Manchester City FC 4-1 Liverpool FC: Reviravolta que acabou em massacre

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A CRÓNICA: SEGUNDA PARTE AVASSALADORA DE UM CITY COM MAIS QUALIDADE

Regresso do futebol internacional depois da pausa para as seleções e dificilmente se poderia pedir um jogo com mais qualidade do que este, entre duas das melhores equipas do mundo. De um lado, o Manchester City, sem Haaland, na perseguição ao líder, Arsenal FC; do outro, o Liverpool FC a precisar de vencer para continuar a lutar pelos lugares europeus.

Os caseiros cedo quiseram mostrar quem iria mandar no jogo e os primeiros quinze minutos foram todos dos citizens. O Liverpool FC pouco ou nada conseguiu fazer ofensivamente, mas isso não os impediu de se adiantarem no marcador na segunda vez que conseguiram sair lá de trás. Bela jogada coletiva, que começou em Alisson e terminou em Salah, com o egípcio a colocar a bola no fundo das redes, dando assim vantagem aos forasteiros.

Os comandados de Guardiola continuaram por cima, apesar da desvantagem, e o empate surgiu com naturalidade. Destaque para uma jogada coletiva simplesmente brilhante que foi concluída por Julian Álvarez, que assim rendeu Haaland na perfeição. Empate a um aos 27 minutos e o placard não viria a sofrer qualquer alteração até ao intervalo.

O que se passou na segunda parte explica-se em poucas palavras: o Manchester City FC organizou as ideias, percebeu que zonas do terreno deveria aproveitar e deu um autêntico recital de futebol. Klopp e os seus homens só conseguiram assistir, e o resultado acabou por se refletir nisso mesmo. Três golos sem resposta, aos 46 por De Bruyne, aos 53 por Gundogan e aos 74 por Grealish.

A diferença classificativa entre as duas equipas acabou por ficar justificada e o Liverpool FC mostrou, mais uma vez, todas as dificuldades defensivas que tem sentido ao longo da temporada. Já o City, apesar de alguma irregularidade, mostrou ser a melhor equipa e aproximou-se assim do Arsenal FC, que só mais tarde entrou em campo. A reta final da Liga Inglesa tem tudo para ser emocionante até ao fim, principalmente se os homens de Guardiola não arredarem pé da luta pelo título.

A FIGURA

Kevin De BruyneÉ difícil escolher o homem do jogo numa equipa onde os homens da frente conseguem exibir um nível tão alto durante os 90 minutos. Assim, a decisão recai nos números e, quando até eles não servem para desempatar, temos de ir ao mais ínfimo pormenor. Grealish e de Bruyne somaram um golo e uma assistência cada um, para além de belas exibições individuais, e por isso a decisão não se justifica por aí. A escolha recai sobre Kevin de Bryne porque o belga é, de facto, o grande motor ofensivo da equipa e é ele o cérebro de tudo o que acontece essencialmente no último terço. Todas as jogadas acabam por passar por ele e este foi mais um jogo onde a sua importância ficou bem evidente. É um dos melhores médios que já passaram pelo desporto rei.

O FORA DE JOGO

Jurgen Klopp – O técnico alemão tem passado um mau bocado ao serviço do Liverpool FC e este jogo foi mais um exemplo disso mesmo. Parece que mostrou demasiado respeito pelo adversário, que tem evidentemente a qualidade que todos reconhecemos, mas a ideia pensada para a partida acabou por não resultar. Gakpo esteve sempre muito afastado das zonas de criação de perigo e se a ideia era assumir um contra-ataque tão vincado, trazer Darwin para o jogo poderia ser mais benéfico para a equipa. Acabou por mexer com a partida já quase resolvida, evidenciando alguma desorientação no banco de suplentes.

Guilherme Vilabril Rodrigues
Guilherme Vilabril Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação de Comunicação Social e é um apaixonado pelo futebol. Praticante desde os três anos, desde cedo que foi rodeado por bola e por treinadores de bancada. Quer ser jornalista desportivo, e viu no Bola na Rede uma excelente oportunidade para começar a dar os primeiros toques.

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