Do céu ao inferno: a inesperada queda da Juventus FC

ALLEGRI 2.0, UMA VERSÃO DESATUALIZADA

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Nos últimos três anos, a Juventus teve três treinadores: Sarri, Pirlo e Allegri, com este último a regressar na época passada.

O que é curioso é que tanto Sarri como Pirlo foram educadamente afastados do projeto, apesar de terem obtido resultados importantes, como scudetto e taças, apenas depois de um só ano de contrato.

Todas estas mudanças de treinadores, transmitem a sensação que desde a primeira saída de Massimiliano Allegri do clube (2019), não foi feita uma verdadeira programação a longo prazo, e sobretudo não foi dada a necessária confiança – e tempo – às pessoas escolhidas para construir um coletivo que se tornasse uma equipa.

A verdade é que a Juventus não só não programou o futuro iminente, mas foi arrogante em pensar que novos resultados pudessem ser obtidos rapidamente. De facto, a equipa turinesa, depois de nove anos no topo, pensou que podia simplesmente continuar a brilhar de luz reflexa, desfrutando da glória passada. Entretanto, os principais rivais, FC Internazionale Milano, SSC Napoli e AC Milan, vão construindo o futuro e reforçando-se, dando aos próprios líderes aquela confiança que ultimamente falta em casa da Juventus. De cima para baixo, e vice-versa.

Allegri foi chamado de volta à pressa, pois já conhecia o ambiente, a direção, alguns dos jogadores mais influentes e porque se pensava que fosse capaz de realizar uma reedição do seu primeiro quinquénio de sucessos. A verdade é que a Juventus não foi capaz de escolher uma outra pessoa carismática para iniciar um novo ciclo, dando-lhe ferramentas e tempo.

Não quero tirar os méritos de Allegri no quinquénio anterior, mas sopa aquecida nem sempre é boa como nós achamos, e fazer ficar um treinador que só está a recolher resultados embaraçosos e coleciona declarações completamente fora do estilo Juventus, é sinonimo que, nos patamares mais altos, já ninguém tem ideia do que fazer, faltando também humildade para admitir que algo falhou.

Paola Amore
Paola Amorehttp://www.bolanarede.pt
A Paola nasceu e cresceu na Itália, mas há seis anos foi “adotada” por Lisboa, onde atualmente reside. Formou-se em Comunicação e Jornalismo na Sapienza - Universitá degli Studi di Roma, e atualmente está a tirar uma Pós-Graduação na Universidade Católica Portuguesa em Comunicação e Marketing de Conteúdos. Viu a sua primeira partida de futebol com seis anos e nunca mais parou, decidindo que um dia ia tornar jornalista de desporto, sonho que concretizou aos 21 anos, quando adquiri a sua carteira profissional. Adora ouvir os jogos de futebol no rádio, sobretudo Liga Serie A e Liga Portugal, e adora visceralmente o Alessandro Del Piero. É mais fácil encontrá-la em qualquer estádio ou pavilhão - porque também gosta de vólei e futsal – que não na sua casa!

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