático, fosse dado como médio pela esquerda. Mahrez apareceu do outro lado, bastante mais aberto na linha, fruto também da variância de progressão dos laterais, Mendy pela esquerda e Walker pela direita. No eixo da defesa, Rúben Dias, imprescindível para o treinador, e Laporte, que apesar da menor utilização continua a ser um dos grandes centrais a atuar na Europa. A partir daqui isto não passa de um mero desenho que os jogadores fazem questão de baralhar na constante procura de espaços oferecidos pela defesa contrária.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (7)

Walker (6)

Rúben Dias (7)

Laporte (6)

Mendy (8)

Rodri (6)

Fernandinho (7)

Mahrez (6)

De Bruyne (8)

Gabriel Jesus (7)

Aguero (6)

SUBS UTILIZADOS

 Sterling (7)

Ferran Torres (6)

Foden (-)

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